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10 Tendências do Ciclismo para 2026: Da Volta da Venge ao Fim das Rodas Hookless

Descubra as 10 principais tendências do ciclismo para 2026: volta da Specialized Venge, fim das rodas hookless, bikes all-road, Shimano 13v e muito mais. Análise completa das inovações que vão transformar o esporte.

10 Tendências do Ciclismo para 2026: Da Volta da Venge ao Fim das Rodas Hookless

Sabe aquele papo de fim de ano em que a gente começa a especular sobre o que vem por aí? Pois é, no mundo do ciclismo não é diferente. E olha, 2025 trouxe cada coisa louca que a gente mal teve tempo de digerir tudo. Mas já que estamos quase virando a página do calendário, que tal dar uma olhada no que pode rolar em 2026?

Algumas dessas previsões têm cara que realmente vão acontecer. Outras? Bem, digamos que são mais “desejos” do que certezas absolutas. Mas uma coisa é certa: o mundo do ciclismo nunca para, e as marcas estão sempre cozinhando algo novo nos bastidores.

A Specialized Pode Ressuscitar a Venge

Vamos começar pela bomba que muita gente está esperando: a volta da Specialized Venge. E olha, tem lógica nisso. A marca aposentou a Venge lá em 2020, apostando tudo no conceito de “uma bike para tudo” com a Tarmac SL8. Só que o jogo mudou.

Enquanto a Specialized fica com essa história de bike versátil, outras marcas estão empurrando os limites da UCI com frames aero cada vez mais radicais. O Factor One, por exemplo, está aí com aquele garfo bayonet gigante, e a própria Factor afirma que ele é até 22% mais rápido que a Tarmac SL8. Eita!

Então assim, não faz muito sentido a Specialized ficar de fora dessa briga, né? O mercado está claramente pedindo bikes aero dedicadas para corrida, e a marca tem todo o know-how para fazer isso. Seria uma jogada inteligente trazer a Venge de volta, ainda mais com toda essa tecnologia nova que surgiu nos últimos anos.

Rodas Hookless: A Morte Foi Anunciada?

Olha, eu sei que muita gente comprou rodas hookless achando que era o futuro. Mas parece que o futuro mudou de ideia. No Tour de France de 2025, só metade das equipes estava usando hookless, sendo que em 2024 esse número era bem maior. O que aconteceu?

A real é que as vantagens de performance das rodas hookless estão sendo questionadas. E tem mais: os problemas de segurança não param. Pneus saindo do aro viraram uma preocupação real no pelotão profissional, e isso não é brincadeira quando você está descendo a 80 km/h.

Várias marcas já voltaram para os aros com gancho tradicional, ou estão testando designs intermediários como “mini hook”. A Enve com suas SES 4.5 Pro e a Oquo com as RP50LTD são exemplos disso. Minha aposta? 2026 pode ser o ano em que as hookless começam a sumir do radar, tanto no WorldTour quanto nas lojas.

Suspensão em Paris-Roubaix de Novo

Quem lembra do Greg LeMond usando garfos RockShox com 30mm de travel na Paris-Roubaix dos anos 90? Pois é, aquilo foi revolucionário na época. E sabe o que pode rolar? A volta da suspensão para o Inferno do Norte.

Olha, a Paris-Roubaix sempre foi laboratório para tecnologia maluca. Já vimos de tudo: pneus que inflam e desinflam sozinhos como o Gravaa KAPS, sistemas de absorção como o Future Shock da Specialized e o IsoSpeed da Trek.

Com a tecnologia de gravel influenciando cada vez mais as clássicas, e suspensão em bikes gravel virando padrão, não seria nenhuma surpresa ver garfos com suspensão voltando para as pedras. A tecnologia evoluiu MUITO desde os anos 90, então dá pra fazer isso sem adicionar muito peso.

Mais Bikes Abaixo de R$ 5.000? Tomara!

Essa é uma das previsões que eu mais torço para que se realize. A Canyon deu o pontapé inicial no meio do ano com a Endurace AllRoad por £949 (cerca de R$ 5.000 na conversão direta, mas sabemos como funciona aqui no Brasil, né?). A bike vem com groupset Shimano CUES e freios a disco hidráulicos, e foi tão bem avaliada que ganhou até prêmio.

Olha, não vou mentir: cinco mil reais ainda é uma grana preta para a maioria dos ciclistas brasileiros. Mas comparado com o que as marcas grandes estão cobrando hoje em dia, isso representa um avanço. E o CUES da Shimano está aí justamente para isso: trazer tecnologia boa para bikes mais acessíveis.

Se mais marcas entrarem nessa onda em 2026, pode ser que a gente veja uma renovação da categoria de entrada e intermediária. E isso seria ótimo para o esporte como um todo, porque quanto mais gente conseguir começar com uma bike decente, melhor.

Guidões: Preparados Para a Revolução?

A partir de 1º de janeiro de 2026, a UCI vai aplicar novas regras sobre guidões em provas de largada em massa. Basicamente, os guidões precisam ter no mínimo 400mm de largura externa e 280mm entre as manetes de freio.

E adivinha? Essas mudanças podem abrir espaço para designs completamente novos de guidões e cockpits integrados. As marcas vão poder criar soluções que permitam posições agressivas mas que ainda respeitem os limites legais.

Lembra do Jan-Willem van Schip e sua configuração radical com o guidão Speeco? Então, 2026 pode ser o ano em que o design de cockpit vira uma área principal de inovação. Vai ser interessante ver o que as marcas vão inventar.

Shimano Dura-Ace 13 Velocidades: Finalmente?

A SRAM e a Campagnolo já têm seus groupsets wireless de 13 velocidades. Até marcas chinesas como WheelTop e L-Twoo entraram nessa. E a Shimano? Bem, ela está enrolando.

Mas olha, em 2024 apareceu uma patente da Shimano sugerindo um groupset eletrônico de 13 velocidades. Recentemente, a empresa registrou um novo design de gancheira que parece permitir mudanças de 13 velocidades nos sistemas modernos deles.

Com essas patentes circulando há um bom tempo, 2026 pode ser o ano em que finalmente vemos o Dura-Ace Di2 de 13 velocidades chegando ao mercado. E olha, já estava na hora, porque a Shimano está ficando para trás nessa corrida.

A Ascensão Imparável da China no Ciclismo

Pode anotar: marcas chinesas vão dominar cada vez mais. A XDS Carbon-Tech fez sua estreia no WorldTour em 2025, equipando o time XDS-Astana com as bikes X-Lab AD9 (aero) e RS9 (leves). Isso é só o começo.

A real é que a maioria das nossas bikes de carbono já vem da Ásia, com a China tendo um papel gigantesco nisso. Mas 2026 pode ser o ano em que as marcas chinesas direct-to-consumer realmente explodem no mercado global.

Empresas como Yoeleo, XDS Carbon-Tech, Superteam e Wheeltop estão investindo pesado em pesquisa, design e desenvolvimento. Elas estão criando produtos de alta qualidade a preços competitivos, desafiando o domínio tradicional das marcas ocidentais. E olha, isso é bom para nós consumidores, porque significa mais opções e preços melhores.

Volta das Linhas Múltiplas de Bikes de Corrida

Nos últimos anos, muitas marcas embarcaram na filosofia de “uma bike para tudo”. A Trek, por exemplo, combinou a Madone e a Émonda na Madone Gen 8. Mas parece que esse conceito está com os dias contados.

A Factor atualmente oferece TRÊS bikes de corrida distintas: a One, a Ostro VAM e a O2 VAM. A Colnago lançou a V5Rs e a Y1Rs praticamente ao mesmo tempo, sinalizando que uma estratégia de duas bikes é necessária.

Minha aposta é que mais marcas vão seguir esse caminho. Por quê? Porque as bikes especializadas ainda fazem diferença. Uma bike aero pura é mais rápida no plano, e uma bike leve pura é melhor na montanha. Por mais que a tecnologia tenha avançado, ainda não dá para ter o melhor dos dois mundos em uma única plataforma.

Bikes Aero Dominando o Tour de France

Falando em especialização, aqui vai uma previsão quente: todos os principais ciclistas vão usar bikes aero em todas as etapas de estrada do Tour de France 2026. Sim, até nas montanhas.

Pogačar já fez isso no Tour 2025, usando a Colnago Y1Rs em todas as etapas de estrada. E faz sentido: as bikes aero modernas podem ser construídas no limite mínimo de peso da UCI (ou tão perto que a diferença é irrelevante). Então por que não aproveitar os ganhos aerodinâmicos?

O peso deixou de ser uma desvantagem significativa. Agora, qualquer penalização mínima de peso é compensada pelos benefícios de performance. Talvez até a UCI precise rever o limite de peso das bikes para equilibrar as coisas.

Explosão das Bikes All-Road

Se você ainda não ouviu falar em bikes all-road, prepare-se porque elas vão estar em TODA PARTE em 2026. Essas bikes são tipo a solução perfeita para quem quer versatilidade sem abrir mão de performance.

O conceito é simples mas genial: uma bike que anda bem tanto no asfalto liso quanto em estradas de cascalho ou terra. Com muitos ciclistas optando por pneus mais largos, marchas menores e geometria mais relaxada para pedalar confortavelmente nas estradas brasileiras (que a gente sabe como são), essas bikes são a escolha óbvia.

A maioria das marcas já tem uma bike gravel no portfólio. Mas 2026 pode ser o ano em que aquelas que ainda não têm uma all-road dedicada vão lançar uma. A diferença é sutil: enquanto gravel é mais voltada para aventura e off-road pesado, all-road é aquela bike que você usa para ir trabalhar segunda-feira e fazer um breviê no sábado.

Minha Opinião Sobre Tudo Isso

Olha, depois de acompanhar o mundo do ciclismo por tantos anos, uma coisa eu aprendi: as previsões mais óbvias às vezes não acontecem, e as mais malucas se tornam realidade. Mas essas tendências que mencionei aqui têm fundamento sólido.

O que mais me anima? Definitivamente a possibilidade de termos bikes mais acessíveis e a chegada de mais competição no mercado com as marcas chinesas. Isso é bom para todo mundo. O que me preocupa? A questão das rodas hookless mostra como às vezes a indústria empurra tecnologia antes de estar 100% pronta.

E você? O que está esperando para 2026? Deixa nos comentários… ah, espera, os comentários estão desabilitados aqui. Mas você pode compartilhar suas opiniões nas redes sociais! Use a hashtag #Ciclismo2026 e vamos trocar ideias por lá.

Uma coisa é certa: 2026 promete ser um ano empolgante para quem ama bikes. E eu, como sempre, vou estar aqui acompanhando tudo de perto e trazendo as novidades fresquinhas para vocês. Até a próxima!

Perguntas Frequentes Sobre as Tendências do Ciclismo em 2026

1. A Specialized realmente vai relançar a Venge em 2026?

Não há confirmação oficial ainda, mas há fortes indícios que apontam nessa direção. Com concorrentes lançando bikes aero cada vez mais radicais e a Specialized ficando para trás nesse segmento desde 2020, faz sentido estratégico que a marca traga de volta sua lendária plataforma aero. Os rumores têm se intensificado nos últimos meses, especialmente depois que o Factor One demonstrou ser significativamente mais rápido que a Tarmac SL8 em testes de túnel de vento.

2. Por que as rodas hookless estão perdendo espaço no pelotão profissional?

As rodas hookless enfrentam dois problemas principais: questionamentos sobre suas reais vantagens de performance e preocupações sérias com segurança. No Tour de France 2025, houve uma redução significativa no uso dessas rodas comparado a 2024. Vários incidentes de pneus saindo do aro durante descidas em alta velocidade deixaram equipes e ciclistas nervosos. Além disso, estudos recentes começaram a questionar se os ganhos aerodinâmicos realmente compensam as limitações de pressão dos pneus e os riscos envolvidos.

3. Quanto custa uma bike all-road em 2026?

Os preços variam bastante dependendo da marca e do nível de componentes. No mercado internacional, já existem opções começando em torno de £949 (aproximadamente R$ 5.000), como a Canyon Endurace AllRoad. No Brasil, devido a impostos e taxas de importação, bikes all-road de entrada costumam começar entre R$ 8.000 e R$ 12.000, enquanto modelos intermediários podem chegar a R$ 20.000 ou mais. Modelos top de linha com groupsets eletrônicos e rodas de carbono facilmente ultrapassam os R$ 30.000.

4. Qual a diferença entre bike gravel e all-road?

Embora os termos sejam frequentemente usados como sinônimos, há diferenças sutis mas importantes. Bikes gravel tendem a ter geometria mais relaxada, maior espaço para pneus largos (até 50mm ou mais), e são projetadas para aventuras e terrenos off-road mais severos. Já as all-road são mais versáteis, com geometria que favorece tanto o asfalto quanto caminhos de terra leves, geralmente aceitando pneus até 42mm. Pense na gravel como a aventureira e na all-road como a coringa do dia a dia.

5. O groupset Shimano de 13 velocidades será wireless?

Sim, todas as indicações apontam que o futuro groupset Shimano de 13 velocidades será totalmente wireless, seguindo a tendência estabelecida pela SRAM com a AXS e pela Campagnolo com a Super Record Wireless. As patentes recentes da Shimano mostram sistemas eletrônicos sem cabos, e faria sentido a marca pular direto para a tecnologia wireless ao invés de lançar uma versão com fios primeiro. Isso também facilitaria a compatibilidade com os novos padrões de quadros e a integração com outros dispositivos eletrônicos.

6. Marcas chinesas são confiáveis para comprar bikes de alto nível?

A qualidade das marcas chinesas evoluiu dramaticamente nos últimos anos. Empresas como XDS, Yoeleo e Superteam investiram pesadamente em P&D e controle de qualidade, produzindo bikes que em muitos casos rivalizam ou superam marcas tradicionais ocidentais. O fato de a XDS estar equipando uma equipe WorldTour é prova disso. No entanto, como em qualquer compra, é importante pesquisar a reputação específica da marca, verificar garantias e suporte pós-venda. Muitas marcas chinesas oferecem excelente custo-benefício, mas certifique-se de que há suporte adequado no Brasil antes de comprar.

7. Vale a pena esperar para comprar uma bike nova em 2026?

Depende da sua situação atual e do que você está procurando. Se você está de olho em tecnologias específicas como o novo Shimano de 13 velocidades ou quer uma das novas bikes aero que podem ser lançadas, pode valer a pena esperar os primeiros meses de 2026. No entanto, se sua bike atual já não está atendendo suas necessidades, não há razão para adiar. As bikes de 2025 já são excelentes e você pode encontrar ótimos descontos no final do ano. Lembre-se: a melhor bike é aquela que você está usando agora, não a que está por vir.

8. Qual o impacto das novas regras da UCI sobre guidões?

As novas regras da UCI sobre dimensões mínimas de guidões (400mm de largura externa, 280mm entre manetes) vão forçar alguns ajustes, especialmente para ciclistas que usam guidões muito estreitos. No entanto, o impacto será maior na indústria do que nos ciclistas recreativos. As marcas precisarão redesenhar cockpits integrados e guidões para atender às especificações. Para a maioria dos ciclistas amadores, essas regras não farão diferença, já que poucos usam guidões tão estreitos. O lado positivo é que isso pode estimular inovação em designs de guidões mais aerodinâmicos dentro dos limites legais.

9. Bikes com suspensão são realmente necessárias para Paris-Roubaix?

Necessárias talvez seja uma palavra forte, mas certamente ajudam. A Paris-Roubaix é conhecida como o “Inferno do Norte” por boas razões – os setores de paralelepípedos são brutais para bike e ciclista. Sistemas de suspensão, sejam garfos com travel curto ou sistemas como Future Shock e IsoSpeed, podem fazer diferença significativa no conforto e no controle da bike. A questão é equilibrar o benefício da suspensão com o peso adicional. Com a tecnologia moderna, é possível criar sistemas de suspensão muito leves e eficientes, tornando-os mais viáveis para corridas como Roubaix.

10. Por que bikes aero são usadas até em etapas de montanha agora?

A revolução aconteceu porque as bikes aero modernas conseguem ser construídas no limite de peso mínimo da UCI (6,8kg) ou muito próximo disso. Antigamente, bikes aero eram significativamente mais pesadas que bikes de escalada, mas isso não é mais verdade. Com os avanços em materiais e design, uma bike aero pode pesar o mesmo que uma de escalada pura, mantendo todos os benefícios aerodinâmicos. Como os ciclistas passam tempo significativo em posições aero mesmo nas montanhas (nos falsos planos e descidas), faz sentido usar uma bike aero que só vai perder décimos de segundo nas subidas mais íngremes, mas vai ganhar segundos valiosos no resto do percurso.

11. Como saber se devo escolher uma bike all-road ou uma speed tradicional?

A escolha depende principalmente do tipo de terreno onde você vai pedalar. Se você mora em região com asfalto impecável e só pedala em estradas pavimentadas, uma speed tradicional pode ser melhor, oferecendo máxima eficiência no asfalto. Mas se você enfrenta estradas ruins, quer explorar caminhos de terra eventualmente, ou busca mais conforto para pedais longos, a all-road é a escolha inteligente. Outro fator é o uso: para quem quer uma única bike para treinos, passeios e até algumas aventuras leves off-road, a all-road é imbatível. Já para quem compete em estrada e quer máxima performance em asfalto liso, a speed tradicional ainda reina.

12. O que esperar dos preços de bikes em 2026 no Brasil?

Essa é a pergunta de um milhão de dólares (ou reais, no nosso caso). A tendência global é de maior competição no mercado com a entrada de marcas chinesas, o que poderia pressionar os preços para baixo. No entanto, no Brasil temos a questão do câmbio, impostos de importação e a instabilidade econômica. É possível que vejamos mais opções na faixa de R$ 5.000 a R$ 8.000 com a popularização de componentes como o Shimano CUES. Bikes de nível intermediário devem continuar na faixa de R$ 10.000 a R$ 20.000. Já os modelos top de linha podem até ficar mais caros se incluírem as novas tecnologias como groupsets de 13 velocidades. A dica é acompanhar as promoções de Black Friday e fim de ano para pegar modelos de 2025 com descontos interessantes.

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