Cara, quando eu vi as primeiras fotos da nova bike do Remco Evenepoel, confesso que dei uma pausa no café da manhã. Não é todo dia que a gente vê uma máquina tão caprichada quanto essa Specialized S-Works Tarmac SL8 que o belga vai usar na temporada 2026.
A mudança do campeão olímpico da Soudal-QuickStep para a Red Bull-Bora-Hansgrohe já tinha sido o assunto mais quente do final de 2025. E agora, finalmente, ele pode mostrar publicamente as cores do novo time – e que cores!
Ouro, mas com classe
Olha, já vi muito campeão olímpico exagerar na dose do dourado. Mas dessa vez, a galera da Lumarcolors (que faz a customização das bikes da Specialized para as equipes WorldTour) acertou em cheio no visual.

Diferente daquela primeira bike completamente dourada que ele usou na Soudal-QuickStep logo depois de Paris 2024, essa nova montagem traz o ouro de forma mais elegante, sabe? É aquela coisa de “menos é mais” que funciona perfeitamente.

O destaque fica por conta do logo da Red Bull no tubo de direção, feito com folha de ouro de verdade. E olha, não é qualquer folha de ouro jogada lá não – o pessoal caprichou nos detalhes. Tem uns toques dourados espalhados pelo canote, pelo selim e na parte inferior do garfo que fazem a bike inteira conversar visualmente.
SRAM entra no jogo
Aqui vai uma mudança que muita gente talvez não tenha prestado atenção, mas que faz toda diferença: Remco trocou o Shimano Dura-Ace (que usava na antiga equipe) pelo SRAM Red AXS.

E sabe o que é genial? A SRAM oferece a corrente e os cassetes em várias cores, então foi moleza colocar tudo em dourado para combinar com o tema da bike. Fica aquele conjunto harmonioso que deixa qualquer um babando.
A configuração que ele está usando é bem interessante: pedivelas de 165mm (sim, ele é pequeno mas usa isso a favor dele), com coroas 52/39T na frente e um cassete 10-33T atrás. É uma montagem que dá bastante versatilidade, tanto para os sprints explosivos quanto para aquelas subidas intermináveis dos Alpes.
Os detalhes que fazem diferença
Agora vamos falar do resto do pacote, porque uma bike de WorldTour não é só grupo e quadro, né?
As rodas Roval Rapide CLX III são o padrão da Specialized para o time, e estão calçadas com pneus Specialized Turbo Cotton TLR de 28mm. Repara que esses pneus têm aquele visual tan wall (parede bege) que complementa perfeitamente o esquema de cores dourado.
O cockpit é o Roval Rapide integrado – nada de guidão e mesa separados aqui. Tudo integrado, tudo aerodinâmico, tudo pensado para arrancar cada décimo de segundo do vento.
E claro, tem o selim S-Works Power Evo com acabamento Mirror, que além de bonito (e refletir aquele dourado todo), é conhecido por ser super confortável mesmo em etapas longas.
2025: um ano para esquecer
Vou ser sincero com vocês: 2025 não foi o ano do Remco. Longe disso.
Depois daquele show que ele deu nas Olimpíadas de Paris 2024, ganhando tanto a prova de estrada quanto o contra-relógio (coisa que pouquíssima gente consegue fazer), a expectativa estava lá em cima. Mas aí veio 2025 e… cara, foi complicado.
Uma sequência de lesões acabou com o planejamento dele. Teve aquela vitória linda no contra-relógio da etapa 5 do Tour de France, ali em Caen, que mostrou que o talento continua intacto. Mas nas montanhas? Puxa, ele sofreu. E acabou tendo que abandonar a Grande Boucle antes do previsto.
Foi frustrante ver, principalmente porque sabemos do que ele é capaz quando está 100%.
A tradição olímpica do ouro
Essa história de campeão olímpico andar com bike dourada não é de hoje. Lembro bem do Greg van Avermaet desfilando com aquela Giant TCR completamente dourada depois do Rio 2016. E do Richard Carapaz também, com sua máquina reluzente após Tóquio 2020.
É bonito ver essa tradição sendo mantida. Mostra respeito pela conquista, sabe? E cara, quando você é campeão olímpico, você merece essa moral toda mesmo.
O trabalho da Lumarcolors
Preciso dar o crédito aqui para o pessoal da Lumarcolors, que são os magos por trás dessa pintura. Eles têm feito um trabalho sensacional com as equipes que usam Specialized.
O legal é que, mesmo com toda essa customização especial do Remco, a bike ainda mantém a identidade visual da equipe. Você olha de longe e reconhece que é a Red Bull-Bora-Hansgrohe. Mas aí você chega perto e vê todos aqueles detalhes dourados que fazem ela se destacar no pelotão.
Tem uns letreiros dourados aplicados com decalque d’água que são tão sutis que você só percebe quando a luz bate certo. É esse tipo de atenção ao detalhe que separa uma bike comum de uma verdadeira obra de arte sobre rodas.
O que esperar para 2026?
Olha, depois de um 2025 tão conturbado, a expectativa é alta para ver o Remco voando de novo.
A Red Bull-Bora-Hansgrohe não é boba – eles investiram pesado para tirar o belga da QuickStep um ano antes do fim do contrato. E quando você faz um investimento desses, é porque tem um plano.
Com uma equipe nova, estrutura de ponta e essa máquina absurda nas mãos, não duvido nada que a gente veja o melhor do Remco em 2026. O talento está lá, sempre esteve. Agora é questão de saúde se manter e tudo se encaixar.
Ficha técnica completa
Para quem curte os detalhes técnicos (e eu sei que muita gente aqui curte), aqui vai a lista completa do que está montado na bike do Remco:
- Quadro: S-Works Tarmac SL8 Fact 12r Carbon
- Garfo: S-Works Fact 12r Carbon
- Cockpit: Roval Rapide (integrado)
- Canote: S-Works Tarmac SL8 Carbon
- Grupo: SRAM Red AXS (52/39T, 10-33T)
- Pedivelas: 165mm
- Rodas: Roval Rapide CLX III
- Pneus: Specialized Turbo Cotton TLR 28mm
- Selim: S-Works Power Evo com acabamento Mirror
- Suporte de GPS: K-Edge
No fim das contas, essa bike do Remco é muito mais do que só um equipamento bonito. Ela representa um recomeço, uma nova fase na carreira de um dos ciclistas mais talentosos da geração atual.
O visual dourado não deixa ninguém esquecer que estamos falando de um duplo campeão olímpico. E isso, meus amigos, não é pouca coisa. É uma conquista que menos de 10 ciclistas conseguiram na história inteira do esporte.
Agora é aguardar para ver essa máquina em ação nas estradas europeias, fazendo aquilo que ela foi projetada para fazer: voar.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Por que a bike do Remco Evenepoel é dourada?
É uma tradição do ciclismo que campeões olímpicos andem com bikes douradas na temporada seguinte às Olimpíadas. Como Remco ganhou duas medalhas de ouro em Paris 2024 (prova de estrada e contra-relógio), sua bike recebeu esse tratamento especial com detalhes dourados por toda a pintura.
Qual a diferença entre a bike nova e a que ele usava na Soudal-QuickStep?
As principais diferenças são: a mudança de Shimano Dura-Ace para SRAM Red AXS no grupo de transmissão, o visual mais sutil e refinado (a antiga era completamente dourada), e claro, as cores da nova equipe Red Bull-Bora-Hansgrohe. O quadro continua sendo o mesmo modelo Specialized S-Works Tarmac SL8.
Quanto custa uma bike como essa do Remco Evenepoel?
Uma Specialized S-Works Tarmac SL8 completa, sem a customização especial, sai por volta de R$ 80.000 a R$ 100.000 no Brasil. A versão do Remco, com a pintura personalizada e todos os componentes top de linha, certamente custaria ainda mais se estivesse à venda – mas essas bikes são exclusivas dos atletas profissionais.
Por que Remco usa pedivelas de 165mm se ele é relativamente baixo?
Na verdade, os 165mm de pedivela funcionam perfeitamente para a estatura do Remco (cerca de 1,71m). Pedivelas mais curtas permitem uma cadência mais alta e são mais eficientes para subidas íngremes, além de proporcionarem melhor posicionamento aerodinâmico. É uma escolha técnica que funciona muito bem para o estilo de pedal dele.
A bike dos ciclistas profissionais é muito diferente da que a gente compra nas lojas?
O quadro em si é o mesmo que você pode comprar (no caso, uma S-Works Tarmac SL8). A grande diferença está na montagem personalizada, ajustes milimétricos feitos especificamente para cada atleta, e a manutenção impecável que a equipe profissional proporciona. Ah, e a pintura customizada também – essas você não acha na loja!

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