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Tecnologias de Mountain Bike que Queremos Ver em 2026

A equipe técnica do BikeRadar revelou as tecnologias de mountain bike que gostariam de ver em 2026. De caixas de câmbio mainstream a hardtails de alumínio com rodas grandes, passando por câmbio automático em e-bikes.

Tecnologias de Mountain Bike que Queremos Ver em 2026

Sabe aquela sensação quando você vê algo completamente diferente no mundo do mountain bike e pensa “caramba, isso pode mudar tudo”? Pois é exatamente isso que está rolando agora. A turma do BikeRadar perguntou pra equipe técnica deles o que gostariam de ver no MTB em 2026, e as respostas foram bem interessantes — desde caixas de câmbio virando mainstream até o retorno das boas e velhas hardtails com rodas grandes.

Vamos dar uma olhada no que pode estar chegando por aí. E olha, não é só wishful thinking não — tem muita coisa já acontecendo nos bastidores.

O Sonho da Caixa de Câmbio Finalmente Virando Realidade

Alex Evans, um dos editores técnicos do BikeRadar, tocou num ponto que todo mundo que pedala já pensou alguma vez: aquele maldito câmbio traseiro. Sério, passa meia hora na internet e você vai ver gente reclamando dele. É o componente que mais quebra, mais precisa de manutenção e mais tira dinheiro do bolso.

A SRAM até fez um trabalho legal com o sistema Transmission, que conseguiu deixar as coisas mais robustas e mais fáceis de arrumar. Mas vamos combinar: não é barato. O mais simples, o Eagle 70 a cabo, sai por £120, e o top de linha XX SL eletrônico vai pra £695. Isso é muita grana pra um componente que fica ali, exposto, pedindo pra levar pancada.

A Shimano tem opções mais em conta — de £65 a £215 pro XTR — mas os modelos eletrônicos novos (M6200 e M9200) também não são exatamente acessíveis, custando entre £375 e £550.

Mas aqui vem o interessante: caixas de câmbio já existem há anos. Não é novidade. O lance é que em 2025 a coisa deu uma virada legal. Na Copa do Mundo de Downhill, várias equipes adotaram o sistema da Pinion com correia Gates. Atherton, Zerode, Intense e Gamux, todas com esse setup. E teve até um prêmio de 100 mil dólares da Gates pra quem ganhasse uma etapa da Copa do Mundo com bike de correia. Ninguém ganhou ainda, mas o fato de ter esse incentivo já mostra que a coisa tá ficando séria.

Alex acredita que 2026 vai ser o ano em que vamos ver mais protótipos, mais testes, mais bikes de caixa de câmbio aparecendo — mesmo que não seja ainda pra todo mundo comprar. Mas esse movimento da indústria é importante porque mostra que tem gente levando a tecnologia a sério.

O Retorno das Hardtails de Alumínio e Rodas Grandes

Tom Marvin, apresentador do MBUK e colaborador do BikeRadar, tem uma visão interessante pro futuro do mountain bike. Ele é fã de hardtails, curte cross-country e tá de olho nessa história das rodas de 32 polegadas que parece que vai bombar no XC.

E olha o que ele quer ver em 2026: hardtails XC de alumínio na faixa intermediária-alta, com rodas grandes. Pode parecer um retrocesso pra quem só pensa em full suspension e tecnologia de ponta, mas faz todo sentido.

Pensa comigo: quando você quer fazer um pedal longo, explorar as montanhas, ir longe, qual bike você pega? A mais eficiente. E hardtail XC é eficiente. Os argumentos que fizeram as 29ers dominarem o mercado (menor ângulo de rolagem, melhor capacidade de manter velocidade, pedalada mais suave) provavelmente vão se aplicar também pras rodas de 32 polegadas.

E tem mais: quando o trajeto é tranquilo e você precisa pedalar pra caramba pra chegar onde quer, será que você realmente precisa de suspensão traseira? Tom acha que não. E sobre o material do quadro, ele prefere alumínio — mais leve que aço, menos delicado que carbono, menos “ostentação” que titânio.

Ele acredita que vamos ver esse tipo de bike voltando. E faz sentido, principalmente considerando que hardtails de alumínio de entrada estão melhores do que nunca e precisam de mais destaque.

Câmbio Automático: A Evolução que as E-Bikes Merecem

Will Soffe, gerente de oficina do MBUK e BikeRadar, testou uma e-MTB com marcha automática e ficou convencido de que isso vai se tornar comum.

SRAM, Shimano, Bosch e Pinion já têm seus próprios sistemas, então faz sentido que isso se espalhe. E não é só pra iniciante não — tem aplicação pra galera experiente também.

Will testou a Haibike ALLMtn CF 11 com a Unidade de Motor e Caixa de Câmbio Pinion (MGU), e ficou impressionado. Você aperta o botão no manete e a bike entra em modo automático. Você escolhe a cadência que quer manter e a bike muda as marchas pra você ficar sempre naquele ritmo.

Pensa numa subida técnica cheia de raízes e degraus de pedra — daquelas que a velocidade varia absurdamente. Com câmbio automático, você foca em passar os obstáculos sem tirar os dedões do guidão pra trocar marcha. A bike cuida disso.

E isso deve melhorar ainda mais. Com mais sensores e unidades de controle eletrônico mais potentes, o câmbio automático em e-bikes vai ficar cada vez mais inteligente.

Bikes de Entrada Merecem Mais Atenção

Rob Weaver, editor-chefe técnico do BikeRadar e MBUK, tocou num ponto super importante: bikes de entrada estão melhores do que nunca, mas não recebem a atenção que merecem.

Óbvio que entusiastas querem a tecnologia mais recente, as bikes mais caras que vão dar aquela performance extra. E lojas também ganham mais vendendo bikes premium. Mas e quem tá começando? E quem quer entrar no esporte mas não tem grana pra gastar 10, 15 mil reais numa bike?

As coisas evoluíram MUITO nos últimos 15-20 anos. Acabou aquela época de bike de entrada com geometria zuada, freio que não segura nada e componente que quebra só de olhar.

Hoje você consegue hardtails abaixo de £1.000 (aproximadamente R$ 7.000) com suspensão a ar, pneus que grudam no chão, amplitude de marchas decente e até canote retrátil. Dá pra pedalar em trilhas de verdade, dá pra andar forte.

Essas bikes são a porta de entrada pro esporte. São elas que vão fazer gente nova entrar no MTB, se apaixonar e virar ciclista de verdade. E Rob tem razão: marcas e mídia (incluindo a gente aqui) precisam falar mais sobre essas bikes.

Por Que Isso Tudo Importa?

Olha, essas não são só ideias malucas de gente que testa bike pra viver. Tem uma lógica por trás de cada ponto.

Caixas de câmbio resolvem um problema real: quebra e manutenção constante do câmbio traseiro. Se isso virar mais comum e mais acessível, todo mundo sai ganhando — menos tempo na oficina, mais tempo na trilha.

Hardtails com rodas grandes fazem sentido pra quem quer eficiência em pedais longos. Nem todo mundo precisa de 150mm de suspensão traseira. Às vezes você só quer uma bike leve, eficiente e divertida.

Câmbio automático em e-bikes libera capacidade mental pra você focar no que importa — principalmente em trechos técnicos. E com e-bikes ficando cada vez mais populares, isso pode virar padrão.

E bikes de entrada melhores e mais destacadas significam mais gente entrando no esporte, mais gente se apaixonando por pedalar, comunidade maior e mais forte.

O Que Já Está Rolando

Tem coisa já acontecendo que indica que essas tendências não são só sonho:

  • Caixas de Câmbio: A Atherton Bikes lançou o protótipo A.200.G com caixa de câmbio, correia e high pivot. Charlie Hatton, campeão mundial de downhill de 2023, vai correr com uma bike dessas em 2025/2026.
  • Rodas de 32 Polegadas: A Maxxis já está desenvolvendo pneus nesse tamanho. Marcas estão testando. Não é ficção científica, é questão de tempo.
  • E-bikes com Câmbio Automático: Várias marcas já oferecem isso. A Pinion MGU combina motor, caixa de câmbio e correia num sistema integrado.
  • Bikes de Entrada Melhores: Se você olhar os melhores mountain bikes abaixo de £1.000, vai ver opções incríveis que há 10 anos não existiam nessa faixa de preço.

Minhas Impressões Sobre Tudo Isso

Acompanho o mundo do mountain bike faz tempo, e essas tendências me parecem mais realistas do que muita novidade “revolucionária” que aparece e desaparece.

Caixa de câmbio resolve problema real. Não vai substituir câmbio traseiro do dia pra noite (nem precisa), mas pode virar opção sólida pra quem quer menos manutenção e mais confiabilidade. Principalmente em bikes de DH e enduro onde o câmbio apanha muito.

As hardtails com rodas grandes de alumínio fazem total sentido. Tem um público que quer pedalar longe, subir montanhas, explorar — e não precisa de bike super complexa pra isso. Uma hardtail boa de alumínio com geometria moderna e rodas grandes é perfeita.

Câmbio automático em e-bikes parece luxo desnecessário até você testar. Depois você percebe que faz diferença sim, principalmente em trilhas técnicas onde você tá focado em não cair.

E sobre bikes de entrada — isso é fundamental pro esporte crescer. Não adianta só ter bike de 30 mil reais. Precisa ter opção boa e acessível pra quem tá começando. E essas bikes existem, só precisam de mais divulgação.

O Que Esperar de 2026

Não espera que tudo isso vire realidade de uma vez. Mas presta atenção nesses pontos:

  • Mais protótipos e bikes de caixa de câmbio aparecendo em competições e reviews
  • Primeiras bikes comerciais com rodas de 32 polegadas (provavelmente XC de alto nível)
  • E-bikes com câmbio automático virando mais comuns e acessíveis
  • Mais destaque pra bikes de entrada (esperamos!) de marcas grandes
  • Evolução geral dos sistemas — tudo ficando mais leve, mais eficiente, mais confiável

O legal é que essas tecnologias não são excludentes. Você pode ter caixa de câmbio E rodas grandes. Pode ter hardtail E câmbio automático (em versão e-bike). Pode ter bike de entrada com algumas dessas tecnologias conforme elas amadurecem e ficam mais baratas.

O Futuro Tá Chegando (Devagar, Mas Tá Chegando)

Mountain bike é um esporte que evolui. Sempre foi assim. Lembra quando todo mundo achava que 29er era loucura? Hoje é padrão. Lembra quando suspensão a ar era coisa de profissional? Hoje tem em bike de entrada.

Essas tecnologias que o pessoal do BikeRadar quer ver em 2026 têm grande chance de, eventualmente, se tornarem comuns. Talvez não em 2026, talvez não exatamente da forma que imaginamos, mas o caminho tá sendo trilhado.

E isso é bom. Significa que o esporte não estagnou, que tem gente pensando em soluções melhores, que tem inovação rolando. Seja você um iniciante procurando sua primeira bike ou um veterano atrás da próxima evolução tecnológica, tem coisa legal vindo por aí.

Fica de olho nas novidades, mas também curte o que você tem agora. Tecnologia é legal, mas o importante mesmo é pedalar, é curtir a trilha, é viver a experiência. O resto é complemento.

E você, o que gostaria de ver no mountain bike em 2026? Qual dessas tecnologias te empolga mais? Conta pra gente!


Perguntas Frequentes

Caixa de câmbio é realmente melhor que câmbio traseiro?

Depende do que você valoriza. Caixa de câmbio oferece menos manutenção, mais proteção contra impactos e peso mais centralizado na bike. Mas é mais pesada, mais cara e limita opções de quadro. Câmbio traseiro é mais leve, mais barato e tem décadas de desenvolvimento. Pra downhill e e-bikes, caixa de câmbio faz muito sentido. Pra XC de competição, câmbio traseiro ainda leva vantagem.

Rodas de 32 polegadas não vão ser muito grandes pra manobrar?

Provavelmente vão ser menos ágeis que 29ers em curvas fechadas e trilhas técnicas lentas, sim. Mas vão rolar melhor sobre obstáculos, manter velocidade em retas e descidas, e oferecer mais estabilidade. Não são pra todo tipo de trilha ou todo tipo de piloto — provavelmente vão brilhar em XC rápido e maratonas. É questão de escolher a ferramenta certa pro trabalho.

Câmbio automático não tira o “controle” do piloto?

Não necessariamente. A maioria dos sistemas automáticos permite que você mude pra modo manual quando quiser. A ideia não é tirar controle, é liberar capacidade mental em momentos onde você tem coisa mais importante pra focar — tipo não bater numa pedra ou não cair num buraco. Em trilhas técnicas de e-bike, isso pode ser uma mão na roda (literalmente).

Por que hardtail se full suspension é “melhor”?

Full suspension não é “melhor” em absoluto — é melhor pra certas coisas. Hardtail é mais leve, mais eficiente, mais barata, mais simples de manter, e ensina técnica de pilotagem melhor. Pra pedais longos em terreno não super técnico, pra subidas infinitas, pra quem quer algo direto e eficiente, hardtail é excelente. E com geometria moderna e componentes bons, são muito mais capazes do que você imagina.

Vale a pena esperar essas tecnologias antes de comprar bike nova?

Depende da sua situação. Se sua bike atual tá boa e você pode esperar, talvez seja interessante ver como essas tecnologias evoluem. Mas não fica parado sem pedalar esperando o “futuro perfeito” — ele nunca chega, sempre tem algo novo vindo. Se você precisa de bike agora, compra agora. As tecnologias atuais já são excelentes. E quando as novidades chegarem pro consumidor comum (daqui uns anos), sua bike atual ainda vai estar boa.

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