A temporada de 2026 do ciclismo profissional está batendo à porta, e com ela vem aquela sensação boa de expectativa que só janeiro consegue trazer para quem respira o esporte sobre duas rodas. Enquanto os ciclistas estão terminando seus últimos treinos de preparação e as equipes ajustam os detalhes finais, nós aqui do Ciclismo pelo Mundo resolvemos colocar nossa bola de cristal para funcionar e fazer algumas previsões para o ano que vem.
Não, não vamos cair na tentação fácil de prever quem vai ganhar o Tour de France (convenhamos, todos nós temos o mesmo palpite amarelado e esloveno na cabeça, não é?). O que queremos aqui é ir um pouco mais fundo, explorar as histórias que podem definir a temporada de formas que talvez você ainda não tenha pensado. Algumas dessas previsões podem parecer ousadas demais, outras talvez óbvias demais – mas todas elas têm o potencial de sacudir o pelotão mundial nos próximos meses.
Então pega aquele cafézinho, se acomoda aí e vem com a gente nessa viagem especulativa pelo que pode (ou não) acontecer nas estradas europeias e mundiais em 2026. E se alguma dessas previsões se concretizar, você pode dizer que leu aqui primeiro!
O Drama Inevitável de Remco Evenepoel na Red Bull-Bora-Hansgrohe
Se tem uma coisa que 2026 promete entregar com fartura é drama dentro da Red Bull-Bora-Hansgrohe. E olha, não estamos falando daquele draminha leve de bastidor, não. A equipe alemã criou para si mesma um verdadeiro quebra-cabeça administrativo ao montar um time com cinco líderes potenciais – e dois deles, Remco Evenepoel e Florian Lipowitz, vão disputar o mesmo espaço no Tour de France.
A transferência de Evenepoel para a Red Bull foi uma das maiores novidades do mercado de 2025, anunciada em agosto depois de meses de especulação. O belga de 25 anos, bicampeão olímpico e tricampeão mundial de contrarrelógio, deixou a Soudal-QuickStep um ano antes do fim de seu contrato para embarcar nesse novo desafio. Desde 1º de janeiro de 2026, ele já veste oficialmente as cores azuis e brancas da equipe alemã.
O problema? Lipowitz e Evenepoel estão tecnicamente no mesmo nível neste momento. Se olharmos apenas para os resultados de 2025, os dois andaram colados na classificação geral das grandes voltas. São dois jovens talentos, com idades parecidas, disputando a mesma liderança. Como criar uma hierarquia quando não há diferença clara de poder?
A estratégia só vai se definir mesmo nas montanhas decisivas do Tour. E é aí que mora o perigo. Imagina a cena: Lipowitz solta um ataque forte e consegue largar Evenepoel. O que acontece? O belga, com todo seu histórico de campeão e medalhas olímpicas penduradas no pescoço, vai aceitar pacificamente trabalhar para o alemão? Improvável.
A história do ciclismo está cheia de escândalos causados por lideranças compartilhadas que deram errado. Froome e Wiggins na Sky, Quintana e Landa na Movistar, até o caso recente de Sepp Kuss com Jonas Vingegaard na Vuelta. Quando dois galos dividem o mesmo galinheiro, alguém sempre sai machucado.
E tem mais um ingrediente explosivo nessa receita: Evenepoel é um ímã natural para polêmicas. O belga nunca teve papas na língua para dar declarações diretas à imprensa, e se ele se sentir prejudicado pela equipe, pode ter certeza de que vamos saber disso. A relação de confiança entre o corredor e a direção da equipe pode rachar rapidamente, e aí começam as perguntas incômodas: será que valeu a pena investir tanto dinheiro nele?
De acordo com informações recentes da Cyclingnews, a Red Bull confirmou oficialmente que Evenepoel e Lipowitz dividirão a liderança no Tour de France de 2026. Essa é uma aposta arriscada, mas que pode funcionar – ou explodir espetacularmente. Estaremos de olho.
Magdeleine Vallières Vai Quebrar a Maldição do Arco-Íris
A famosa maldição do arco-íris é um dos fenômenos mais discutidos no ciclismo profissional. Tradicionalmente, ciclistas que conquistam o título mundial e vestem a camisa de campeão acabam tendo temporadas decepcionantes no ano seguinte. Tadej Pogačar, é claro, desafiou essa maldição com autoridade, mas outros não tiveram a mesma sorte – olha só o ano difícil que Lotte Kopecky passou recentemente.
Mas apostamos nossas fichas que Magdeleine Vallières, a surpresa campeã mundial de 2025, vai contra essa tendência e terá uma temporada espetacular em 2026.
Antes de conquistar a medalha de ouro em Ruanda, a canadense já não era uma desconhecida no pelotão feminino. Vallières tinha mostrado consistência como puncheuse (especialista em subidas explosivas curtas), com resultados sólidos no Tour de France Femmes e nas grandes Clássicas. O problema é que na EF Education-Oatly ela sempre ficou um pouco na sombra de líderes como Kristen Faulkner e Cédrine Kerbaol.
Mas agora, vestindo a camisa de campeã mundial, tudo muda. É muito mais difícil usar uma campeã mundial como gregária. A equipe vai ter que dar a ela mais protagonismo, e isso aparece até na forma como o calendário dela foi revelado – bem antes do de outras corredoras importantes do time, indicando que ela terá um papel de destaque.
O calendário de Vallières para 2026 já inclui tanto o Giro d’Italia quanto o Tour de France Femmes. No Giro, com um percurso carregado de montanhas, um top 5 ou até pódio está ao alcance. A italiana é uma corrida que se encaixa perfeitamente no perfil da quebequense, especialmente com os últimos dois dias da prova que parecem feitos sob medida para suas características.
Nas Clássicas, especialmente nas Ardenas, Vallières já mostrou seu valor antes e agora, com o arco-íris nos ombros, pode formar uma dupla mortal com Kerbaol. Duas armas potentes numa mesma equipe podem render grandes vitórias.
Nossa previsão? Vallières não só vai escapar da maldição como vai usar 2026 para consolidar seu nome entre a elite do ciclismo feminino mundial. O título mundial não foi sorte – foi o início de algo maior.
Jai Hindley Será o Nome Mais Disputado no Mercado de Transferências de 2027
Enquanto todo mundo fala de Primož Roglič, Christophe Laporte e Egan Bernal – todos com contratos expirando no final de 2026 – tem um nome que pode ser a verdadeira estrela do próximo mercado de transferências: Jai Hindley.
O australiano está vivendo uma situação complicada na Red Bull-Bora-Hansgrohe. Depois de cinco temporadas no time alemão (desde quando ainda se chamava apenas Bora-Hansgrohe), ele conquistou o título do Giro d’Italia em 2022 e ficou entre os cinco primeiros na Vuelta de 2025. São credenciais excelentes, mas que parecem não ser suficientes para garantir espaço numa equipe que está ficando cada vez mais lotada no topo.
Com a chegada de Evenepoel e o crescimento de Lipowitz, Hindley virou figurante numa equipe onde já foi protagonista. É a velha história: você trabalha, entrega resultados, mas aí chegam os novos contratados cheios de brilho e você fica de lado. Compreensível que ele queira buscar ares novos.
E para onde ele pode ir? A conexão mais óbvia é com a Jayco-AlUla. Time australiano, com DNA verde-amarelo (ops, verde-dourado), que perdeu nomes importantes como Eddie Dunbar e Chris Harper nas últimas transferências. Hindley é claramente um upgrade gigantesco em relação a esses nomes, e poderia assumir a liderança das campanhas de Grand Tour da equipe.
Tem também o fato de que Ben O’Connor, que chegou à Jayco com expectativas altas, não tem entregado resultados à altura desde que vestiu a camisa da equipe em 2025. Hindley seria uma opção muito mais confiável e consistente para o time australiano focar suas ambições nas grandes voltas.
Mas existe outro caminho. Hindley nasceu na Austrália, mas tem cidadania britânica (é meio inglês). Se ele quiser o ambiente de uma super equipe sem o ego olímpico de um Evenepoel, pode olhar para a Ineos Grenadiers. Claro, lá também tem suas próprias brigas internas pela liderança (Oscar Onley, Carlos Rodríguez, Kévin Vauquelin), mas pelo menos Hindley estaria familiarizado com esse tipo de ambiente depois de passar pela Red Bull.
Nossa aposta? Hindley estará vestindo outras cores em 2027, e várias equipes vão disputar sua assinatura. Fiquem de olho.
Kim Le Court-Pienaar Vai Ganhar Mais Monumentos
Em apenas duas temporadas no WorldTour, Kim Le Court-Pienaar saiu do anonimato completo para se tornar uma das ciclistas mais impressionantes do pelotão feminino. Vencedora de etapa de Grand Tour, campeã de Monumento, e até já vestiu a camisa amarela. Se ela conseguiu tudo isso em dois anos, o que vem pela frente?
Em 2026, nossa previsão é que ela vai adicionar mais Monumentos à sua coleção. E temos dois alvos específicos em mente: Milão-San Remo e o Trofeo Alfredo Binda.
A sul-africana-mauriciana é uma all-rounder com sprint potente, o que a torna perigosa em várias situações. Na San Remo, se a corrida for mais agressiva que na edição inaugural (e provavelmente será, agora que todas sabem o que esperar), Le Court-Pienaar pode soltar um ataque no Poggio e usar seu background de mountain bike para descer com vantagem até a chegada.
Claro, tem gente forte na disputa – Marianne Vos e Lorena Wiebes são nomes pesados. Mas se a corrida chegar num sprint reduzido, Le Court-Pienaar já provou que consegue levantar os braços, como fez na etapa do Tour de France Femmes e na própria Liège-Bastogne-Liège do ano passado.
No Trofeo Alfredo Binda, as chances são ainda melhores. Se a AG Insurance-Soudal usar seu poder de fogo para afinar o pelotão e tirar da frente sprinters puras como Vos e Elisa Balsamo, Le Court-Pienaar entra automaticamente na lista de favoritas para mais um título importante.
E se ela conseguir vencer essas duas corridas e ainda defender o título em Liège? Bom, aí já estamos falando de uma candidata séria ao Vélo d’Or no final do ano. E quem sabe, talvez até com a camisa de campeã mundial nos ombros? Está longe de ser impossível.
Tadej Pogačar Vai Conquistar a Camisa Verde do Tour de France
Tadej Pogačar já ganhou praticamente tudo no ciclismo. Mas existe uma camisa que ainda falta no armário do esloveno: a verde do Tour de France, reservada ao vencedor da classificação por pontos.
Em 2025, Jonathan Milan teve que mover céu e terra para garantir o maillot vert, especialmente depois que Pogačar (e Mathieu van der Poel) começaram a ameaçar o italiano na classificação após a primeira semana de corrida. Milan venceu no final, mas foi suado.
Para 2026, as estrelas parecem alinhadas a favor de Pogi. O percurso do Tour oferece apenas seis etapas claramente destinadas aos velocistas – um número bem menor que o habitual. E essas poucas oportunidades vão dividir os pontos entre vários sprinters de ponta: Olav Kooij da Decathlon-CMA CGM, Jasper Philipsen da Alpecin-Premier Tech, Tim Merlier da Soudal-QuickStep, entre outros.
Quanto mais sprinters disputando as mesmas etapas, mais fragmentada fica a distribuição de pontos. E enquanto isso, Pogačar pode colher pontos preciosos em seis ou mais etapas de montanha onde os velocistas nem sequer estarão no páreo. É matemática simples: menos dias para sprinters = mais chances para escaladores.
Nossa única dúvida é sobre a motivação do próprio Pogačar. Em 2025, ele ficou a apenas 78 pontos de conquistar a verde, mas pareceu meio indiferente a essa possibilidade. Mas será que ele conseguiria recusar a chance de completar a coleção de camisas do Tour? Especialmente num ano em que pode igualar o recorde de cinco vitórias amarelas?
Se ele costurar a classificação geral na primeira semana (o que não seria surpreendente), apostar na verde pode virar um objetivo secundário perfeitamente atingível. E convenhamos, seria um feito histórico ter todas as camisas principais do Tour no currículo.
Nosso palpite? Pogačar termina 2026 com a camisa verde pendurada no armário ao lado das quatro (ou cinco) amarelas. Você leu aqui primeiro.
Wout van Aert Terá Sua Pior Temporada na Carreira
Ninguém gosta de fazer previsões negativas sobre um atleta tão querido quanto Wout van Aert. Mas infelizmente, todos os sinais apontam para 2026 sendo um ano extremamente difícil para o belga.
Desde seu auge em 2022, a trajetória de Van Aert tem sido marcada por azar, quedas inoportunas e falta de sorte quando mais importa. Enquanto seu grande rival Mathieu van der Poel coleciona vitórias monumentais e títulos mundiais, Wout parece estar preso numa espiral de quase-vitórias e contratempos.
E 2026 já começou do pior jeito possível. Na semana passada, durante uma corrida de ciclocross na Bélgica, Van Aert sofreu uma queda feia que resultou numa fratura no tornozelo. Ele passou por cirurgia para tratar a lesão, e agora encara uma recuperação que vai comprometer todo o início de sua temporada.
Com a confiança abalada mais uma vez, nossa previsão é sombria: Van Aert não vai conquistar nenhuma vitória profissional em 2026. Vai passar boa parte do ano lidando com dores persistentes e recaídas físicas. Pode até ficar de fora do Tour de France, com a Visma-Lease a Bike optando por dar oportunidades a jovens promessas como Matty Brennan, seu sucessor natural.
É uma previsão triste, eu sei. Mas olhando o padrão dos últimos anos e esse começo desastroso de temporada, fica difícil ser otimista. Esperamos estar errados e que Wout consiga dar a volta por cima. Mas os astros não estão favoráveis dessa vez.
Picnic-PostNL Vai Fechar as Portas
Todo ano temos que passar pelo ritual triste de ver pelo menos uma equipe WorldTour encerrar suas atividades. Nos últimos anos, perdemos Arkéa-B&B Hotels, Ceratizit, a Human Powered Health masculina, Intermarché-Wanty e B&B Hotels-KTM. Seja por dificuldades financeiras, seja pela influência crescente das super equipes, seja ainda pelos efeitos prolongados da pandemia, o fato é que equipes menores estão sempre na corda bamba.
Para 2026, temos um candidato claro para receber a visita do ceifador do ciclismo: a Picnic-PostNL, tanto no masculino quanto no feminino.
Os sinais estão todos lá. No mercado de transferências, a equipe perdeu nomes importantes – o time feminino viu um êxodo de estrelas saindo pela porta, enquanto no masculino Oscar Onley, o principal pontuador da equipe no ranking UCI, partiu para a Ineos Grenadiers.
Sem Onley, a Picnic-PostNL fica com um elenco masculino magro, focado basicamente em alguns jovens sprinters promissores, mas sem grandes nomes que garantam pontos no ranking UCI. E pontos UCI são literalmente a moeda que mantém equipes no WorldTour.
Mas o problema mais grave é financeiro. Há relatos de que a equipe enfrenta dificuldades sérias com as contas. A UCI já emitiu advertências sobre as demonstrações financeiras da Picnic-PostNL e, diferentemente de outras equipes que receberam licenças de três anos, eles ganharam apenas uma licença provisória de um ano.
Isso é basicamente a UCI dizendo: “Estamos de olho em vocês”. É o sinal vermelho piscando.
Talvez a equipe tenha conseguido um dinheiro extra com a venda de Onley, mas sem ele no plantel para marcar pontos, o destino mais provável é o rebaixamento. E sem pontos UCI e sem dinheiro, bem… você sabe como termina essa história.
Tomara que estejamos errados, porque ninguém gosta de ver times desaparecendo. Mas infelizmente, todas as evidências apontam nessa direção.
Jonas Vingegaard Vai Rachar no Tour de France
Esse é provavelmente o palpite mais polêmico desta lista, mas vamos lá: Jonas Vingegaard não vai conseguir competir adequadamente no Tour de France de 2026 depois de correr o Giro d’Italia algumas semanas antes.
De acordo com múltiplas fontes confiáveis, incluindo a Marca e o jornal dinamarquês Feltet, Vingegaard tem um acordo firmado para fazer sua estreia no Giro d’Italia em 2026. A ideia é completar a coleção de Grand Tours vencendo a Corsa Rosa – o único título que falta em seu palmarés depois das duas vitórias no Tour e da conquista recente da Vuelta.
A confirmação oficial deve vir no dia 13 de janeiro, durante a apresentação da equipe Visma-Lease a Bike na Espanha. E sim, ele pretende fazer a dobradinha Giro-Tour, assim como Pogačar fez em 2024.
Só tem um problema: Vingegaard não é Pogačar.
O percurso do Giro de 2026 é carregado na parte final, com as etapas mais duras concentradas na última semana. Para alguém que vai chegar no Tour apenas algumas semanas depois, isso significa que Vingegaard vai largar a Grande Boucle já com fadiga acumulada nas pernas. Não importa quão bem ele se recupere, é simplesmente impossível chegar em julho com a mesma frescura de alguém que passou os meses anteriores treinando especificamente para aquele objetivo.
Nossa previsão é clara: Vingegaard vai começar o Tour lutando contra as pernas pesadas já nos Pireneus da primeira semana. Quando chegarem os Alpes na fase final, ele vai estar cozido. As olheiras vão estar visíveis, a força não vai aparecer quando precisar, e ele vai passar sufoco para manter até mesmo um lugar no pódio, pressionado por nomes como Juan Ayuso, Florian Lipowitz ou o próprio Remco Evenepoel.
Pior ainda, a Visma-Lease a Bike perdeu recentemente Simon Yates, um dos seus super-gregários mais confiáveis, que se aposentou abruptamente. Sem essa peça de apoio crucial, Vingegaard vai ter ainda menos suporte nas montanhas.
No final, ele pode até ficar no top 3, mas não vai ser o mesmo Vingegaard dos anos anteriores. Vai sair machucado e questionado, forçando a Visma a repensar completamente a estratégia para 2027.
Alguns analistas acham que essa estratégia é um erro desde o início. Como apontou um artigo recente, se o objetivo principal de Vingegaard é vencer o Tour e competir com Pogačar, ele deveria dedicar 2026 inteiro a uma preparação específica para julho, evitando o desgaste de um Grand Tour em maio. Mas ao escolher fazer o Giro, ele está basicamente sacrificando suas chances de vitória no Tour em troca de completar o currículo. É compreensível do ponto de vista de legado pessoal, mas estrategicamente questionável.
Primož Roglič Vai Vencer a Vuelta a España (de Novo)
Ok, eu sei o que você está pensando: “Primož Roglič já está velho demais, João Almeida vai estar na Vuelta, e a Red Bull nunca acerta nas táticas”. Entendo seus argumentos. Mas mesmo assim, vou dobrar a aposta: Primož Roglič vai conquistar a Vuelta a España de 2026.
Sim, o esloveno está chegando nos seus 38 anos de idade – uma idade avançada para os padrões do ciclismo profissional. Mas convenhamos, ele não é Chris Froome na fase decadente. Roglič venceu a Vuelta com autoridade há apenas dois anos. Ele ainda provou recentemente que consegue vencer provas WorldTour. A idade pode estar chegando, mas ele ainda tem gasolina no tanque.
Agora olha só o percurso da Vuelta de 2026: mais de 40km de contrarrelógio, uma boa quantidade de finais de etapa em subida, e várias chegadas que caem perfeitamente no estilo Rogla. É quase como se tivessem desenhado a corrida pensando nele.
E quanto à ameaça de João Almeida? Bom, Roglič já bateu o português antes. Ele sabe exatamente o que precisa fazer: atacar uma ou duas vezes nas montanhas e observar o Almeida rachar. O português pode até ser consistente, mas na hora do confronto direto, Roglič tem mostrado ser mais forte.
Além disso, mesmo quando a Red Bull monta um “time C” para a Vuelta, esse time C deles ainda é provavelmente melhor que a maioria dos adversários. A equipe alemã tem profundidade de elenco. E diferente do Tour, onde vão ter cinco líderes brigando por espaço, na Vuelta Roglič pode ter um ou dois gregários de luxo só para ele, talvez até um líder reserva. É luxo suficiente.
O mais importante: Roglič não tem nada a perder e tudo a ganhar. Ele não vai para a Vuelta com a pressão de ser favorito absoluto. Pode correr solto, aproveitar suas oportunidades e mostrar que ainda tem classe. E quando Primož Roglič corre sem pressão, ele é perigoso.
Quinta Vuelta vindo aí? Pode apostar. O velho lobo ainda tem dentes afiados.
Conclusão: Um Ano de Surpresas e Emoções
Olha, algumas dessas previsões podem parecer loucas. Outras talvez soem até óbvias demais. Algumas vão se realizar, outras vão ser completamente desmentidas pela realidade. E tudo bem – é exatamente isso que torna o ciclismo tão fascinante. O esporte sobre duas rodas é imprevisível por natureza, e muitas vezes as melhores histórias são aquelas que ninguém viu chegando.
O que podemos dizer com certeza é que 2026 promete ser uma temporada cheia de narrativas interessantes. Temos transferências bombásticas sendo testadas em competição pela primeira vez, jovens talentos querendo provar seu valor, veteranos tentando mostrar que ainda têm lugar no pelotão, e todo aquele drama humano que faz a gente acordar cedo num domingo para ver uma transmissão ao vivo.
Aqui no Ciclismo pelo Mundo, vamos estar acompanhando cada pedalada dessa temporada, desde o Tour Down Under em janeiro até a última etapa da Vuelta em setembro. Vamos ver quantas dessas previsões se confirmam e quantas acabam sendo completamente furadas.
E você, concorda com essas previsões? Discorda completamente? Tem outros palpites para adicionar? Deixa sua opinião nos comentários e vamos construir juntos essa expectativa para a temporada que está batendo à porta.
Que venha 2026, com todas as suas surpresas, glórias e decepções. Nós estaremos aqui para contar cada história. E quem sabe, daqui a um ano, a gente volta neste post para ver quantas dessas previsões ousadas viraram realidade.
Até a próxima pedalada!

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