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Equipes Femininas do WorldTour 2026: As 14 Melhores do Ciclismo Mundial

Descubra o guia completo das 14 equipes femininas do WorldTour 2026. Conheça as principais ciclistas, transferências, estratégias e o que esperar da temporada mais competitiva do ciclismo feminino profissional.

Equipes Femininas do WorldTour 2026: As 14 Melhores do Ciclismo Mundial

O ciclismo feminino está entrando em uma fase absolutamente empolgante. A temporada 2026 marca o início de um novo ciclo trienal no Women’s WorldTour, e cara, que momento para ser fã desse esporte! As mulheres estão ganhando mais visibilidade, melhores salários e condições que eram impensáveis há poucos anos atrás.

Mas nem tudo são flores. Algumas equipes não conseguiram se manter no pelotão de elite, e agora temos apenas 14 equipes WorldTour para 2026. Isso gerou discussões acaloradas sobre sustentabilidade financeira e os desafios que o esporte ainda precisa enfrentar. A notícia sobre a redução no número de equipes pegou muita gente de surpresa.

O Cenário Atual do Ciclismo Feminino Profissional

Olha, a verdade é que o pelotão feminino está mais competitivo do que nunca. Não é mais aquela história de uma ou duas equipes dominarem tudo. Claro que a SD Worx-Protime ainda é um nome que pesa, mas a FDJ United-Suez com a chegada de Demi Vollering mostrou que consegue brigar de igual para igual. E tem a Visma-Lease a Bike que deu um show com Pauline Ferrand-Prévot em 2025.

Para 2026, a EF Education-Oatly foi promovida ao WorldTour, o que é uma notícia incrível. Mas perdemos a Ceratizit que fechou as portas, e a Roland Le Dévoluy também saiu do pelotão profissional. A Cofidis caiu para ProTeam. São mudanças que mostram o quanto esse esporte está se profissionalizando – para o bem e para o mal.

AG Insurance-Soudal: A Revelação Mauriciana

Vamos começar falando de uma equipe que surpreendeu muita gente em 2025. A AG Insurance-Soudal vinha de uma posição bem discreta no ranking UCI (9º lugar), mas Kim Le Court-Pienaar simplesmente roubou a cena no Tour de France.

A ciclista da Maurícia ganhou uma etapa, ficou três vezes no pódio e vestiu a camisa amarela por quatro dias. Foi daquelas performances que te fazem parar tudo para assistir. E para 2026, ela vai carregar um uniforme com as cores da bandeira mauriciana que é impossível não notar no pelotão.

Sarah Gigante é outra que promete muito. Depois de se recuperar de uma cirurgia na artéria ilíaca, ela venceu duas etapas do Giro d’Italia Women e terminou em sexto. Teve um problema sério quando fraturou o fêmur antes do Mundial, mas quando você vê que o Giro 2026 vai terminar no lendário Colle delle Finestre, dá para imaginar o quanto ela deve estar motivada.

Urška Žigart não ganhou nenhuma corrida em 2025, mas foi aquela ciclista consistente que sempre aparece nos top 5. Ela ficou em nono no Giro e foi vice no Tour de Romandie Féminin no fim da temporada. A única contratação da equipe foi Letizia Borghesi, que traz experiência de Clássicas e aquele segundo lugar memorável na Paris-Roubaix que mostrou do que ela é capaz.

Canyon-SRAM zondacrypto: Consistência e Experiência

A Canyon-SRAM zondacrypto talvez não seja considerada uma “super equipe”, mas eles têm algo que dinheiro não compra: química de equipe e ciclistas experientes que sabem exatamente o que estão fazendo. Ficaram em 5º no ranking UCI de 2025.

Kasia Niewiadoma-Phinney é a líder indiscutível. Ela terminou em terceiro no Tour 2025, completando uma sequência única de quatro pódios consecutivos na corrida francesa. O problema dela? Falta aquele sprint final explosivo, mas fora isso, a polonesa é pura classe nas montanhas.

Cecilie Uttrup Ludwig teve um 2025 complicado, descobrindo tarde demais que estava lutando contra parasitas intestinais. Ninguém duvida que ela volta forte em 2026. E tem a Zoe Bäckstedt, que ganhou o título mundial sub-23 de contrarrelógio em Ruanda e venceu o Baloise Ladies Tour. Essa garota está evoluindo de uma forma impressionante.

Chloé Dygert continua sendo aquela força da natureza quando está bem fisicamente. A equipe vai ter 16 ciclistas em 2026, com Tiffany Cromwell completando sua 11ª temporada com o time. Isso é lealdade de verdade. E em dezembro chegou a notícia que Rolf Aldag foi nomeado Diretor Esportivo, trazendo toda aquela experiência dele do pelotão masculino.

EF Education-Oatly: A Novata do WorldTour

Depois de duas temporadas como ProTeam, a EF Education-Oatly conseguiu a promoção para o WorldTour em 2026. Eles perderam Alison Jackson que fez uma mudança surpresa para o St Michel-Preference Home-Auber93, mas investiram pesado em jovens talentos.

Seis novas contratações chegaram, incluindo Solbjørk Minke Anderson da Uno-X Mobility, Alice Towers da Canyon-SRAM e a promissora irlandesa Caoimhe O’Brien. A gerente da equipe, Esra Tromp, deixou claro a filosofia: “À medida que nossa equipe sobe para o WorldTour em 2026 e temos ciclistas com profundidade e experiência para ancorar o grupo, contratamos jovens como Caoimhe para continuar nosso trabalho de moldar a próxima geração.”

E que geração! Magdeleine Vallieres do Canadá se tornou campeã mundial, o que já garante que todo mundo vai prestar atenção nela em 2026. Kristen Faulkner, que ganhou a medalha de ouro olímpica na corrida de estrada, e Cédrine Kerbaol completam um trio de líderes que pode fazer barulho na temporada.

FDJ United-Suez: A Nova Força no Pelotão

A transferência de Demi Vollering para a FDJ United-Suez em 2025 mudou completamente o equilíbrio de forças no ciclismo feminino. A equipe francesa derrubou a SD Worx-Protime do topo do ranking UCI pela primeira vez em cinco anos. Foi tipo aqueles momentos de “uau, isso realmente aconteceu?”

Vollering não conseguiu bater a Ferrand-Prévot nas montanhas do Tour, mas voltou ao seu melhor nível com 11 vitórias na temporada. Ganhou o título europeu, a Strade Bianche e a Vuelta Femenina. Ela continua sendo uma das maiores referências do esporte.

Mas a FDJ não depende só dela. Elise Chabbey, Juliette Labous, Vittoria Guazzini, Évita Muzic, a campeã francesa Marie Le Net e Ally Wollaston (que ganhou o Tour of Britain) formam um elenco de respeito. O diretor esportivo Stephen Delcourt está determinado a brigar com SD Worx e Lidl-Trek.

As novas contratações incluem Eva van Agt, Franziska Koch, Lauren Dickson e Sofia Bertizzolo, reforçando ainda mais o núcleo principal desse time de 16 ciclistas para 2026.

Fenix-Premier Tech: Versatilidade em Múltiplas Disciplinas

A Fenix-Premier Tech é parte daquela galáxia de equipes bem-sucedidas gerenciadas pelos irmãos Roodhooft na Bélgica. Eles competem na estrada, no ciclocross e no mountain bike – uma abordagem que está funcionando muito bem.

Puck Pieterse é simplesmente incrível. A holandesa tem talento para fazer de tudo e provou isso em 2025: ganhou etapas da Copa do Mundo de mountain bike, corridas importantes de ciclocross e ainda venceu a La Flèche Wallonne na estrada. Foi vice na Liège-Bastogne-Liège e animou o Tour de France Femmes. Tipo, como uma pessoa consegue ser boa em tanta coisa diferente?

Charlotte Kool chegou em uma transferência surpresa no meio da temporada 2025. Ela não é tão explosiva quanto Lorena Wiebes, mas com 21 vitórias no currículo (incluindo duas etapas do Tour), ninguém pode subestimá-la. Yara Kastelijn é outra pedra fundamental da equipe, e a britânica Flora Perkins está naquela lista de jovens talentos para ficar de olho.

Human Powered Health: Estabilidade Americana

A Human Powered Health está no pelotão feminino há mais de uma década e é WorldTour desde 2022. Ficaram em 13º no ranking UCI de 2025, mas a empresa de saúde que os patrocina acabou de estender o apoio por mais três anos, o que traz aquela segurança tão importante.

Magnus Bäckstedt chegou como Diretor Esportivo e está empolgado: “Este é um projeto em crescimento, e isso é o que me empolga. Agora é o momento perfeito para eu entrar e ajudar a guiar a equipe para onde ela quer estar.”

O elenco de 20 ciclistas para 2026 inclui cinco novas contratações, com destaque para Marta Jaskulska e a francesa Titia Ryo, de apenas 20 anos, que ficou em segundo na classificação de melhor jovem do Tour de France Femmes 2025. Lily Williams, Maggie Coles-Lyster, Kathrin Schweinberger e Thalita de Jong continuam como líderes, enquanto Ruth Edwards tira um tempo para licença maternidade.

A equipe usa bikes Factor e vai estrear em 2026 com a nova Factor ONE, aquela máquina aerodinâmica absurdamente avançada.

Lidl-Trek: Reconstruindo Após Mudanças Geracionais

2025 foi um ano de transição para a Lidl-Trek, e mais mudanças virão em 2026 com as aposentadorias de Lizzie Deignan e Ellen van Dijk. Perder duas lendas assim é difícil, mas faz parte do ciclo natural do esporte.

Elisa Balsamo, Niamh Fisher-Black, a estrela do ciclocross Lucinda Brand, Gaia Realini e Anna Henderson dividem a liderança. A equipe espera que Balsamo e especialmente Realini voltem com tudo em 2026 depois de uma temporada complicada por doenças e lesões.

“Precisamos subir um degrau depois de reconstruir o elenco. Espero que possamos voltar ao nível dos últimos anos, quando estávamos entre as melhores equipes do pelotão feminino e podíamos ganhar qualquer corrida”, disse o gerente da equipe Luca Guercilena.

As novas contratações incluem a vencedora de etapa do Tour Ricarda Bauernfeind, Loes Adegeest e a irlandesa Marine Lenehan, que está competindo há apenas três anos. Investimento no futuro é a palavra de ordem.

Liv AlUla Jayco: A Bandeira Australiana

O uniforme MAAP da Liv AlUla Jayco é tão icônico que você identifica de longe. A equipe perdeu Mavi García para a UAE Team ADQ, mas mantém um elenco de 15 ciclistas que carrega com orgulho a bandeira do ciclismo australiano.

Georgia Baker é aquela capitã confiável que fechou 2025 com uma vitória de etapa no Tour of Chongming Island. Letizia Paternoster voltou ao seu verdadeiro nível depois de duas temporadas complicadas por lesões, ficando em quinto no Trofeo Alfredo Binda e vestindo a camisa vermelha de líder na Vuelta Femenina.

Monica Trinca Colonel teve uma vitória solo que garantiu o título geral no Tour Féminin de l’Ardèche. E Ruby Roseman-Gannon? Ela renovou contrato até o final de 2027 em um papel de liderança. “Nos últimos dois anos, construímos muito momentum e estou empolgada para ver onde podemos levar isso no futuro”, disse ela. “Como equipe, temos muita força, motivação, positividade e um verdadeiro senso de pertencimento entre nós.”

Movistar: Juventude e Experiência em Equilíbrio

A Movistar apresentou suas equipes feminina, masculina e de desenvolvimento juntas neste inverno, como toda grande equipe moderna deveria fazer. Ficaram em 6º no ranking UCI de 2025.

Marlen Reusser e Cat Ferguson são as grandes estrelas, mas Sara Martín é a atual campeã espanhola, e a júnior Paula Ostiz (campeã mundial e europeia júnior) é claramente um talento especial para o futuro.

A única outra adição é a italiana Francesca Barale. Liane Lippert, Floortje Mackaij e Sheyla Gutiérrez formam o núcleo experiente, enquanto Arlenis Sierra deve retornar da licença maternidade. Tota Magalhães, Martín e Aude Biannic renovaram contratos.

Ferguson, em sua primeira temporada completa no WorldTour, confirmou todo o potencial que sempre se falou. Aquela vitória de etapa e o segundo lugar no Tour of Britain Women foram destaque. Ela ficou em terceiro no Trofeo Alfredo Binda em março e fechou 2025 vencendo a Vuelta Ciclista Andalucia em outubro.

Reusser mostrou suas qualidades de escaladora e corredora de etapas em 2025, ganhando a Vuelta a Burgos Feminas e o Tour de Suisse, além de ficar em segundo na Vuelta Femenina e no Giro d’Italia Women (apesar de uma doença no final). Ela teve que abandonar o Tour de France Femmes no primeiro estágio por problemas estomacais, mas ganhou os títulos mundial e europeu de contrarrelógio. Vai estar sedenta por revanche no Tour 2026.

Picnic PostNL: Ano de Reconstrução

A Picnic PostNL teve apenas quatro vitórias em 2025 e perdeu Charlotte Kool para a Fenix-Deceuninck em uma transferência no meio da temporada. Eles caíram do 4º para o 14º lugar no ranking UCI, o que dói.

Pfeiffer Georgi ficou em segundo no campeonato britânico de 2025, perdendo seu terceiro título consecutivo. Ela é a ciclista protegida e líder da equipe para 2026, com 50% do elenco mudando ao seu redor.

Marta Cavalli decidiu se aposentar depois de lutar para retornar de lesões graves. Franziska Koch foi para a FDJ United-Suez, e Megan Jastrab dos EUA mudou para a UAE Team ADQ. A perda mais significativa foi provavelmente Nienke Vinke, de 21 anos, que conquistou a camisa branca de melhor jovem no Tour de France Femmes antes de escolher a SD Worx-Protime.

As novas contratações incluem Audrey De Keersmaeker da Lotto, a irlandesa Mia Griffin e a britânica Robyn Clay, que sobe ao WorldTour depois de muito sucesso em níveis mais baixos.

SD Worx-Protime: Ainda no Topo da Pirâmide

O WorldTour feminino cresceu muito nos últimos anos, com as melhores ciclistas agora espalhadas por várias equipes. Mas a SD Worx-Protime continua sendo aquela super equipe que todo mundo respeita (e teme um pouco também), graças a Lorena Wiebes, Lotte Kopecky e Anna van der Breggen.

Lorena Wiebes ganhou 25 corridas em 2025, incluindo Milan-San Remo Women, Gent-Wevelgem e etapas no Giro e no Tour. Ela venceu cinco das seis etapas do Simac Ladies Tour na Holanda, apenas para deixar bem claro quem manda nos sprints. E ela tem só 26 anos.

Kopecky teve uma temporada montanha-russa pelos seus padrões, mas ainda ganhou a Volta a Flandres. Problemas na lombar a atrapalharam, largou no Giro e no Tour mas sofreu em ambas. Decidiu encerrar a temporada mais cedo para se resetar para 2026.

E tem Anna van der Breggen, que saiu da aposentadoria e imediatamente mostrou sua classe com um segundo lugar na Strade Bianche. Também ficou em terceiro geral na Vuelta Femenina e correu o Giro e o Tour. Ela vai fazer 36 anos em abril, mas claramente ainda tem muita gasolina no tanque.

A SD Worx-Protime contratou Valentina Cavallar da Arkéa-B&B Hotels e a jovem talento Nienke Vinke da Picnic PostNL, reforçando as opções de corridas de etapas e investindo no futuro. O novo design colorido do uniforme para 2026 está lindo, por sinal.

UAE Team ADQ: Crescimento Acelerado

Elisa Longo Borghini elevou as ambições da UAE Team ADQ depois de se juntar à equipe em 2025. A italiana ganhou o UAE Tour, um segundo Giro consecutivo e várias outras corridas de um dia. Ficaram em 3º no ranking UCI.

Longo Borghini começa 2026 como campeã italiana e vai mirar o GC do Giro mais uma vez antes de voltar ao Tour com assuntos pendentes. Ela teve que abandonar em 2025. A nova data do Giro no início de junho abre a possibilidade da dobradinha Giro-Tour em 2026, o que seria histórico.

A UAE Team ADQ tem o maior elenco do WorldTour 2026 com 21 ciclistas. Mavi García retorna reforçada por sua vitória de etapa no Tour e o terceiro lugar na corrida de estrada do Mundial de Ruanda. Maëva Squiban, de 23 anos, foi a revelação do Tour 2025, ganhando etapas consecutivas. Vai ser fascinante acompanhá-la em 2026.

Megan Jastrab chega da Picnic PostNL, com Elynor Bäckstedt, Silvia Persico e Brodie Chapman formando o núcleo central de ciclistas WorldTour comprovadas. Federica Venturelli, de 20 anos, está se desenvolvendo rapidamente e sobe da equipe de desenvolvimento UAE junto com Febe Jooris.

Uno-X Mobility: Jovem e Promissora

Surpreendentemente, a Uno-X Mobility não teve nenhuma vitória WorldTour em 2025, mas ganhou 14 corridas menores, incluindo seis títulos nacionais diferentes de contrarrelógio e corrida de estrada. Isso os levou de 16º para 12º no ranking UCI.

Susanne Andersen ganhou a Antwerp Port Epic e Mie Bjørndal Ottestad venceu a corrida da casa, o Tour of Norway. Ottestad também foi terceira no Tour Down Under. O gerente da equipe Thor Hushovd reformulou a equipe técnica, com Anna Badegruber substituindo Alex Greenfield, enquanto Megan Chard, Nicolas Marche e Alejandro Gonzalez Tablas chegam como diretores esportivos.

A equipe vai focar nos sprints com Anniina Ahtosalo, nas Clássicas com Andersen, e construir em cima do décimo lugar de Katrine Aalerud no Giro. “Queremos continuar construindo sobre o que começamos. 2025 mostrou que estamos no caminho certo. Agora é sobre continuar esse desenvolvimento”, disse Badegruber. “É sobre criar uma estrutura forte, para nossas velocistas, para nossas líderes de GC, e para a equipe como um todo. E continuar dando espaço para as ciclistas crescerem dentro disso.”

Visma-Lease a Bike: A Força Holandesa em Ascensão

A Visma-Lease a Bike vai entrar em 2026 com objetivos ambiciosos e expectativas ainda maiores, considerando seus sucessos em 2025, apesar de ser uma das equipes mais novas do WorldTour.

Pauline Ferrand-Prévot voltou às corridas de estrada WorldTour depois de cinco anos de ausência e imediatamente provou seu talento múltiplo, tornando-se o maior nome do pelotão feminino ao ganhar Paris-Roubaix e o Tour de France Femmes. Ela fez história como a primeira francesa a vencer o Tour desde Bernard Hinault em 1985.

Ferrand-Prévot é focada e determinada, e se preparou especificamente para o Tour e os estágios decisivos de alta montanha nos Alpes, incluindo perder peso, o que gerou debate no pelotão feminino. Ela elevou o nível das corridas de Grande Volta femininas e vai voltar ao Tour em 2026, sem dúvida empolgada com o estágio que termina no Mont Ventoux.

Marianne Vos completa 39 anos em maio, mas parece eterna. Ela acumulou 258 vitórias na carreira e adicionou duas etapas na Vuelta e o estágio de abertura do Tour ao seu currículo GOAT. Vestiu a camisa amarela por três dias e também ficou em segundo na Milan-San Remo e no Campeonato Mundial de Gravel no final da temporada. 2026 pode ser a última dança de Vos, mas essa será decisão dela, já que ela tem um contrato vitalício especial com a Visma-Lease a Bike.

A super equipe holandesa tem um elenco de qualidade com 15 ciclistas para 2026, com Daniek Hengeveld e a canadense Sarah Van Dam chegando da extinta equipe Ceratizit. Fem van Empel anunciou sua aposentadoria do esporte por razões pessoais, mas o talento britânico Imogen Wolff, Martina Fidanza e Nienke Veenhoven são ciclistas para ficar de olho.

O Futuro do Ciclismo Feminino

Olhando para 2026 e além, o ciclismo feminino está em um momento crucial. Por um lado, temos mais visibilidade do que nunca, com o Tour de France Femmes criando interesse global como acontece com os homens. Por outro, a redução para apenas 14 equipes WorldTour mostra que ainda há desafios financeiros e estruturais a superar.

O sistema de promoção e rebaixamento depois de 2028 deve criar uma batalha real pelos pontos do ranking UCI. Vai ser interessante ver como isso vai pressionar as equipes a performar consistentemente ao longo de toda a temporada.

Uma coisa é certa: essas 14 equipes têm alguns dos maiores talentos que o ciclismo feminino já viu. De jovens fenômenos como Cat Ferguson e Nienke Vinke a lendas estabelecidas como Marianne Vos e Anna van der Breggen, o nível de competição só tende a aumentar.

E com mais corridas do que nunca no calendário – incluindo três Grand Tours, as Clássicas expandidas e eventos que vão do Tour Down Under em janeiro ao Tour of Guangxi na China para fechar o ano – as oportunidades para essas atletas brilharem nunca foram tão grandes.

A temporada 2026 promete ser absolutamente emocionante. Se você ainda não está acompanhando o ciclismo feminino, essa é a sua chance de entrar nessa onda antes que fique ainda mais mainstream. Porque uma coisa eu garanto: essas mulheres estão escrevendo história, e você não vai querer perder isso.

Perguntas Frequentes sobre as Equipes Femininas do WorldTour 2026

Quantas equipes femininas estão no WorldTour 2026?

São 14 equipes WorldTour em 2026, uma redução em relação aos anos anteriores. Isso aconteceu devido aos custos crescentes e regras de registro mais rigorosas, além do fechamento de algumas equipes como a Ceratizit e Roland Le Dévoluy. A EF Education-Oatly foi promovida ao WorldTour, enquanto a Cofidis desceu para ProTeam.

Qual é a equipe feminina mais forte para 2026?

É difícil apontar uma única equipe dominante. A SD Worx-Protime continua sendo extremamente forte com Lorena Wiebes e Lotte Kopecky, mas a FDJ United-Suez ficou em primeiro no ranking UCI de 2025 com Demi Vollering. A Visma-Lease a Bike também impressionou muito com Pauline Ferrand-Prévot e Marianne Vos. O equilíbrio de forças está mais distribuído do que nunca.

Quais são as principais novidades para a temporada 2026?

A principal novidade é a promoção da EF Education-Oatly ao WorldTour após duas temporadas como ProTeam. Outras mudanças importantes incluem as aposentadorias de Lizzie Deignan e Ellen van Dijk da Lidl-Trek, o fechamento da equipe Ceratizit, e a mudança de Demi Vollering para a FDJ que transformou o equilíbrio de forças no pelotão. O novo calendário também traz o Giro d’Italia Women em junho, abrindo a possibilidade da dobradinha Giro-Tour.

Como funciona o sistema de promoção e rebaixamento no WorldTour feminino?

A partir de 2026 começa um novo ciclo de três anos, com promoção e rebaixamento previsto para acontecer após 2028. Isso significa que as equipes terão que lutar consistentemente pelos pontos do ranking UCI ao longo de toda a temporada, já que apenas as equipes com melhor desempenho manterão ou conquistarão o status WorldTour. É um sistema que deve aumentar a competitividade e pressionar todas as equipes a performarem em alto nível.

Onde posso assistir as corridas do Women’s WorldTour?

A cobertura do ciclismo feminino melhorou drasticamente nos últimos anos. O Tour de France Femmes é transmitido globalmente, assim como muitas outras corridas importantes. No Brasil, algumas plataformas de streaming esportivo oferecem cobertura das principais provas. Vale acompanhar os canais oficiais das próprias corridas nas redes sociais, que frequentemente disponibilizam transmissões ao vivo ou highlights. O site oficial da UCI também mantém informações atualizadas sobre onde assistir cada evento.

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