O gelo da manhã ainda cobria os cantos mais sombreados do circuito de Zonhoven quando os primeiros corredores começaram a aquecer neste domingo. Ali, naquele frio cortante típico do inverno belga, cerca de quinze mil espectadores se aglomeravam nas arquibancadas e ao longo do percurso, esperando por mais um capítulo da temporada de cyclocross que tem sido simplesmente dominada por um nome: Mathieu van der Poel.
E o holandês não decepcionou. Mais uma vez. Pela nona vez consecutiva nesta temporada, o campeão mundial cruzou a linha de chegada em primeiro lugar, mantendo uma sequência que já parece coisa de outro planeta. Mas o que poderia ter sido apenas mais uma demonstração de força se transformou numa corrida marcada pelo drama, especialmente para Thibau Nys, que viu suas chances de vitória literalmente se partirem junto com seu guidão.
Quando o Destino Decide Aparecer nos Piores Momentos
A corrida mal tinha começado quando ficou claro que teríamos um duelo interessante. Van der Poel largou forte, como sempre, mas Nys estava ali, colado, mostrando que não tinha vindo apenas para completar o percurso. O jovem belga, que lidera a classificação geral da Copa do Mundo, parecia estar num dos seus melhores dias.
Por três voltas, o circuito de Zonhoven foi palco daquilo que todos queriam ver: dois dos melhores ciclistas de cyclocross do mundo se desafiando em condições extremas. A temperatura beirava os -5°C, e o solo congelado transformava cada curva numa loteria. Mas ambos navegavam pelo percurso com a confiança de quem conhece cada centímetro daquelas trilhas geladas.
Foi na quarta volta que tudo mudou. Numa seção técnica repleta de neve compactada e gelo, Nys perdeu o controle. A queda foi feia – daquelas que você vê e já torce para o cara estar bem. O belga foi direto contra as barreiras de proteção, atravessou a cerca de segurança e caiu no meio da multidão.
O público reagiu rapidamente, ajudando Nys a voltar para o circuito. Mas quando ele pegou a bike de volta, algo estava terrivelmente errado. O guidão direito estava quebrado. Completamente partido. Nys olhou para baixo, viu o estrago e, mesmo assim, tentou continuar. Começou a correr carregando a bike nas costas, procurando desesperadamente chegar aos boxes onde poderia fazer a troca.
Só que no cyclocross, alguns segundos podem significar a diferença entre estar na briga pelo pódio ou terminar fora dos dez primeiros. Quando Nys finalmente conseguiu uma bike nova e voltou ao circuito, tinha perdido mais de um minuto. Van der Poel já estava longe, construindo uma vantagem confortável, e o grupo de perseguidores também havia se distanciado.
Van der Poel: A Máquina Que Não Para
Enquanto o drama de Nys se desenrolava, Mathieu van der Poel fazia o que tem feito desde que decidiu voltar ao cyclocross nesta temporada: vencer com autoridade. O holandês da Alpecin-Premier Tech não precisou nem forçar muito para abrir vantagem sobre seus perseguidores.
A cada volta, a diferença aumentava. Nas seções técnicas com areia congelada, Van der Poel parecia flutuar sobre a bike. Nas subidas íngremes que caracterizam Zonhoven, ele simplesmente acelerava e deixava todos para trás. Até sofreu um furo no pneu durante a prova, mas com tamanha vantagem que conseguiu trocar de bike sem perder a liderança.
“Não era o plano, mas tive uma largada muito boa”, comentou Van der Poel após a prova, ainda tentando recuperar o fôlego. “Queria fazer uma hora no meu próprio ritmo, especialmente nessas condições. Antes de voltar para a Espanha, foi bom poder acelerar por uma hora inteira.”
O campeão mundial cruzou a linha de chegada com impressionantes 45 segundos de vantagem sobre seu companheiro de equipe Tibor Del Grosso, que garantiu uma dobradinha da Alpecin-Premier Tech ao conquistar o segundo lugar. Emiel Verstrynge, da Crelan-Corendon, completou o pódio em terceiro.
Para Van der Poel, essa vitória representa muito mais do que apenas manter a sequência invicta. Com 200 pontos, ele assumiu a liderança da classificação geral da Copa do Mundo UCI de Cyclocross, ultrapassando justamente Nys, que permanece em segundo com 190 pontos mas viu sua vantagem evaporar após o 19º lugar em Zonhoven.
O Circuito Implacável de Zonhoven
Quem já teve a oportunidade de competir ou mesmo assistir a uma corrida em Zonhoven sabe que este é um dos circuitos mais exigentes de todo o calendário do cyclocross mundial. A famosa “montanha de areia” de Zonhoven é lendária no esporte – uma subida brutal onde os corredores precisam desmontar da bike e correr pela areia fofa, carregando suas máquinas nas costas.
Neste domingo, porém, a areia estava congelada. O que normalmente seria uma seção extremamente técnica e cansativa se transformou numa superfície dura e escorregadia. Os pilotos precisaram recalibrar completamente sua técnica, encontrando novas linhas e ajustando a velocidade em curvas que, em condições normais, já são desafiadoras.
“O freezer que foi este circuito hoje testou não apenas nossas pernas, mas principalmente nossa capacidade de adaptação”, explicou Toon Aerts, que chegou em quarto lugar. “Cada curva era uma aposta. Você nunca sabia exatamente quanto grip teria.”
As temperaturas abaixo de zero também afetaram os equipamentos. Vários corredores relataram problemas com as mãos congeladas, dificuldade para trocar marchas com precisão e pneus que simplesmente não ofereciam a tração esperada mesmo com pressões ajustadas para o frio.
Del Grosso Aproveita a Oportunidade
Para Tibor Del Grosso, companheiro de equipe de Van der Poel, a corrida de Zonhoven representou sua melhor performance da temporada. O jovem húngaro, que tem mostrado evolução constante ao longo da temporada, conseguiu se destacar do grupo de perseguidores na penúltima volta para garantir o vice-campeonato.
“Quando vi que o Mathieu estava abrindo vantagem e que o Thibau tinha caído, sabia que precisava aproveitar essa chance”, explicou Del Grosso. “Não é todo dia que você tem oportunidade de subir no pódio de uma etapa da Copa do Mundo.”
O segundo lugar de Del Grosso também representa um momento importante para a Alpecin-Premier Tech, que conseguiu colocar dois corredores no pódio pela primeira vez na temporada. A equipe holandesa tem investido pesado no desenvolvimento de jovens talentos do cyclocross, e resultados como este mostram que a estratégia está funcionando.
Thibau Nys e a Frustração de Estar Tão Perto
Para Nys, a queda em Zonhoven foi especialmente frustrante porque aconteceu num momento em que ele parecia estar com todas as condições de, no mínimo, brigar pelo pódio. O belga de 22 anos tem sido uma das revelações desta temporada de cyclocross, conquistando o título de campeão europeu e mostrando consistência impressionante.
A temporada de Nys começou com vitórias importantes e performances sólidas que o colocaram na liderança da classificação geral. Agora, após o contratempo em Zonhoven, ele vê Van der Poel assumir o comando da Copa do Mundo com uma vantagem de 10 pontos – pequena, mas significativa considerando a forma absoluta do holandês.
“São coisas que acontecem no cyclocross”, disse Nys em entrevista rápida após a prova, ainda visivelmente frustrado. “Estava me sentindo bem, conseguindo acompanhar o ritmo do Mathieu, mas uma queda assim… quebrar o guidão… não tem muito o que fazer. Agora é focar nas próximas corridas.”
A equipe Baloise Verzekeringen-Het Poetsbureau Lions anunciou que Nys não sofreu lesões graves na queda, apenas alguns arranhões e hematomas. Ele deve estar de volta à competição já na próxima etapa da Copa do Mundo.
A Liderança da Copa do Mundo Muda de Mãos
Com essa vitória, Mathieu van der Poel assume a ponta da classificação geral da Copa do Mundo UCI de Cyclocross pela primeira vez na temporada. São cinco vitórias em cinco corridas disputadas por ele até agora – uma demonstração de superioridade que lembra suas melhores temporadas no passado.
Van der Poel tem 200 pontos, seguido por Nys com 190. Laurens Sweeck, que liderava a classificação antes desta etapa, não pôde largar devido a uma lesão sofrida na semana anterior e caiu para terceiro lugar, agora com menos chances de brigar pelo título geral.
O holandês já deixou claro que seu grande objetivo nesta temporada de inverno é conquistar o oitavo título mundial de cyclocross, o que o colocaria sozinho no topo da lista de maiores campeões da história, superando Erik De Vlaeminck. A Copa do Mundo, embora prestigiosa, serve principalmente como preparação para o Mundial que acontecerá no início de fevereiro em Hulst, na Holanda.
Outras Ausências Notáveis
Além de Sweeck, outro grande nome ausente em Zonhoven foi Wout van Aert. O belga, que tem disputado um calendário enxuto de cyclocross nesta temporada, optou por não correr em Zonhoven, focando suas energias nas corridas que vêm pela frente, incluindo o Campeonato Nacional Belga.
A ausência de Van Aert deixa uma lacuna significativa no pelotão. Os duelos entre ele e Van der Poel historicamente produziram algumas das melhores corridas de cyclocross dos últimos anos. No entanto, Van Aert tem priorizado sua preparação para a temporada de estrada, onde suas ambi ções nas clássicas de primavera continuam sendo seu foco principal.
O Nível Técnico Exigido em Zonhoven
O que torna Zonhoven tão especial no calendário do cyclocross é a variedade de obstáculos e terrenos que os corredores enfrentam. Além da famosa subida de areia, o circuito apresenta seções técnicas com curvas fechadas, trechos rápidos de grama onde o poder conta muito, e áreas com tábuas para saltar que testam a técnica de bike handling de cada atleta.
Neste domingo, com o circuito congelado, essas características se tornaram ainda mais desafiadoras. A areia dura exigia uma abordagem completamente diferente da habitual. As curvas de grama se transformaram em pistas de patinação. E as tábuas ficaram escorregadias, fazendo com que vários corredores cometessem erros ao tentarem saltá-las com muita velocidade.
Joris Nieuwenhuis, que terminou em quinto lugar, comentou sobre as condições: “É um circuito que já é duro em condições normais. Com tudo congelado assim, fica quase impossível encontrar um ritmo constante. A cada volta, as condições mudavam um pouco conforme o sol começava a bater em algumas partes do percurso.”
Van der Poel e a Gestão do Furo
Um aspecto interessante da corrida foi como Van der Poel lidou com o furo que sofreu durante a prova. Estava na quinta volta quando percebeu que o pneu traseiro havia perdido pressão. Em vez de entrar em pânico ou tentar forçar até os boxes, ele simplesmente manteve a calma, gerenciou a situação e fez a troca no momento certo.
“Eu já tinha uma boa vantagem quando furei”, explicou Van der Poel. “Estava num bom fluxo, num bom ritmo, e o furo quebrou um pouco esse ritmo e me custou algum tempo. Doeu nas pernas porque foi um longo trecho para pedalar com o pneu furado, mas nunca entrei em pânico porque senti que estava tendo um bom dia.”
Essa capacidade de manter a compostura mesmo quando algo dá errado é uma das características que separa os grandes campeões do resto. Van der Poel perdeu cerca de 15-20 segundos com o incidente, mas recuperou rapidamente e ainda assim venceu com folga.
A Batalha pelo Pódio
Enquanto Van der Poel dominava na frente e Nys lutava para se recuperar da queda, a batalha real estava acontecendo pelo pódio. Del Grosso, Verstrynge, Aerts e Niels Vandeputte formaram um grupo compacto que trocou posições constantemente durante toda a corrida.
Foi apenas na penúltima volta que Del Grosso conseguiu se destacar, usando sua velocidade superior nas seções rápidas para abrir uma pequena vantagem que manteve até o fim. Atrás dele, Verstrynge teve que defender sua posição de Vandeputte num sprint emocionante para a linha de chegada, levando a melhor por apenas alguns metros.
“Sabia que se quisesse o pódio, precisava atacar cedo e forte”, disse Del Grosso. “Esperei o momento certo numa seção rápida onde tenho confiança e dei tudo. Felizmente, consegui manter a vantagem até o final.”
O Que Essa Vitória Significa Para Van der Poel
Esta nona vitória consecutiva de Mathieu van der Poel no cyclocross não é apenas mais um número impressionante em suas estatísticas – é um lembrete de por que ele é considerado um dos maiores talentos do ciclismo mundial atual.
O holandês tem a habilidade rara de dominar em múltiplas disciplinas do ciclismo. Na estrada, já venceu Paris-Roubaix, Milão-San Remo, o Tour de Flandres e vestiu a camisa amarela do Tour de France. No mountain bike, é campeão olímpico. E no cyclocross, já conquistou sete títulos mundiais, buscando o oitavo nesta temporada.
Essa versatilidade é praticamente inédita no ciclismo moderno. Poucos atletas conseguem atingir o topo em uma disciplina, quanto mais em três. Van der Poel faz parecer fácil, transitando entre modalidades com uma naturalidade que deixa até os especialistas impressionados.
Sweeck: A Ausência que Mudou o Tabuleiro
Laurens Sweeck, que liderava a classificação geral da Copa do Mundo antes de Zonhoven, viu suas chances de título diminuírem significativamente com sua ausência forçada. O belga da Crelan-Corendon sofreu uma lesão numa queda durante o X20 Trofee em Loenhout e não teve condições de competir.
A lesão de Sweeck abre espaço para uma batalha mais direta entre Van der Poel e Nys pela liderança da Copa do Mundo. Com Sweeck agora em terceiro e aparentemente perdendo terreno, o restante da temporada promete ser um duelo fascinante entre o veterano holandês tentando mais uma vez dominar o inverno europeu e o jovem belga tentando conquistar seu primeiro título geral da Copa do Mundo.
A Atmosfera Única de Zonhoven
Quem nunca esteve em Zonhoven para uma etapa da Copa do Mundo não pode imaginar a atmosfera que cerca essas corridas. Mesmo com temperaturas abaixo de zero, quinze mil pessoas compareceram ao circuito, criando uma parede de som que acompanha os corredores por todo o percurso.
O público belga de cyclocross é conhecido por sua paixão e conhecimento profundo do esporte. Eles não estão ali apenas para ver quem vai ganhar – eles entendem as nuances táticas, reconhecem quando um corredor faz uma linha perfeita numa curva difícil, e apreciam cada detalhe técnico da corrida.
“Correr em Zonhoven é sempre especial”, comentou Emiel Verstrynge, que garantiu o terceiro lugar. “O público aqui entende de cyclocross. Eles te puxam para frente, te dão energia quando você está sofrendo. É uma experiência única.”
O Futuro Próximo da Copa do Mundo
Com nove das doze etapas ainda por disputar, a temporada de Copa do Mundo UCI de Cyclocross 2025-26 está apenas esquentando. As próximas corridas incluem alguns dos circuitos mais icônicos do calendário internacional, e a expectativa é que Van Aert eventualmente se junte à briga, tornando tudo ainda mais emocionante.
Van der Poel deixou claro que pretende correr a maioria das etapas restantes, mantendo seu foco no objetivo principal: o Mundial de Hulst em fevereiro. Para Nys, a prioridade agora é recuperar os pontos perdidos em Zonhoven e tentar reconquistar a liderança antes que a vantagem de Van der Poel se torne intransponível.
A próxima etapa acontece já no próximo fim de semana, e promete ser mais um capítulo emocionante desta temporada que tem sido dominada, mas de forma alguma decidida. No cyclocross, como Nys aprendeu da forma mais dura em Zonhoven, tudo pode mudar numa questão de segundos.
Lições de Uma Corrida Brutal
O que Zonhoven nos ensinou neste domingo gelado de janeiro? Primeiro, que Mathieu van der Poel continua sendo o padrão de excelência no cyclocross mundial. Nove vitórias em nove corridas não é apenas sorte ou uma série de bons dias – é dominância absoluta.
Segundo, que o cyclocross é um esporte brutal e imprevisível. Nys estava competindo em alto nível, mostrando que tinha condições de brigar pelo pódio, e uma única queda mudou completamente sua corrida. Um guidão quebrado, alguns segundos perdidos, e de repente você está terminando em 19º lugar em vez de lutar pela vitória.
Terceiro, que a Copa do Mundo ainda está completamente aberta. Dez pontos separam o primeiro do segundo colocado. Tudo pode acontecer nas próximas corridas. Uma queda de Van der Poel, um dia excepcional de Nys, e a liderança muda de mãos novamente.
E finalmente, que o público do cyclocross é absolutamente apaixonado por este esporte. Quinze mil pessoas enfrentando frio de -5°C para ver uma corrida de uma hora. Isso é dedicação. Isso é amor pelo ciclismo na sua forma mais pura e desafiadora.
Perguntas Frequentes
Van der Poel realmente está invicto há nove corridas consecutivas?
Sim, Mathieu van der Poel venceu todas as nove corridas de cyclocross que disputou nesta temporada 2025-26. Esta sequência inclui vitórias em etapas da Copa do Mundo UCI, X2O Trofee e outras competições importantes do calendário europeu. É uma demonstração impressionante de consistência e superioridade técnica que coloca o holandês como amplo favorito para conquistar seu oitavo título mundial.
O que exatamente aconteceu com Thibau Nys durante a corrida?
Na quarta volta da corrida, Thibau Nys sofreu uma queda violenta numa seção técnica do circuito. Ele perdeu o controle da bike, atravessou a cerca de proteção e caiu no meio da multidão. O impacto foi tão forte que quebrou completamente o lado direito de seu guidão. Nys tentou continuar correndo com a bike quebrada até conseguir chegar aos boxes para fazer a troca, mas perdeu mais de um minuto nesse processo, o que efetivamente tirou suas chances de um bom resultado.
Quantos pontos separam Van der Poel de Nys na classificação geral?
Após a vitória em Zonhoven, Mathieu van der Poel lidera a classificação geral da Copa do Mundo UCI com 200 pontos, apenas dez pontos à frente de Thibau Nys que tem 190 pontos. Laurens Sweeck está em terceiro lugar, mas sua ausência em Zonhoven por lesão o deixou mais distante da liderança e com chances diminuídas de conquistar o título geral desta temporada.
Por que Wout van Aert não competiu em Zonhoven?
Wout van Aert tem disputado um calendário bastante reduzido de cyclocross nesta temporada, com apenas oito corridas programadas entre dezembro e janeiro. O belga está usando essas provas principalmente como preparação para sua temporada de estrada, onde suas principais ambições estão nas clássicas de primavera como Paris-Roubaix e Tour de Flandres. Zonhoven não estava em seu calendário planejado, e Van Aert preferiu focar em outras corridas que se encaixam melhor em seu planejamento de treinamento.
Quando Van der Poel pode conquistar o oitavo título mundial?
O Campeonato Mundial de Cyclocross 2026 está agendado para acontecer no início de fevereiro em Hulst, Holanda. Esta será a oportunidade de Mathieu van der Poel conquistar seu oitavo título mundial de cyclocross, o que o colocaria sozinho no topo da lista de maiores campeões da história da modalidade, superando a marca de sete títulos de Erik De Vlaeminck. Considerando sua forma atual e sequência invicta, Van der Poel é o amplo favorito para esse recorde histórico.

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