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Sam Bennett revela susto cardíaco e volta aos treinos após cirurgia: “Sentia palpitações e uma sensação estranha no peito”

O velocista irlandês Sam Bennett passou por cirurgia cardíaca após sofrer fibrilação atrial. Descubra como ele está se recuperando, os sintomas que sentiu e o que isso significa para sua volta ao pelotão profissional em 2026.

Sam Bennett revela susto cardíaco e volta aos treinos após cirurgia: "Sentia palpitações e uma sensação estranha no peito"

Sabe aquela história de que atleta de alto rendimento é praticamente indestrutível? Pois é, a realidade às vezes bate na porta de um jeito que ninguém espera. Sam Bennett, o velocista irlandês que já nos deu tantas alegrias com suas vitórias explosivas, passou por um baita susto no final de 2024. E olha, não foi pouca coisa não.

O cara de 34 anos, que acabou de assinar com a Pinarello Q36.5 para 2026, descobriu que estava com fibrilação atrial. Para quem não manja muito do assunto, é basicamente quando o coração começa a bater de forma irregular, e acredite, isso não tem nada de legal quando você é um atleta profissional que vive de empurrar o corpo ao limite.

Quando o coração apita e você percebe que algo está errado

A história começou de um jeito meio estranho. Bennett estava voltando aos treinos depois de uma pausa e sentiu que algo não batia certo. Literalmente. Em entrevista ao Irish Independent, ele contou com uma sinceridade brutal:

“Para ser sincero, não queria incomodar ninguém. Meio que esperei até saber que os médicos estariam acordados e liguei para eles. No final do ano passado, eu não estava indo bem e não conseguia entender o que estava acontecendo. Voltei a treinar e tive sensações estranhas nos primeiros três dias.”

Aquela sensação de “nossa, estou muito fora de forma” rapidamente se transformou em algo bem mais sério. Na mesma noite, já deitado na cama, começou a sentir palpitações cardíacas, aquelas arritmias que te fazem perceber que o motor não está funcionando direito. E o pior: ele não sabia o que diabos estava acontecendo.

“Comecei a ter palpitações, aquelas sensações de flutter no coração, e um desconforto no peito. Conseguia sentir minha frequência cardíaca subindo e o fato de não saber o que estava rolando não ajudava em nada”, descreveu Bennett, mostrando que mesmo os atletas mais cascudos ficam assustados quando o corpo dá sinais estranhos.

A reação rápida que fez toda a diferença

Aqui vale um elogio: Bennett não ficou de bobeira. Ligou imediatamente para a equipe médica da Pinarello Q36.5, e o pessoal deles não brincou em serviço. No dia seguinte – isso mesmo, no dia seguinte! – ele já estava consultando um especialista de primeira linha.

“Acho que aconteceu no dia 14 de novembro e no dia seguinte já estava direto com um especialista top. A equipe médica foi absolutamente sensacional”, contou o irlandês, deixando claro que teve sorte de estar nas mãos de profissionais que levaram o assunto a sério desde o início.

E olha, isso aqui é importante de ressaltar: fibrilação atrial não é brincadeira, especialmente para ciclistas que passam horas e horas empurrando o coração ao limite. Segundo especialistas, é um dos problemas cardíacos mais comuns em ciclistas de meia-idade, causado por sinais elétricos desordenados nas câmaras superiores do coração. O resultado? Batimentos irregulares, queda imediata de performance – estamos falando de 30% de potência indo embora – e aquele gostinho amargo de “algo está muito errado”.

Cirurgia, repouso forçado e a volta gradual

Bennett passou por uma ablação cardíaca em meados de novembro. Para quem não é da área médica, é um procedimento onde eles essencialmente “resetam” o sistema elétrico do coração, eliminando os pontos que estavam causando a bagunça. Não é cirurgia de coração aberto nem nada do tipo, mas também não é passear no parque.

Depois veio a parte chata: oito semanas tomando anticoagulantes e zero bike. Nada de treino pesado, nada de riscos. O Dr. Lorenz Emmert, médico da equipe, explicou em comunicado oficial que tudo foi feito seguindo protocolos médicos rigorosos:

“Depois da ablação e de completar todos os exames médicos necessários, o atleta foi liberado para retomar os treinos progressivamente. O retorno à atividade foi estruturado, gradual e monitorado de perto em cada etapa, totalmente alinhado com os protocolos médicos.”

Agora, a parte legal: Bennett está de volta à bike. Não com tudo ainda, óbvio, mas pedalando. E o cara está esperançoso de que talvez – só talvez – aquele probleminha no coração explique algumas coisas que vinham o incomodando há um tempão.

Os mini-episódios que podem ter roubado seus sprints

Aqui fica interessante. Bennett começou a conectar os pontos e percebeu que, nos últimos anos, vinha tendo sensações estranhas durante as competições. Aquelas coisas que você acha que é falta de forma, cansaço acumulado, idade chegando… mas que podem ter sido sinais de que o coração estava patinando.

“Nos últimos anos, tive várias dessas sensações estranhas. Disseram que era possível que eu estivesse tendo mini-episódios que me impediam de ir mais fundo nos sprints. O que rolou comigo foi que as duas câmaras superiores batiam duas vezes mais rápido que as inferiores”, explicou.

Traduzindo: o cara estava recebendo apenas 30 ou 40% do fluxo sanguíneo normal. Imagina tentar ganhar um sprint contra os melhores velocistas do mundo operando com menos da metade do tanque? Impossível.

“Quando eu entrava no sprint, ia acelerar e tinha que sentar de novo. Meio que bate com o que estava acontecendo, mas só vou saber se era isso quando voltar a correr”, ponderou Bennett com aquela cautela de quem já levou muita pancada do esporte e aprendeu a não criar expectativas altas demais.

O contexto que complica: dois anos sem vitórias no WorldTour

Não dá para ignorar o elefante na sala: Bennett passou os últimos dois anos na Decathlon AG2R La Mondiale e, embora tenha vencido nove corridas, nenhuma foi em nível WorldTour. Para um cara que já levantou os braços nas três Grandes Voltas – Tour de France, Giro d’Italia e Vuelta a España – isso dói.

Mas agora faz sentido, né? Talvez não fosse só questão de forma física, idade ou equipe. Talvez o motor realmente estivesse falhando e ninguém tinha percebido ainda. Isso coloca uma luz diferente em tudo que aconteceu nos últimos anos.

2026: tudo ou nada para Sam Bennett

Agora vem a parte que todo fã de ciclismo quer saber: e daí? Como é que fica? Bennett não fugiu da real e jogou limpo sobre as expectativas para a temporada que vem:

“Meu primeiro objetivo é atingir um nível alto o suficiente para estar competindo de novo. Se eu conseguir isso, com certeza adoraria correr uma [Grande Volta] de novo. Mas não quero mais perder o tempo das pessoas. Recebi uma tábua de salvação com essa equipe. É tudo ou nada esse ano e estou dentro com tudo.”

É essa sinceridade brutal que a gente respeita. Não tem papinho furado de “ah, estou 100%”, “vou dominar tudo”. É um cara de 34 anos que sabe que está numa encruzilhada da carreira e que essa pode ser a última chance de provar que ainda tem lenha para queimar.

Doug Ryder, o gerente da Pinarello Q36.5, também não economizou no apoio: “Ver Sam de volta aos treinos é o sinal mais importante e positivo. Ele encarou o processo com paciência e profissionalismo, e a equipe o apoiou em cada passo. Continuamos totalmente ao lado dele, primeiro como pessoa, depois como ciclista.”

Isso é bonito de ver. Em um esporte que às vezes parece uma máquina de moer carne, onde você é tão bom quanto sua última vitória, ter uma equipe que coloca a saúde do atleta em primeiro lugar faz toda a diferença.

O plano de retorno: cautela e realismo

Bennett não está com pressa boba. Ele estabeleceu final de março como meta para estar pronto para competir, mas deixou claro que vai respeitar o corpo:

“Não tem nada realmente planejado, mas não quero ficar muito relaxado. Estou me colocando o final de março como prazo para estar pronto, para não tirar o pé do acelerador, mas só posso fazer o que o corpo me deixar fazer.”

Oito semanas em anticoagulantes significam que até um tombo básico de treino poderia virar um problemão. Por isso, nada de arriscar antes da hora. Agora que está liberado, é questão de ir escalando o volume e a intensidade sem pisar no freio, mas também sem apertar demais o acelerador.

“Fiquei tomando anticoagulantes por oito semanas. Não podia arriscar cair, mas agora estou operando de novo, de volta à estrada. Não tem muito planejado, mas não quero ficar muito relaxado sobre isso”, afirmou o irlandês.

O que isso nos ensina sobre saúde cardiovascular no ciclismo

O caso de Bennett acende um alerta importante: ciclistas de endurance têm risco quatro vezes maior de desenvolver fibrilação atrial do que pessoas sedentárias. Parece contraintuitivo, né? Você se mata treinando para ser saudável e acaba criando outro tipo de problema.

O coração de um atleta de elite bate milhões de vezes a mais que o de uma pessoa comum, e às vezes isso cobra seu preço. Não é questão de parar de treinar ou de ter medo, mas de estar atento aos sinais. Palpitações, sensação estranha no peito, cansaço desproporcional – essas coisas não devem ser ignoradas.

O caso do Bennett também mostra como é fundamental ter uma equipe médica competente ao redor. A Pinarello Q36.5 não vacilou: sintomas num dia, especialista no outro, cirurgia logo em seguida. Isso salvou a carreira (e possivelmente a vida) do cara.

A torcida está com você, Sam

No final das contas, o que fica é a torcida. Bennett é daqueles corredores que a gente gosta de ver ganhando. Não é o mais talentoso, não é o mais forte, mas é garra pura. É o cara que briga, que sofre, que leva tombo e levanta. Ver ele passar por isso e ter a coragem de dizer “é tudo ou nada” é inspirador.

Se esse problema cardíaco realmente estava roubando dele 30-40% de performance nos últimos anos, imagina o que pode vir pela frente agora que está resolvido? Pode ser que estejamos falando de um renascimento de carreira aos 34 anos. Pode ser que aquele Sam Bennett explosivo dos sprints volte com tudo.

Ou pode ser que o corpo já tenha cobrado demais e não dê mais para competir no mais alto nível. Seja como for, o cara merece nosso respeito por não desistir, por tratar o problema de frente e por ter a humildade de dizer que não sabe o que vem pela frente.

A temporada de 2026 vai ser definitiva para Sam Bennett. E você pode ter certeza que estaremos aqui na torcida, esperando ver aquele sprint explosivo de novo. Força, Sam! 🚴‍♂️


Perguntas Frequentes sobre o Caso Sam Bennett

O que é fibrilação atrial e por que afeta ciclistas?

Fibrilação atrial é um distúrbio no ritmo cardíaco causado por sinais elétricos desorganizados nas câmaras superiores do coração. Em ciclistas de endurance, o risco é quatro vezes maior do que em pessoas sedentárias porque o coração de atletas de elite bate milhões de vezes a mais ao longo da vida, e esse estresse crônico pode alterar a estrutura elétrica do órgão. Os sintomas incluem palpitações, batimentos irregulares e queda abrupta de 30% na performance.

Como funciona a cirurgia de ablação cardíaca?

A ablação cardíaca é um procedimento minimamente invasivo onde os médicos inserem cateteres através de veias até chegarem ao coração. Usando radiofrequência ou crioablação (frio extremo), eles destroem pequenas áreas de tecido cardíaco que estão gerando os sinais elétricos anormais. Não é cirurgia de peito aberto, mas requer monitoramento cuidadoso e tempo de recuperação. Após o procedimento, o paciente geralmente precisa tomar anticoagulantes por algumas semanas e fazer um retorno gradual às atividades.

Por que Sam Bennett ficou tanto tempo sem competir em nível WorldTour?

Nos últimos dois anos na Decathlon AG2R La Mondiale, Bennett venceu nove corridas mas nenhuma em nível WorldTour, o escalão mais alto do ciclismo. Agora sabemos que possivelmente estava tendo mini-episódios de fibrilação atrial que reduziam drasticamente seu fluxo sanguíneo durante os sprints – ele estava operando com apenas 30-40% da capacidade normal. Isso explica por que ele precisava desacelerar exatamente nos momentos cruciais das chegadas, quando mais precisava de potência explosiva.

Quais são os sinais de alerta que todo ciclista deve prestar atenção?

Os principais sinais de problemas cardiovasculares incluem: palpitações ou sensação de batimentos irregulares, desconforto ou pressão no peito durante ou após exercícios, cansaço desproporcional ao esforço realizado, tontura ou sensação de desmaio, e quedas súbitas de performance sem explicação aparente. Se você sentir qualquer um desses sintomas, não ignore. Procure um cardiologista especializado em medicina esportiva imediatamente – quanto mais cedo detectar, melhor.

Sam Bennett tem chances de voltar ao nível de antes?

É cedo para cravar qualquer coisa, mas há motivos para otimismo. Se a fibrilação atrial realmente estava roubando 30-40% da sua capacidade nos últimos anos, a correção do problema pode significar um renascimento de carreira. Ele estabeleceu o final de março como meta para estar competitivo novamente e tem o apoio total da Pinarello Q36.5. Aos 34 anos, não é jovem, mas também não é velho demais para voltar a vencer. O próprio Bennett admitiu que 2026 será “tudo ou nada” – e esse tipo de motivação às vezes faz milagres no esporte de alto rendimento.

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