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SRAM Lança Oficialmente os Pedivelas de 150mm de Jonas Vingegaard

A SRAM oficializa o lançamento dos pedivelas de 150mm e 155mm que Jonas Vingegaard vem usando, marcando uma revolução no ciclismo profissional. Descubra por que pedivelas mais curtos estão dominando o pelotão.

SRAM Lança Oficialmente os Pedivelas de 150mm de Jonas Vingegaard

Olha, se você acompanha o pelotão profissional, provavelmente já reparou que algo vem mudando nas bikes dos caras lá na frente. E não, não estou falando só de aerodinâmica ou peso. A grande conversa agora é sobre pedivelas cada vez mais curtos. E a SRAM acabou de oficializar isso de vez.

A fabricante americana finalmente lançou para o mercado aqueles pedivelas de 150mm e 155mm que a gente vinha vendo o Jonas Vingegaard usar desde o ano passado. Pois é, aquele negócio que parecia experimental virou produto de linha. E isso diz muito sobre para onde o ciclismo está indo.

Quando Vingegaard Mostrou que Tamanho NÃO é Documento

A história começou lá em fevereiro de 2024, quando o Vingegaard apareceu com uns pedivelas minúsculos de 150mm na Cervélo dele. Na época, muita gente achou estranho. Mas quem conhece o dinamarquês sabe que o cara não faz nada por modinha – ele testa, mede, analisa tudo.

E sabe o que aconteceu? Funcionou. Tanto que no Tour de France de 2025, ele tava lá de novo, dessa vez com pedivelas de 160mm em pelo menos uma das bikes. O pessoal da Visma-Lease a Bike claramente entendeu que tinha algo ali.

O Que a SRAM Acabou de Lançar

Agora ficou oficial. A SRAM está oferecendo os pedivelas Red AXS (o top de linha deles) e XPLR (linha gravel) nos comprimentos de 150mm e 155mm. Antes, o menor que você conseguia comprar era 160mm.

Jason Fowler, o gerente de produto da SRAM para estrada, explicou que a coisa começou a engrenar em 2024. “A demanda veio dos ciclistas profissionais”, ele disse. E olha, quando os caras que correm o Tour pedem alguma coisa, não é à toa.

O lance é o seguinte: alguns usam os pedivelas curtos só para contra-relógio, onde cada centímetro de aerodinâmica conta. Outros estão usando tanto no crono quanto na estrada. É uma mudança e tanto na filosofia de ajuste de bike.

O kit de pedivelas Red AXS (que funciona tanto com medidor de potência quanto sem) sai por US$ 440 (£400 / €450). Não é barato, mas a gente tá falando do grupo top da SRAM.

Por Que Todo Mundo Tá Encurtando os Pedivelas?

Sabe aquela história de que pedivela maior = mais potência? Então, parece que não é bem assim. Pelo menos não quando você leva em conta todo o resto.

A vantagem dos pedivelas curtos vem principalmente de três frentes:

Aerodinâmica melhor: Com o pedivela mais curto, você consegue fechar mais o ângulo do quadril sem que o joelho bata no peito. Isso significa uma posição mais agressiva, mais baixa, com menos área frontal. No contra-relógio, onde cada watt de arrasto conta, isso faz diferença real.

Biomecânica mais eficiente: Muita gente não sabe, mas pedivelas muito longos podem causar uns problemas chatos. Eles fecham demais o ângulo do quadril no ponto mais alto da pedalada, o que pode gerar tensão nos flexores do quadril e nos isquiotibiais. Com pedivelas mais curtos, você abre esse ângulo, deixa a coisa mais natural.

Conforto em longas distâncias: Relacionado ao ponto anterior – se você diminui a tensão muscular desnecessária, você cansa menos. Simples assim. E numa Grand Tour, onde você vai pedalar 3 semanas seguidas, qualquer ganho de conforto vira ganho de performance.

Não é Só o Vingegaard

Aliás, essa tendência tá bem espalhada no pelotão. O Wout van Aert, companheiro de equipe do Vingegaard, migrou para 165mm. E olha que o Van Aert é um cara grande, forte – mas mesmo assim viu vantagem em encurtar.

E tem mais: o Tadej Pogačar também usa 165mm, só que no caso dele são pedivelas Shimano. Ou seja, não é questão de marca. É uma tendência real que tá mudando o jeito como os bikes são montados.

Curiosidade interessante: lá no ciclismo de pista, os caras já usam 165mm há décadas. A equipe de perseguição da Grã-Bretanha já sabia dessa há mais de 10 anos. Mas na estrada, sempre foi aquele padrão de 170mm, 172.5mm, 175mm. Até agora.

E o Resto do Lançamento da SRAM?

Ah, a SRAM não parou só nos pedivelas. Eles aproveitaram e lançaram mais umas coisas interessantes:

Manetes de freio para TT renovadas: Agora tem versão Red, Force e Rival das manetes aero para guidão de contra-relógio. É basicamente a mesma manete de fibra de carbono texturizada que já existia, mas agora com opções em diferentes níveis de grupo. Os preços vão de US$ 210 a US$ 310 por lado (vem com pinça e mangueira inclusos).

Gancheira UDH com parafusos prateados: Isso é mais questão de estética. Com tantas bikes pretas no mercado, ter a opção de um parafuso prateado deixa a bike com uma cara mais clássica, mais “old school”. Pequeno detalhe que faz diferença.

Carregador USB-C (finalmente!): Eles atualizaram o carregador das baterias sem fio para o padrão USB-C. Só que atenção: não vem mais cabo na caixa. A ideia é reduzir desperdício – todo mundo já tem um cabo USB-C em casa. Ou três. Ou dez.

Isso Serve Pra Você Também?

Olha, essa é a grande questão. Não é porque o Vingegaard usa 150mm que você também deveria usar. O cara tem 1,75m de altura e um bike fit feito por uma equipe de especialistas que passam o ano todo otimizando cada milímetro.

Mas a tendência dos pedivelas mais curtos faz sentido pra muita gente, sim. Se você:

  • Sente desconforto no quadril ou nos isquiotibiais durante pedaladas longas
  • Quer melhorar a aerodinâmica sem sacrificar o conforto
  • Tem dificuldade em manter uma posição agressiva no guidão
  • Ou simplesmente quer experimentar algo diferente

…então talvez valha a pena considerar uns pedivelas 2.5mm ou 5mm mais curtos do que você usa hoje. Mas vai com calma – faça um bike fit profissional antes de sair mudando tudo.

O Futuro Chegou (e é Mais Curto)

Esse lançamento da SRAM é sintomático de uma mudança maior no ciclismo. A gente tá vendo os limites sendo testados em todas as áreas – de aerodinâmica a biomecânica, de nutrição a recuperação.

E a verdade é que muitas dessas inovações que começam no WorldTour acabam chegando até nós, ciclistas recreativos. Foi assim com os freios a disco, com os pneus tubeless, com os medidores de potência. E provavelmente vai ser assim com os pedivelas curtos.

Daqui uns anos, a gente vai olhar pra trás e achar engraçado que um dia considerávamos 175mm como “padrão”. Da mesma forma que hoje achamos engraçado aquelas manoplas gigantes dos anos 80 ou os selins de couro que pesavam 500 gramas.

O ciclismo evolui. E às vezes, evoluir significa ficar menor. Ou pelo menos, ter pedivelas menores.


Perguntas Frequentes sobre Pedivelas Curtos

1. Pedivelas mais curtos diminuem a potência?

Não necessariamente. Embora teoricamente um pedivela mais longo ofereça mais alavanca, na prática a diferença de potência é mínima ou inexistente para a maioria dos ciclistas. O que pode acontecer é você gerar a mesma potência com mais conforto e eficiência biomecânica usando pedivelas mais curtos, especialmente se você tiver problemas de flexibilidade ou anatomia que não favorece pedivelas longos.

2. Como saber qual o tamanho ideal de pedivela pra mim?

O ideal mesmo é fazer um bike fit profissional com alguém que entende de biomecânica. Mas como regra geral, ciclistas com menos de 1,70m costumam se beneficiar de pedivelas entre 165-170mm, enquanto ciclistas mais altos (acima de 1,85m) podem usar 172.5-175mm. Porém, fatores como flexibilidade, comprimento do fêmur e tipo de ciclismo que você pratica também influenciam. Não existe uma fórmula mágica.

3. Preciso mudar alguma coisa na bike se trocar o tamanho do pedivela?

Provavelmente sim. Quando você muda o comprimento do pedivela, pode ser necessário ajustar a altura do selim (geralmente baixando um pouco se você encurtar o pedivela) e talvez a posição fore-aft do selim também. Por isso é importante fazer esses ajustes com cuidado e, de preferência, com acompanhamento de um profissional. Não é só trocar e sair pedalando como se nada tivesse mudado.

4. Os pedivelas de 150mm e 155mm da SRAM são compatíveis com qualquer bike?

Eles são compatíveis com qualquer bike que use o sistema SRAM Red AXS ou XPLR (no caso de gravel). Você precisa ter o spider de pedivela correto (com ou sem medidor de potência) e os chainrings compatíveis. É importante lembrar que esses pedivelas custam US$ 440 só o conjunto, então não é exatamente um upgrade barato. E você vai precisar dos outros componentes do grupo SRAM para que tudo funcione direitinho.

5. Vale a pena mudar para pedivelas mais curtos se eu não sou ciclista profissional?

Depende muito do seu caso específico. Se você tem problemas biomecânicos (dor no quadril, isquiotibiais muito tensos, dificuldade em manter posição aero), pedivelas mais curtos podem realmente ajudar. Se você é um ciclista que valoriza aerodinâmica e faz muito contra-relógio ou triathlon, também pode valer a pena. Mas se você já pedala confortavelmente sem problemas com seus pedivelas atuais, talvez não faça muita diferença. O melhor é experimentar – alguns shops especializados têm bikes de teste com diferentes tamanhos de pedivela, ou você pode pegar emprestado a bike de um amigo que use um tamanho diferente só pra ter uma ideia de como é.

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