O ciclismo é muito mais do que um esporte de resistência e velocidade. É uma história viva de superação humana, onde alguns atletas transcenderam suas épocas e se tornaram verdadeiras lendas que inspiram gerações. Desde os pioneiros que pavimentaram o caminho até os fenômenos modernos que continuam reescrevendo os livros de recordes, o pelotão profissional já testemunhou feitos extraordinários que permanecem gravados na memória coletiva dos fãs.
Quando falamos em lendas do ciclismo, não estamos apenas mencionando ciclistas que venceram muitas corridas. Estamos falando de atletas que definiram eras, revolucionaram táticas, quebraram barreiras físicas e mentais, e deixaram um legado duradouro que vai muito além dos troféus. São nomes que qualquer pessoa minimamente familiarizada com o esporte reconhece instantaneamente.
Neste artigo, vamos mergulhar profundamente na trajetória de seis dos maiores ciclistas de todos os tempos. Conheceremos suas histórias de determinação, seus momentos mais gloriosos, suas táticas revolucionárias e o impacto duradouro que deixaram no ciclismo mundial. Prepare-se para uma viagem inspiradora através das décadas, desde os anos dourados do ciclismo europeu até a era moderna de tecnologia e ciência esportiva.
Eddy Merckx: O Canibal que Devorou Todos os Recordes

Nome completo: Édouard Louis Joseph Merckx
Data de nascimento: 17 de junho de 1945
Nacionalidade: Belga
Apelido: “O Canibal”
Principais conquistas: 525 vitórias profissionais, 11 Grandes Voltas
Se existe um nome que define o ciclismo de todos os tempos, esse nome é Eddy Merckx. Nascido em Meensel-Kiezegem, na Bélgica, Merckx não apenas dominou o ciclismo durante sua era – ele literalmente o definiu. Seu apelido “O Canibal” não foi dado por acaso: Merckx tinha um apetite insaciável por vitórias, atacando mesmo quando já estava na liderança, conquistando etapas quando poderia simplesmente administrar sua vantagem.
Durante sua carreira lendária, que se estendeu principalmente pelos anos 1960 e 1970, Merckx conquistou feitos que parecem impossíveis pelos padrões atuais. Ele venceu o Tour de France cinco vezes (1969, 1970, 1971, 1972, 1974), o Giro d’Italia cinco vezes (1968, 1970, 1972, 1973, 1974), e a Vuelta a España uma vez (1973). Mas seus triunfos não paravam nas Grandes Voltas.
Merckx também dominou as clássicas monumentais, vencendo a Paris-Roubaix três vezes, a Liège-Bastogne-Liège cinco vezes, a Milão-San Remo sete vezes, e o Tour de Flandes duas vezes. Foram 525 vitórias profissionais ao longo de sua carreira – um número que provavelmente nunca será alcançado novamente.
O que tornava Merckx verdadeiramente especial era sua versatilidade absoluta. Ele podia vencer sprints massivos, dominar contra-relógios, escalar as montanhas mais íngremes e atacar em qualquer momento. Sua ética de trabalho era lendária, e sua mentalidade de nunca estar satisfeito o levou a conquistar vitórias mesmo quando seus adversários achavam que ele já tinha conquistado o suficiente.
Hoje, aos 79 anos, Merckx permanece residindo em Meise, Bélgica, e continua sendo uma figura venerada no mundo do ciclismo. Casado com Claudine Acou e pai de três filhos – incluindo Axel Merckx, que seguiu seus passos no ciclismo profissional – sua influência continua viva. Muitos especialistas e fãs ainda consideram Eddy Merckx o maior ciclista de todos os tempos, um título que parece incontestável dada a magnitude de suas conquistas.
Miguel Indurain: O Gigante Silencioso dos Pirineus

Nome completo: Miguel Induráin Larraya
Data de nascimento: 16 de julho de 1964
Nacionalidade: Espanhol
Apelido: “Big Mig”
Principais conquistas: 5 Tours de France consecutivos, 2 Giros d’Italia
Miguel Indurain representa uma era diferente do ciclismo – a dos anos 1990, quando a ciência esportiva começava a revolucionar o treino e a preparação dos atletas. Natural de Villava, Espanha, Indurain era conhecido por sua estatura imponente (1,88m e 80kg) e sua personalidade calma e modesta, completamente oposta à intensidade feroz de Merckx.
O que tornou Indurain verdadeiramente lendário foi seu domínio absoluto do Tour de France entre 1991 e 1995. Cinco vitórias consecutivas na corrida mais prestigiada do mundo – um feito que só havia sido alcançado anteriormente por Jacques Anquetil, Eddy Merckx e Bernard Hinault, mas nenhum deles de forma consecutiva. Indurain não apenas vencia; ele dominava com uma superioridade impressionante, principalmente nos contra-relógios.
Seus contra-relógios eram devastadores. Com uma frequência cardíaca em repouso de apenas 28 batimentos por minuto e uma capacidade pulmonar excepcional (8 litros), Indurain tinha características fisiológicas únicas que o tornavam uma máquina nas provas contra o cronômetro. Nas montanhas, ele não atacava como Merckx, mas sua capacidade de manter um ritmo constante e poderoso nas subidas mais íngremes era suficiente para controlar seus adversários.
Além dos cinco Tours, Indurain também conquistou o Giro d’Italia duas vezes (1992 e 1993), sendo um dos poucos ciclistas a realizar o doblete Giro-Tour no mesmo ano (1992). Ele também foi campeão mundial de contra-relógio em 1995 e conquistou a medalha de ouro olímpica no mesmo evento em 1996, ano de sua aposentadoria.
O que mais impressionava em Indurain era seu cavalheirismo e humildade. Mesmo dominando o pelotão, ele sempre se manteve discreto, educado e respeitoso com seus adversários. Nunca se envolveu em polêmicas, sempre foi um exemplo de fair play, e conquistou não apenas vitórias, mas o respeito universal de todos no esporte.
Hoje, Indurain vive tranquilamente em Villava com sua esposa Marisa e seus dois filhos, Jon e Ana. Ele ocasionalmente aparece em eventos ciclísticos e mantém uma vida privada longe dos holofotes, exatamente como sempre preferiu. Seu legado como um dos maiores corredores de Grand Tours da história permanece intocado.
Fausto Coppi: Il Campionissimo da Época de Ouro

Nome completo: Angelo Fausto Coppi
Data de nascimento: 15 de setembro de 1919
Data de falecimento: 2 de janeiro de 1960
Nacionalidade: Italiano
Apelido: “Il Campionissimo” (O Campeão dos Campeões)
Principais conquistas: 5 Giros d’Italia, 2 Tours de France
Fausto Coppi foi muito mais do que um ciclista extraordinário – ele foi um ícone cultural que transcendeu o esporte. Na Itália do pós-guerra, devastada e buscando símbolos de esperança e renascimento, Coppi emergiu como uma figura quase mítica, representando a capacidade italiana de superar adversidades e alcançar a grandeza.
Nascido em Castellania, uma pequena aldeia no Piemonte, Coppi revolucionou o ciclismo de múltiplas formas. Ele foi um dos primeiros ciclistas a adotar métodos científicos de treinamento, incluindo preparação física específica, atenção rigorosa à dieta e descanso adequado. Sua posição aerodinâmica na bicicleta era revolucionária para a época, e sua habilidade de manter um ritmo constante nas subidas mais difíceis era incomparável.
Durante sua carreira, Coppi conquistou o Giro d’Italia cinco vezes (1940, 1947, 1949, 1952, 1953) e o Tour de France duas vezes (1949, 1952). Em 1949, ele realizou um feito extraordinário ao vencer tanto o Giro quanto o Tour no mesmo ano, tornando-se o primeiro ciclista a conseguir esse doblete. Suas vitórias eram marcadas por ataques solitários audaciosos, muitas vezes a dezenas de quilômetros da chegada.
Coppi também era um mestre das clássicas, vencendo a Milão-San Remo cinco vezes, o Tour de Lombardia cinco vezes, e estabelecendo recordes de hora que permaneceram por muitos anos. Sua rivalidade com Gino Bartali, outro gigante do ciclismo italiano, dividiu a Itália entre “coppiani” e “bartaliani” e se tornou uma das maiores histórias esportivas do século XX.
O que tornava Coppi especialmente memorável era sua elegância e estilo. Ele pedalava com uma graça quase artística, mantendo sempre uma postura impecável mesmo nas situações mais desafiadoras. Sua aparência elegante, com o tradicional cabelo penteado para trás, transformou-o em um símbolo de sofisticação italiana.
Tragicamente, a vida de Coppi foi abreviada quando ele faleceu aos 40 anos, em 1960, vítima de malária contraída durante uma viagem à África. Sua morte prematura chocou o mundo do ciclismo e privou o esporte de muitos anos potenciais de sua sabedoria e experiência. Hoje, Coppi é lembrado não apenas como um dos maiores ciclistas italianos, mas como uma figura que definiu uma era inteira do esporte.
Bernard Hinault: O Texugo Agressivo da França

Nome completo: Bernard Hinault
Data de nascimento: 14 de novembro de 1954
Nacionalidade: Francês
Apelido: “Le Blaireau” (O Texugo)
Principais conquistas: 5 Tours de France, 3 Giros d’Italia, 2 Vueltas a España
Bernard Hinault personificou o estilo francês de ciclismo: agressivo, combativo e implacável. Seu apelido “Le Blaireau” (O Texugo) era perfeitamente adequado – ele lutava ferozmente por cada vitória, nunca recuava diante de desafios, e tinha uma personalidade forte que às vezes o colocava em conflito com organizadores, mídia e até mesmo companheiros de equipe.
Nascido em Yffiniac, Bretanha, Hinault dominou o ciclismo profissional durante os anos 1970 e início dos anos 1980. Ele venceu o Tour de France cinco vezes (1978, 1979, 1981, 1982, 1985), igualando-se a Jacques Anquetil e Eddy Merckx – uma marca que seria posteriormente alcançada também por Miguel Indurain. Mas Hinault não se limitou ao Tour: ele conquistou o Giro d’Italia três vezes (1980, 1982, 1985) e a Vuelta a España duas vezes (1978, 1983).
O que diferenciava Hinault era seu estilo de corrida extremamente agressivo. Ele não esperava as montanhas para atacar – ele podia lançar ataques devastadores em qualquer terreno, incluindo contra-relógios, etapas planas e, claro, as temidas subidas alpinas. Sua força física era lendária, e sua capacidade de sofrer e continuar lutando era incomparável.
Uma das características mais marcantes de Hinault era sua lealdade seletiva. Ele era conhecido por ajudar companheiros de equipe que respeitava, mas também por suas batalhas épicas quando sentia que alguém havia quebrado acordos não escritos do pelotão. Sua relação com Greg LeMond, seu companheiro de equipe americano, resultou em um dos duelos mais dramáticos da história do Tour, culminando na vitória de LeMond em 1986.
Hinault também se destacou nas clássicas de um dia, vencendo a Liège-Bastogne-Liège duas vezes, a Flèche Wallonne duas vezes, e a Gent-Wevelgem. Sua versatilidade era impressionante – ele podia vencer praticamente qualquer tipo de corrida, em qualquer terreno, contra qualquer adversário.
Após se aposentar em 1986, Hinault permaneceu envolvido no ciclismo, trabalhando em várias funções na organização do Tour de France. Casado com Sylvie Hinault e pai de três filhos (Mathieu, Gwen e Laura), ele vive em Yffiniac, França. Sua personalidade forte e suas conquistas impressionantes garantiram seu lugar como um dos maiores competidores que o ciclismo já viu.
Tadej Pogačar: O Fenômeno Esloveno da Era Moderna

Nome completo: Tadej Pogačar
Data de nascimento: 21 de setembro de 1998
Nacionalidade: Esloveno
Apelido: “Pogi”
Principais conquistas: 4 Tours de France, 1 Giro d’Italia, 2 Campeonatos Mundiais
Se Eddy Merckx foi “O Canibal” dos anos 1970, Tadej Pogačar pode muito bem ser o fenômeno que define o ciclismo do século XXI. Com apenas 26 anos, o jovem esloveno já está reescrevendo os livros de recordes e forçando comparações com as maiores lendas do esporte. O ano de 2024, em particular, será lembrado como uma das melhores temporadas individuais da história do ciclismo.
Pogačar irrompeu na cena mundial de forma espetacular em 2020, quando, aos 21 anos, conquistou seu primeiro Tour de France de maneira dramática. Na penúltima etapa, um contra-relógio individual, ele superou seu compatriota Primož Roglič para roubar a camisa amarela a apenas um dia do final. Foi uma das reviravoltas mais dramáticas da história do Tour. Ele defendeu o título em 2021 com domínio ainda maior.
Após dois anos de duelos épicos com Jonas Vingegaard, Pogačar voltou ao topo em 2024 com uma temporada que muitos consideram a melhor da história moderna. Ele conquistou o doblete Giro-Tour, algo que não era feito há anos, vencendo ambas as corridas de forma dominante. No Giro, ele estabeleceu novas marcas de superioridade, vencendo múltiplas etapas e terminando com uma vantagem de quase 10 minutos sobre o segundo colocado.
Mas 2024 foi muito além das Grandes Voltas. Pogačar conquistou dois Monumentos (Liège-Bastogne-Liège e Giro de Lombardia), tornou-se Campeão Mundial em Zurique com um ataque épico a 100 quilômetros da meta, e venceu múltiplas outras corridas importantes. Ele se tornou o primeiro ciclista da história a conquistar duas Grandes Voltas, dois Monumentos e o Campeonato Mundial no mesmo ano – realizando a chamada “Triple Crown”.
Em 2025, Pogačar continuou sua dominação impressionante, defendendo com sucesso seu título mundial e conquistando o quarto Tour de France. Ele também alcançou um feito inédito: terminar no pódio dos cinco Monumentos na mesma temporada, com vitórias no Tour de Flandes, Liège-Bastogne-Liège e seu quinto Giro de Lombardia consecutivo.
O que torna Pogačar verdadeiramente especial é sua versatilidade completa. Ele pode vencer sprints em pequenos grupos, dominar contra-relógios, escalar como os melhores escaladores puros, e atacar a qualquer momento em qualquer terreno. Sua capacidade de recuperação é extraordinária, permitindo-lhe competir em altíssimo nível por temporadas inteiras.
Com nove vitórias em Monumentos (empatando com Fausto Coppi), quatro Tours de France antes dos 27 anos, e inúmeros recordes já estabelecidos, Pogačar está trilhando um caminho que pode, eventualmente, desafiar o legado de Eddy Merckx. Se ele continuar nesse ritmo e mantiver a saúde, poderá muito bem se tornar o maior ciclista da história quando pendurar as rodas.
Primož Roglič: O Saltador de Esqui que Conquistou o Pelotão

Nome completo: Primož Roglič
Data de nascimento: 29 de outubro de 1989
Nacionalidade: Esloveno
Apelido: “Rogla”
Principais conquistas: 4 Vueltas a España, 1 Giro d’Italia, múltiplos títulos nacionais
A história de Primož Roglič é uma das mais improváveis e inspiradoras do ciclismo profissional. Antes de se tornar um dos melhores ciclistas do mundo, Roglič era um saltador de esqui profissional. Após uma queda grave em 2011 que quase encerrou sua carreira no esqui, ele decidiu, aos 21 anos, tentar o ciclismo – um esporte que ele nunca havia praticado seriamente.
Poucos acreditavam que alguém começando o ciclismo competitivo tão tarde poderia alcançar o topo do esporte. Mas Roglič provou que todos estavam errados. Sua força mental forjada nos saltos de esqui, combinada com uma capacidade física excepcional e uma ética de trabalho implacável, permitiram uma ascensão meteórica.
Roglič tornou-se profissional em 2013 e, em apenas alguns anos, estava competindo nas maiores corridas do mundo. Sua especialidade tornou-se rapidamente evidente: ele era um contra-relógio fenomenal e um escalador forte e consistente. Em 2019, ele conquistou sua primeira Vuelta a España, tornando-se o primeiro esloveno a vencer uma Grande Volta.
A Vuelta se tornou o território de caça de Roglič. Ele a venceu novamente em 2020 e 2021, e depois de um hiato, retornou em 2024 para conquistar seu quarto título, estabelecendo-se como um dos maiores vencedores da história da corrida espanhola. Sua capacidade de controlar corridas de três semanas, especialmente com o apoio da poderosa equipe Jumbo-Visma (agora Red Bull-BORA-hansgrohe), é impressionante.
Em 2023, Roglič adicionou mais glória ao seu palmarés ao conquistar o Giro d’Italia, tornando-se um dos poucos ciclistas a vencer tanto o Giro quanto a Vuelta. Suas vitórias em Grandes Voltas são caracterizadas por um estilo calculado e eficiente, onde ele utiliza sua força superior em contra-relógios para construir vantagens decisivas.
O Tour de France tem sido o único grande objetivo que escapou de Roglič. Ele terminou em segundo lugar em 2020, em uma das viradas mais dramáticas da história, perdendo a camisa amarela para seu compatriota Tadej Pogačar no penúltimo dia. Quedas infelizes em edições subsequentes limitaram suas chances, mas sua determinação em conquistar o Tour continua inabalável.
Além das Grandes Voltas, Roglič conquistou múltiplas clássicas e corridas de uma semana, incluindo a Tirreno-Adriático (três vezes) e o Tour de Romandía. Sua transformação de saltador de esqui a um dos melhores ciclistas do mundo permanece como uma das histórias mais notáveis do esporte.
Aos 35 anos, Roglič continua competindo em altíssimo nível e representa a resiliência e determinação que definem os verdadeiros campeões. Sua história prova que nunca é tarde demais para perseguir novos sonhos e que, com trabalho árduo e dedicação, até mesmo as metas aparentemente impossíveis podem ser alcançadas.
O Legado Duradouro das Lendas do Ciclismo
Cada uma dessas lendas do ciclismo deixou uma marca indelével no esporte. Eles não apenas venceram corridas; eles inspiraram gerações, mudaram percepções sobre o que é humanamente possível, e elevaram o ciclismo a novos patamares de popularidade e prestígio global.
De Eddy Merckx e sua insaciável fome de vitórias a Miguel Indurain e sua elegância discreta, de Fausto Coppi e sua graça artística a Bernard Hinault e sua agressividade feroz, cada um trouxe algo único para o esporte. E nas lendas modernas como Tadej Pogačar e Primož Roglič, vemos a evolução do ciclismo combinada com o mesmo espírito indomável que sempre definiu os grandes campeões.
Essas histórias nos lembram que o ciclismo é mais do que watts, aerodinâmica e ciência esportiva. É sobre determinação humana, sobre superar limites aparentemente intransponíveis, sobre a beleza de lutar até o último metro de cada etapa. É sobre escrever histórias que transcendem o esporte e se tornam parte da cultura popular.
Para os fãs de ciclismo, conhecer essas lendas não é apenas aprender sobre o passado – é entender o DNA do esporte que amamos. É reconhecer que cada geração produz seus heróis, e que o espírito do ciclismo continua vivo, perpetuado por esses gigantes que ousaram sonhar grande e trabalhar incansavelmente para transformar esses sonhos em realidade.
Se você está começando no ciclismo ou é um veterano das estradas, deixe-se inspirar por essas histórias. Permita que a tenacidade de Merckx, a elegância de Indurain, a arte de Coppi, a agressividade de Hinault, o domínio de Pogačar e a resiliência de Roglič motivem seus próprios pedais. Afinal, todo ciclista, em algum nível, carrega um pouco dessas lendas em cada pedalada.
FAQ – Perguntas Frequentes sobre as Lendas do Ciclismo
1. Quem é considerado o maior ciclista de todos os tempos?
Embora seja um debate subjetivo, Eddy Merckx é amplamente considerado o maior ciclista de todos os tempos. Com 525 vitórias profissionais, 11 Grandes Voltas e inúmeras clássicas monumentais, seu domínio foi incomparável. No entanto, Tadej Pogačar está construindo um legado que pode desafiar essa posição se ele continuar sua trajetória atual.
2. Quantas vezes Eddy Merckx venceu o Tour de France?
Eddy Merckx venceu o Tour de France cinco vezes (1969, 1970, 1971, 1972, 1974). Ele compartilha esse recorde com Jacques Anquetil, Bernard Hinault, Miguel Indurain e, atualmente, Tadej Pogačar com suas quatro vitórias está se aproximando dessa marca.
3. O que significa o apelido “Il Campionissimo” de Fausto Coppi?
“Il Campionissimo” significa literalmente “O Campeão dos Campeões” em italiano. Esse apelido foi dado a Fausto Coppi devido à sua supremacia absoluta no ciclismo italiano e mundial durante os anos 1940 e 1950, refletindo seu status como o maior ciclista de sua era.
4. Qual foi a maior conquista de Miguel Indurain?
A maior conquista de Miguel Indurain foi vencer o Tour de France cinco vezes consecutivas (1991-1995). Nenhum outro ciclista conseguiu dominar o Tour de forma tão consistente por tanto tempo. Ele também realizou o doblete Giro-Tour em 1992, uma das conquistas mais difíceis do ciclismo.
5. Por que Bernard Hinault era chamado de “Le Blaireau” (O Texugo)?
Bernard Hinault recebeu o apelido “Le Blaireau” devido ao seu estilo de corrida extremamente agressivo e combativo. Como um texugo que luta ferozmente quando ameaçado, Hinault nunca recuava diante de desafios e atacava implacavelmente seus adversários, independentemente das circunstâncias.
6. Quantos anos Tadej Pogačar tinha quando venceu seu primeiro Tour de France?
Tadej Pogačar tinha apenas 21 anos quando conquistou seu primeiro Tour de France em 2020, tornando-se o segundo ciclista mais jovem a vencer a corrida na era moderna. Sua vitória dramática na penúltima etapa é considerada uma das maiores reviravoltas da história do Tour.
7. O que é a “Triple Crown” no ciclismo que Pogačar conquistou?
A “Triple Crown” no ciclismo refere-se a conquistar o Giro d’Italia, o Tour de France e o Campeonato Mundial de ciclismo de estrada na mesma temporada. Tadej Pogačar alcançou esse feito em 2024, tornando-se apenas o terceiro ciclista da história a realizar essa conquista, após Eddy Merckx (1974) e Stephen Roche (1987).
8. Qual foi a carreira anterior de Primož Roglič antes do ciclismo?
Primož Roglič foi um saltador de esqui profissional antes de se tornar ciclista. Ele só começou a praticar ciclismo seriamente aos 21 anos, após uma queda grave que quase encerrou sua carreira no esqui. Sua transição bem-sucedida para o ciclismo profissional é considerada uma das histórias mais inspiradoras do esporte.
9. Quais são os Monumentos do ciclismo e por que são tão importantes?
Os cinco Monumentos são as corridas clássicas de um dia mais prestigiadas do ciclismo: Milão-San Remo, Tour de Flandes, Paris-Roubaix, Liège-Bastogne-Liège e Giro de Lombardia. São chamados de Monumentos devido à sua história centenária, dificuldade extrema e prestígio incomparável. Vencer um Monumento é considerado uma das maiores honras do ciclismo.
10. Quantas Grandes Voltas Eddy Merckx venceu ao longo de sua carreira?
Eddy Merckx venceu 11 Grandes Voltas ao longo de sua carreira: cinco Tours de France, cinco Giros d’Italia e uma Vuelta a España. Esse recorde de vitórias em Grandes Voltas permanece imbatível e demonstra sua supremacia absoluta no ciclismo de três semanas.
11. O que torna Tadej Pogačar tão especial comparado a outros ciclistas?
Tadej Pogačar é especial por sua versatilidade completa. Ele pode vencer em qualquer terreno: sprints, contra-relógios, montanha, pavés e clássicas. Sua capacidade de recuperação é extraordinária, permitindo-lhe competir em altíssimo nível durante temporadas inteiras. Além disso, sua juventude e a qualidade de suas conquistas sugerem que ele pode eventualmente superar muitos recordes históricos.
12. Qual é o maior desafio que Primož Roglič ainda enfrenta em sua carreira?
O maior desafio de Primož Roglič é conquistar o Tour de France. Apesar de ter vencido quatro Vueltas a España e um Giro d’Italia, o Tour continua sendo o único Grande objetivo que lhe escapou. Ele ficou agonizantemente próximo em 2020, perdendo a camisa amarela na penúltima etapa para Tadej Pogačar.
13. Como as lendas antigas do ciclismo se comparam aos ciclistas modernos?
Comparar lendas de diferentes eras é complexo. Os ciclistas antigos como Merckx e Coppi corriam em condições mais difíceis, com equipamentos inferiores e menos apoio científico, mas também enfrentavam menos competição especializada. Os ciclistas modernos como Pogačar beneficiam-se de tecnologia avançada, nutrição otimizada e treino científico, mas enfrentam um pelotão muito mais competitivo e profissionalizado. Ambos são extraordinários dentro de seus contextos históricos.
14. Quantos Monumentos Tadej Pogačar já conquistou?
Até 2025, Tadej Pogačar conquistou nove Monumentos, incluindo cinco Giros de Lombardia consecutivos (2021-2025), três Liège-Bastogne-Liège (2021, 2024, 2025) e dois Tours de Flandes (2023, 2025). Isso o coloca empatado com Fausto Coppi e o torna o terceiro ciclista com mais vitórias em Monumentos na história.
15. O que podemos aprender com as histórias dessas lendas do ciclismo?
As histórias dessas lendas nos ensinam sobre determinação, resiliência e paixão. Elas mostram que a grandeza vem da combinação de talento natural, trabalho árduo incansável e mentalidade vencedora. Cada lenda superou desafios únicos – seja a intensidade de Merckx, a modéstia de Indurain, o pioneirismo de Coppi, a agressividade de Hinault, ou as histórias improváveis de Pogačar e Roglič. Suas jornadas inspiram não apenas ciclistas, mas qualquer pessoa buscando excelência em suas próprias vidas.
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