O fim de semana de 26 e 27 de outubro de 2025 ficará marcado na história do ciclismo nacional como um momento de brilho absoluto para a modalidade BMX Racing brasileira. No Parque Olímpico do Rio de Janeiro, os atletas da seleção verde e amarela protagonizaram um espetáculo de velocidade, técnica e determinação na 6ª etapa da Copa Latino-Americana de BMX Racing.
O evento, que encerrou a temporada internacional de BMX Racing nas Américas, proporcionou ao Brasil uma colheita impressionante de sete medalhas: três ouros, duas pratas e dois bronzes. Um resultado que demonstra não apenas o talento individual dos competidores, mas também a evolução consistente da modalidade em território brasileiro.
Pódio 100% Verde e Amarelo na Categoria Sub-23
A categoria masculina sub-23 foi o palco de um feito memorável: pela primeira vez, o Brasil conquistou todas as posições do pódio em uma categoria do Latino-Americano. Lucas Moresco Zimmermann demonstrou absoluto domínio da competição, vencendo todas as baterias disputadas e garantindo o lugar mais alto do pódio com autoridade inquestionável.
Completando a façanha histórica, Sillas Andrade cruzou a linha de chegada em segundo lugar, assegurando a medalha de prata. Eduardo de Oliveira fechou a dobradinha brasileira com o bronze, consolidando um momento que será lembrado por muito tempo pelos entusiastas do ciclismo BMX no país.
No feminino sub-23, a competição foi dominada por atletas sul-americanas. A equatoriana Doménica Gisell Mora Cordero conquistou o ouro, seguida pelas colombianas Luisa Fernanda Moreno Olarte e Marian Fernanda Verano Laiton, que ficaram com prata e bronze respectivamente. A melhor representante brasileira foi Agatha Karollaynne Xavier Brito, que terminou na quinta colocação após uma disputa acirrada.
Paola Reis Lidera Dobradinha Nacional na Elite Feminina
A categoria elite feminina foi palco de outro momento glorioso para o Brasil. Paola Reis mostrou por que é considerada uma das principais promessas do BMX Racing brasileiro ao conquistar o ouro com uma performance impecável. A atleta venceu duas das três voltas disputadas, demonstrando velocidade explosiva na largada e habilidade técnica exemplar ao navegar pelos obstáculos da pista olímpica.
Priscilla Stevaux Carnaval, veterana e experiente competidora que representou o Brasil em edições anteriores dos Jogos Olímpicos, garantiu a prata e completou a dobradinha brasileira. Sua presença no pódio reafirma a consistência e o profissionalismo que ela trouxe ao longo dos anos para a modalidade. A equatoriana Doménica Azuero González fechou o pódio em terceiro lugar.
Guilherme Ribeiro Garante Bronze na Elite Masculina
Na disputa mais acirrada do fim de semana, a elite masculina foi marcada pelo domínio colombiano. Mateo Carmona García confirmou seu status de favorito ao vencer todas as baterias em que competiu, demonstrando uma combinação perfeita de potência, técnica e estratégia de corrida. Seu compatriota Carlos Alberto Ramírez Yepes garantiu a segunda posição.
O Brasil teve motivos para comemorar com Guilherme Ribeiro, que conquistou a medalha de bronze após uma performance sólida e consistente ao longo de toda a competição. O resultado mantém viva a tradição brasileira de presença constante nos pódios continentais da modalidade.
Bruno de Souza Oliveira Fecha o Pódio Júnior
A categoria júnior masculina teve disputa internacional equilibrada, com o boliviano Sebastián Ordoñez López conquistando o ouro após demonstrar excelente desempenho técnico. O argentino Joaquín Salum ficou com a prata, enquanto Bruno de Souza Oliveira garantiu o bronze para o Brasil, completando assim a coleção de medalhas da delegação nacional no evento.
Retorno Triunfal à Pista Olímpica de Deodoro
A realização da Copa Latino-Americana no Parque Olímpico do Rio de Janeiro teve um significado especial que transcende os resultados esportivos. Após nove anos sem receber competições internacionais, a pista olímpica de Deodoro voltou a ser palco de disputas de alto nível, reafirmando sua vocação como centro de referência para a modalidade na América do Sul.
O local, que sediou as emocionantes provas de BMX Racing durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, passou por um período de relativo esquecimento no cenário internacional. A reabertura consolida o espaço como infraestrutura de excelência e representa um marco importante na retomada do protagonismo brasileiro no BMX Racing mundial.
A volta da pista à ativa acontece em momento estratégico, já que o ciclo olímpico para Los Angeles 2028 começa oficialmente no segundo semestre de 2026. Com uma estrutura de qualidade comprovada e a capacidade de atrair grandes eventos e seleções estrangeiras, o Brasil se posiciona como destino preferencial para preparação e competições da modalidade nas Américas.
O Que é BMX Racing e Por Que Esse Resultado É Importante
Para quem acompanha o ciclismo de perto, o BMX Racing é uma das modalidades mais eletrizantes do esporte. Corridas explosivas que duram entre 30 e 45 segundos, pistas repletas de obstáculos técnicos como saltos, curvas inclinadas e obstáculos variados, e a adrenalina de oito competidores lutando simultaneamente pela vitória fazem desta uma disciplina que une velocidade, técnica e estratégia de forma única.
Presente no programa olímpico desde Pequim 2008, o BMX Racing exige dos atletas uma combinação rara de potência explosiva na largada, reflexos rápidos para tomar decisões em frações de segundo e resistência para manter o ritmo intenso até a linha de chegada. As bicicletas específicas da modalidade, com aro 20 e geometria otimizada, são verdadeiras máquinas de competição projetadas para maximizar a performance em condições extremas.
Os resultados conquistados no Rio de Janeiro ganham ainda mais relevância quando consideramos que o Brasil ainda busca sua primeira medalha olímpica na modalidade. Atletas como Priscilla Carnaval já representaram o país em múltiplas edições dos Jogos, e a nova geração de competidores demonstra que o sonho do pódio olímpico está cada vez mais próximo de se tornar realidade.
Quadro Completo de Medalhas Brasileiras
Medalhas de Ouro:
- Paola Reis – Elite Feminina
- Lucas Moresco Zimmermann – Sub-23 Masculino
- Bruno de Souza Oliveira – Júnior Masculino
Medalhas de Prata:
- Priscilla Stevaux Carnaval – Elite Feminina
- Sillas Andrade Alves da Silva – Sub-23 Masculino
Medalhas de Bronze:
- Eduardo Pedro de Oliveira Filho – Sub-23 Masculino
- Guilherme Ribeiro – Elite Masculina
Perspectivas Para o Futuro do BMX Racing Brasileiro
O desempenho excepcional na Copa Latino-Americana reacende as esperanças de que o Brasil possa finalmente conquistar sua primeira medalha olímpica no BMX Racing. Com estrutura adequada, atletas talentosos e uma geração jovem emergente demonstrando alto nível técnico, o país se consolida como potência regional da modalidade.
A combinação de resultados expressivos em competições internacionais com a retomada da pista olímpica do Rio como centro de treinamento e competições cria um ambiente propício para o desenvolvimento contínuo da modalidade. O início do novo ciclo olímpico em 2026 encontrará o BMX Racing brasileiro em sua melhor forma, com atletas experientes e novos talentos prontos para competir no mais alto nível.
Para os fãs do ciclismo e entusiastas de esportes radicais, o BMX brasileiro oferece um espetáculo cada vez mais competitivo e emocionante. O encerramento vitorioso da temporada 2025 deixa a expectativa alta para os desafios que virão nos próximos anos, com os olhos voltados para Los Angeles 2028.




