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Campeão do Giro d’Italia Simon Yates Anuncia Aposentadoria Surpreendente: “Me Afasto do Ciclismo com Profundo Orgulho e Paz Interior”

Simon Yates anuncia aposentadoria surpreendente aos 33 anos, sete meses após conquistar o Giro d’Italia. O britânico encerra carreira de 13 anos com orgulho e paz interior.

Campeão do Giro d'Italia Simon Yates Anuncia Aposentadoria Surpreendente

O ciclismo mundial acordou nesta quarta-feira com uma notícia que ninguém esperava. Simon Yates, o britânico de 33 anos que conquistou o Giro d’Italia há apenas sete meses, anunciou sua aposentadoria imediata do esporte profissional. A decisão pegou muita gente de surpresa, mas as palavras do ciclista revelam uma maturidade rara no mundo dos esportes de alto rendimento.

“Me afasto do ciclismo profissional com profundo orgulho e um senso de paz”, escreveu Yates em uma carta emocionante publicada nas redes sociais da Visma-Lease a Bike, sua equipe atual. A mensagem, sincera e reflexiva, mostra um homem em paz com suas escolhas e consciente de que chegou o momento certo de fechar este capítulo.

Uma Decisão Pensada, Não Impulsiva

Pode até parecer surpreendente para quem acompanha o pelotão, mas Yates deixa claro que não foi uma decisão tomada do nada. “Isso pode surpreender muitos, mas não é uma decisão que tomei levianamente. Venho pensando nisso há muito tempo, e agora sinto que é o momento certo para me afastar do esporte”, explicou o britânico.

E olha, essa transparência toda é refrescante. Num mundo onde atletas muitas vezes escondem suas dúvidas e batalhas internas, Yates escolheu o caminho da honestidade. Ele não inventou desculpas, não culpou lesões ou falta de motivação. Simplesmente reconheceu que estava pronto para virar a página.

O britânico vinha de uma temporada 2025 absolutamente vitoriosa. Depois de passar 11 anos na equipe australiana que começou como Orica-GreenEDGE e se tornou Jayco AlUla, ele deu um passo corajoso ao aceitar o convite da poderosa Visma-Lease a Bike. E cara, como ele brilhou na nova camisa!

A Redenção no Colle delle Finestre

A conquista do Giro d’Italia 2025 foi muito mais do que apenas mais um título no currículo de Yates. Foi uma história de redenção absoluta. Qualquer pessoa que acompanha ciclismo lembra daquele dia devastador de 2018, quando Simon tinha a camisa rosa nas costas e parecia estar a caminho de sua primeira grande volta.

Mas aí veio aquela etapa infame do Colle delle Finestre, onde Chris Froome fez um ataque de 80 quilômetros que entrou para a história. Yates perdeu a rosa, perdeu o Giro, e carregou aquela cicatriz por anos. Muitos ciclistas nunca se recuperariam de uma desilusão dessas.

Pois bem, sete anos depois, no mesmo Colle delle Finestre, Simon Yates escreveu o final perfeito para sua história com a corrida italiana. Na penúltima etapa do Giro 2025, ele atacou como um foguete naquela subida mítica, deixou para trás Isaac del Toro (que liderava a corrida) e Richard Carapaz, e garantiu a camisa rosa que tanto o perseguia.

Foi daqueles momentos que te fazem lembrar por que você ama esse esporte. A narrativa perfeita, o timing ideal, a justiça esportiva sendo feita no lugar exato onde tudo tinha dado errado anos antes. Poesia pura em duas rodas.

Mais do Que Apenas um Escalador

O currículo de Simon Yates impressiona qualquer um que pare para analisar. Duas Grand Tours conquistadas (Vuelta a España 2018 e Giro d’Italia 2025), tornando-o apenas o terceiro britânico a vencer o Giro depois de Chris Froome e Tao Geoghegan Hart. Mas os números vão muito além disso.

Em 13 anos de carreira profissional, Yates acumulou 36 vitórias, incluindo 11 etapas de Grand Tours (seis no Giro, três no Tour de France e duas na Vuelta). Ganhou o Tirreno-Adriatico em 2020, conquistou múltiplas etapas no Paris-Nice, e até foi campeão mundial de pista na prova de pontos em 2013.

Mas sabe o que mais impressiona? A consistência. Yates não foi daqueles corredores que tem um ou dois anos incríveis e depois desaparece. Ele foi competitivo ano após ano, sempre aparecendo nas conversas sobre os favoritos para corridas de etapas, sempre entregando resultados para suas equipes.

Seu último grande resultado foi justamente a décima etapa do Tour de France 2025, onde venceu no Puy de Sancy trabalhando perfeitamente para Jonas Vingegaard, mas ainda conseguindo buscar a glória pessoal quando a oportunidade surgiu.

As Palavras de um Campeão em Paz

A carta de despedida de Yates é linda e merece ser lida com atenção. Ele começa relembrando suas origens: “O ciclismo faz parte da minha vida desde que me lembro. Das corridas na pista no velódromo de Manchester, até competir e vencer no maior palco e representar meu país nos Jogos Olímpicos, moldou cada capítulo da minha vida”.

É impossível não se emocionar quando ele fala sobre o significado de sua trajetória. “Tenho profundo orgulho do que consegui realizar e sou igualmente grato pelas lições que vieram com isso. Embora as vitórias sempre se destaquem, os dias mais difíceis e os reveses foram igualmente importantes. Eles me ensinaram resiliência e paciência, e fizeram os sucessos significarem ainda mais”.

Essa maturidade de reconhecer que as derrotas moldaram tanto quanto as vitórias é rara. Yates não está fugindo das memórias dolorosas, como aquela derrota no Giro 2018 ou a suspensão de quatro meses que recebeu em 2016 por uma violação “não intencional” das regras antidoping (testou positivo para terbutalina, um broncodilatador, em um caso que sua equipe assumiu como erro administrativo).

Ele abraça tudo isso como parte de sua jornada, como capítulos necessários na história de quem se tornou.

Agradecimentos Sinceros

A gratidão permeia toda a mensagem de Yates, e ele faz questão de agradecer especificamente os grupos que o apoiaram. Primeiro, a equipe: “A todos que me apoiaram ao longo do caminho, desde a equipe até meus companheiros, sua confiança e lealdade inabaláveis tornaram possível realizar meus próprios sonhos. Sempre que duvidei de mim mesmo, vocês nunca duvidaram. Obrigado”.

Depois, sua atual equipe Visma-Lease a Bike: “Ao meu time, Visma-Lease a Bike, obrigado por seu entendimento e apoio à minha decisão de parar agora. Vocês me deram a oportunidade de reescrever minha história e, através de confiança e crença, fizemos isso juntos. Obrigado”.

Mas talvez a parte mais tocante seja quando ele fala da família: “À minha família, vocês compartilharam os sacrifícios que vieram com este esporte. As ausências e aniversários perdidos nunca foram fáceis, mas vocês entenderam o que essa jornada significava para mim e a apoiaram de todo o coração. Devo a vocês mais do que jamais poderia expressar adequadamente. Obrigado”.

Essas palavras nos lembram que por trás de cada atleta de elite existe uma rede de apoio invisível fazendo sacrifícios que nós, como fãs, raramente paramos para considerar.

A Visão da Equipe

Grischa Niermann, chefe de corridas da Visma-Lease a Bike, não escondeu que a notícia é uma perda para a equipe, mas respeitou completamente a decisão: “Com Simon, vencemos o Giro d’Italia no ano passado, uma conquista incrivelmente especial tanto para ele quanto para a equipe. Esse foi um dos principais objetivos da temporada, para nós como equipe e para Simon pessoalmente”.

E Niermann destacou algo que caracterizou toda a carreira de Yates: “Simon foi um escalador excepcional e corredor de classificação geral que sempre entregava quando mais importava. No Giro, ele atingiu seu auge em um momento em que quase ninguém esperava que ele pudesse vencer novamente, o que realmente o caracteriza como corredor”.

Essa capacidade de surpreender quando menos se esperava foi realmente uma marca registrada de Yates. Ele nunca foi o favorito óbvio, nunca foi aquele cara que dominava tudo que aparecia pela frente. Mas quando importava, quando o momento era dele, ele sabia aproveitar.

O Legado dos Irmãos Yates

Impossível falar de Simon sem mencionar seu irmão gêmeo Adam Yates, que segue correndo no mais alto nível pela UAE Team Emirates. Os dois começaram juntos na Orica-GreenEDGE em 2014 e trilharam carreiras paralelas incríveis.

Adam também conquistou grandes resultados, incluindo o quarto lugar no Tour de France 2016 e a camisa branca de melhor jovem. Atualmente, ele é uma peça fundamental da equipe de Tadej Pogačar, trabalhando nas montanhas como poucos conseguem fazer.

Os Yates de Bury, no noroeste da Inglaterra, começaram no ciclismo depois que seu pai John sofreu um acidente de bicicleta ao ser atingido por um carro. A tragédia familiar acabou inspirando os filhos a abraçarem o esporte, e olha no que deu.

Agora, com Simon se aposentando enquanto Adam continua, uma era chega ao fim, mas outra se mantém. Será estranho ver corridas sem os dois irmãos em ação simultaneamente, algo que acontecia desde 2014.

O Contexto de uma Onda de Aposentadorias Precoces

A decisão de Yates se encaixa em uma tendência preocupante no ciclismo profissional: cada vez mais ciclistas estão encerrando suas carreiras mais cedo. Recentemente, vimos Esteban Chaves, Dan McLay, Hugo Toumire e outros corredores relativamente jovens pendurarem as bikes.

Como Jai Hindley alertou recentemente, a intensidade brutal do ciclismo moderno está tornando as carreiras mais curtas. “Não espero que os caras consigam viver nessa intensidade por 10 a 15 anos como era no passado”, disse o australiano.

O ciclismo está mais rápido, mais profissional e mais exigente do que nunca. As velocidades médias das corridas aumentaram drasticamente, a preparação é científica ao extremo, e a pressão para performar é constante. Tudo isso cobra seu preço, não apenas fisicamente mas mentalmente também.

Yates sai aos 33 anos, uma idade que antigamente ainda era considerada o auge para um escalador. Mas no contexto atual, talvez seja realmente o momento certo de sair quando ainda está competitivo, quando ainda tem vitórias recentes no currículo, quando ainda pode escolher como quer ser lembrado.

Memórias Inesquecíveis

A carreira de Yates nos deu momentos que ficarão para sempre na memória dos fãs de ciclismo. Quem se esquece daquela Vuelta a España de 2018, quando ele dominou completamente a corrida espanhola? Foram três vitórias de etapa e uma superioridade impressionante nas montanhas.

Ou aquela camisa branca de melhor jovem no Tour de France 2017, terminando em sétimo lugar geral aos 24 anos? Foi sua consolidação como um dos melhores escaladores da nova geração.

E impossível não mencionar aquele quarto lugar no Tour de France 2023, quando ele mostrou estar de volta ao mais alto nível depois de temporadas complicadas. Foi a prova de sua resiliência e capacidade de reinvenção.

Mas talvez o momento mais emblemático mesmo seja aquele ataque no Colle delle Finestre em 2025. A maneira como ele se levantou da sela, acelerou e simplesmente voou montanha acima, deixando todos para trás, foi a imagem perfeita de um homem cumprindo seu destino.

O Que Vem Agora?

Yates não revelou seus planos futuros, e talvez nem precise. Ele tem 33 anos, está financeiramente estável após uma carreira bem-sucedida, e claramente está em paz com sua decisão. Seja qual for o próximo capítulo de sua vida, podemos ter certeza de que ele o abraçará com a mesma determinação que mostrou no ciclismo.

Alguns ex-ciclistas viram comentaristas, outros investem em negócios próprios, alguns simplesmente aproveitam a vida com suas famílias após anos de sacrifícios. O importante é que Yates tem o luxo de escolher, algo que nem todos os atletas conseguem ao final de suas carreiras.

Sua última corrida foi o GP de Montreal em setembro de 2025, então ele já tinha alguns meses longe do pelotão quando tomou a decisão final. Às vezes, o distanciamento nos dá a clareza que precisamos para fazer as escolhas certas.

Uma Despedida com a Cabeça Erguida

Se existe uma maneira certa de se aposentar do esporte de alto rendimento, Yates encontrou essa fórmula. Ele não esperou até estar completamente acabado, não prolongou a carreira por obrigações contratuais ou pressão externa. Ele escolheu sair quando ainda estava no topo, quando sua última grande conquista ainda estava fresca na memória de todos.

Como ele mesmo disse na conclusão de sua carta: “Me afasto do ciclismo profissional com profundo orgulho e um senso de paz. Este capítulo me deu mais do que jamais imaginei. Memórias e momentos que ficarão comigo muito tempo depois que as corridas terminarem e para o que vier a seguir. Obrigado pela jornada”.

E nós, fãs de ciclismo, é que agradecemos a você, Simon. Obrigado pelas batalhas épicas nas montanhas, pelas vitórias emocionantes, pela história de redenção no Colle delle Finestre, e por nos lembrar que é possível encerrar uma carreira com dignidade, gratidão e paz interior.

O ciclismo perde um de seus grandes nomes, mas a história do esporte ganha mais um capítulo inspirador. Simon Yates pode pendurar a bike tranquilo, sabendo que deixou sua marca e que será lembrado não apenas como um grande corredor, mas como um verdadeiro campeão dentro e fora das estradas.


Perguntas Frequentes sobre a Aposentadoria de Simon Yates

Por que Simon Yates se aposentou tão jovem aos 33 anos?

Simon Yates explicou que vinha pensando na aposentadoria há muito tempo e sentiu que chegou o momento certo de se afastar do esporte. Após conquistar o Giro d’Italia em 2025 e uma vitória de etapa no Tour de France, ele alcançou um ponto alto em sua carreira que lhe permitiu sair com orgulho e em paz. A decisão reflete uma tendência no ciclismo moderno de carreiras mais curtas devido à intensidade extrema do esporte profissional atual.

Quais foram as maiores conquistas de Simon Yates na carreira?

As principais conquistas de Yates incluem duas vitórias em Grand Tours: a Vuelta a España em 2018 e o Giro d’Italia em 2025. Ele também venceu 11 etapas de Grand Tours (seis no Giro, três no Tour de France e duas na Vuelta), conquistou o Tirreno-Adriatico em 2020, ganhou a camisa branca de melhor jovem no Tour de France 2017, e foi campeão mundial de pista na prova de pontos em 2013. No total, acumulou 36 vitórias profissionais em 13 anos de carreira.

Qual foi a importância da vitória de Yates no Giro d’Italia 2025?

A vitória no Giro 2025 foi uma redenção histórica para Yates. Em 2018, ele tinha a camisa rosa e parecia encaminhado para vencer quando Chris Froome fez um ataque épico no Colle delle Finestre que lhe tirou a liderança. Sete anos depois, Yates venceu o Giro com um ataque decisivo exatamente no mesmo Colle delle Finestre, reescrevendo sua história no mesmo local onde havia sofrido uma das maiores decepções de sua carreira. Foi sua primeira vitória pelo novo time Visma-Lease a Bike.

Simon Yates e Adam Yates são gêmeos? Como foram suas carreiras?

Sim, Simon e Adam Yates são irmãos gêmeos de Bury, Inglaterra. Ambos começaram suas carreiras profissionais juntos na Orica-GreenEDGE em 2014. Os dois se tornaram escaladores de elite do WorldTour, com Simon conquistando duas Grand Tours (Vuelta 2018 e Giro 2025) e Adam obtendo resultados consistentes em Grand Tours, incluindo o quarto lugar no Tour de France 2016. Adam continua correndo profissionalmente pela UAE Team Emirates como um dos principais gregários de Tadej Pogačar, enquanto Simon decidiu se aposentar aos 33 anos.

Como a Visma-Lease a Bike reagiu à aposentadoria de Simon Yates?

A equipe Visma-Lease a Bike expressou compreensão e apoio total à decisão de Yates. Grischa Niermann, chefe de corridas da equipe, destacou que a vitória no Giro d’Italia foi um objetivo principal da temporada alcançado com sucesso, e que Yates está se aposentando em um ponto altíssimo de sua carreira. Niermann elogiou Yates como um escalador excepcional e corredor de classificação geral que sempre entregava nos momentos mais importantes, caracterizando sua vitória no Giro como uma conquista especial tanto para o corredor quanto para a equipe.

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