A camisa verde do Tour de France tem um problema de identidade. Ela é vendida, repetidamente, como “o troféu dos velocistas”. Mas os últimos 14 anos de resultados dizem outra coisa.
Entre 2012 e 2025, apenas três vencedores do maillot vert podem ser honestamente descritos como sprinters puros: Mark Cavendish em 2021, Jasper Philipsen em 2023 e Jonathan Milan em 2025. Os outros onze troféus foram para corredores híbridos ou versáteis, o tipo de ciclista que resiste nas montanhas e caça pontos em terreno ondulado. Peter Sagan, sozinho, ficou com sete deles nesse recorte (2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2018 e 2019), todos os seus títulos de carreira.
Isso não é acidente. É desenho de regulamento. E vale a pena entender por quê, especialmente com o Tour de France 2026 marcado para julho e a ASO sem sinalizar mudanças no sistema de pontos.

Principais conclusões
- Entre 2012 e 2025, apenas 3 dos 14 vencedores do maillot vert foram sprinters puros (Domestique Cycling, 2025).
- Peter Sagan detém o recorde absoluto com 7 títulos e 130 dias vestindo a camisa (Rouleur).
- O sistema atual (em vigor desde 2019) distribui 50 pontos para o vencedor de etapa plana, mas soma até 120 pontos cumulativos em sprints intermediários ao longo de três semanas (Wikipedia, Points Classification).
- Jonathan Milan venceu em 2025 com 372 pontos, 78 a mais que Tadej Pogačar, e só conseguiu isso caçando sprints intermediários, tática clássica de versátil (We Love Cycling, 2025).
- A Bélgica lidera o ranking histórico por países com 21 títulos, seguida por França (9) e Alemanha (8). O irlandês Sean Kelly soma 4 títulos individuais.
O que é, de fato, o maillot vert?
A camisa verde foi criada em 1953 para marcar o cinquentenário do Tour de France, e o primeiro vencedor foi o suíço Fritz Schär (Rouleur). Desde o início, ela representou a classificação por pontos, não uma categoria reservada a velocistas. A distinção importa.
Pontos são distribuídos por chegada de etapa e por sprints intermediários. O sprinter puro, em tese, deveria dominar etapas planas. O problema é que três semanas de Tour raramente oferecem mais de sete ou oito oportunidades genuinamente planas, e quem não termina na montanha não marca ponto algum.
Em 1953, o formato era outro, o pelotão era outro, a logística era outra. O regulamento foi refinado várias vezes, com a última grande revisão em 2019. E é nesse ajuste mais recente que mora a armadilha para o sprinter puro.
Capsule: Criado em 1953 para celebrar os 50 anos do Tour, o maillot vert nasceu como classificação por pontos, não como prêmio de velocidade. Fritz Schär foi o primeiro a vesti-lo (Rouleur).
Por que a matemática do regulamento trava o sprinter puro?
A escala de pontos atual é assimétrica de forma proposital. Uma etapa plana paga 50 pontos ao vencedor. Uma etapa de alta montanha paga 20. Um sprint intermediário paga 20, conforme o regulamento oficial da ASO (letour.fr, Wikipedia). À primeira vista, o plano é generoso com o sprinter.
A conta muda quando você multiplica pelos eventos disponíveis. Um Tour típico tem 6 a 8 etapas planas, 6 a 8 etapas de média montanha, 5 a 6 de alta montanha e um sprint intermediário por etapa (descontando cronos), o que dá entre 15 e 21 oportunidades de sprint intermediário por edição (letour.fr, regulamento vigente).
| Tipo de etapa | 1º lugar | 2º | 3º | 15º |
|---|---|---|---|---|
| Plana | 50 | 30 | 20 | 2 |
| Acidentada/média montanha | 30 | 25 | 22 | 2 |
| Alta montanha | 20 | 17 | 15 | 1 |
| Contrarrelógio individual | 20 | 17 | 15 | 1 |
| Sprint intermediário | 20 | 17 | 15 | 1 |
Faça o exercício simples. Um sprinter puro que vence quatro etapas planas e termina em segundo em outras duas acumula 260 pontos. Um versátil que vence uma plana, pontua em média montanha, leva cinco sprints intermediários no dia e cruza a linha todos os dias do Tour chega sem dificuldade a 340 ou 360 pontos.
A análise dos últimos 14 anos mostra que o valor nominal dos 50 pontos esconde um custo oculto: para recebê-los, você precisa primeiro terminar a corrida, e o sprinter puro historicamente abandona nos Alpes ou nos Pirineus. Quem abandona não pontua no resto, e o resto, somado, decide o troféu.
Capsule: Uma etapa plana paga 50 pontos e uma de alta montanha paga 20, mas o Tour tem mais oportunidades de sprint intermediário (20 por edição) do que de etapas planas. Cumulativamente, o sprint intermediário vale mais que parece (Wikipedia).
Quantos sprinters puros venceram o maillot vert entre 2012 e 2025?
Entre 2012 e 2025, o maillot vert foi distribuído assim:
| Ano | Vencedor | País/Equipe | Perfil |
|---|---|---|---|
| 2025 | Jonathan Milan | Itália / Lidl-Trek | Sprinter puro |
| 2024 | Biniam Girmay | Eritreia / Intermarché | Versátil |
| 2023 | Jasper Philipsen | Bélgica / Alpecin | Sprinter puro |
| 2022 | Wout van Aert | Bélgica / Jumbo-Visma | Versátil clássico |
| 2021 | Mark Cavendish | Ilha de Man / QuickStep | Sprinter puro |
| 2020 | Sam Bennett | Irlanda / QuickStep | Versátil |
| 2019 | Peter Sagan | Eslováquia / Bora | Versátil |
| 2018 | Peter Sagan | Eslováquia / Bora | Versátil |
| 2017 | Michael Matthews | Austrália / Sunweb | Versátil |
| 2016 | Peter Sagan | Eslováquia / Tinkoff | Versátil |
| 2015 | Peter Sagan | Eslováquia / Tinkoff | Versátil |
| 2014 | Peter Sagan | Eslováquia / Cannondale | Versátil |
| 2013 | Peter Sagan | Eslováquia / Cannondale | Versátil |
| 2012 | Peter Sagan | Eslováquia / Liquigas | Versátil |
Três vencedores em quatorze. Pouco mais de vinte por cento.
Vale registrar: nenhuma reportagem em português brasileiro, até onde foi possível verificar em abril de 2026, quantificou essa proporção de forma explícita. A narrativa dominante ainda descreve o maillot vert como “troféu dos sprinters”, apesar de mais de três em cada quatro vencedores recentes não serem sprinters no sentido estrito.
Capsule: Entre 2012 e 2025, apenas 3 dos 14 vencedores do maillot vert (21,4%) foram sprinters puros: Cavendish (2021), Philipsen (2023) e Milan (2025). Os outros 11 troféus foram para versáteis, com Peter Sagan sozinho acumulando 7 títulos no período (Domestique Cycling, 2025).
O que diferencia um sprinter puro de um versátil?
É útil firmar a definição antes de seguir. Um sprinter puro é um corredor cuja única ferramenta competitiva em um Tour é vencer chegadas massivas de pelotão. Cavendish, Philipsen e Milan são exemplos. Fora da reta final plana, eles sobrevivem, não competem.
Um versátil é um corredor que pontua em terreno ondulado, ataca em fugas, segura rodas em subidas curtas e ainda sprinta quando precisa. Sagan, van Aert, Matthews, Bennett e Girmay se encaixam aí. Não são os mais rápidos do Tour. São os mais completos.

O caso Milan 2025, o sprinter puro que venceu caçando intermediários
Jonathan Milan venceu o maillot vert de 2025 com 372 pontos (We Love Cycling, 2025). Ele ganhou duas etapas (a 8ª e a 17ª) e encerrou com 78 pontos de vantagem sobre Tadej Pogačar, que terminou em segundo na classificação de pontos com 294.
Esse segundo lugar de Pogačar, aliás, mereceria artigo próprio, e terá o seu mais abaixo.
O detalhe que a cobertura tradicional deixou passar: Milan não venceu só no sprint de etapa. Ele venceu porque a Lidl-Trek o colocou para caçar sprints intermediários sistematicamente, principalmente nas duas últimas semanas (Trek Racing).
Acompanhando a transmissão etapa por etapa, ficou claro que a equipe italiana fez dois ajustes táticos que sprinters puros historicamente recusam: soltar Milan para pegar pontos intermediários dentro de etapas de média montanha, e mantê-lo no grupo do tempo máximo em dias alpinos, mesmo a custo de energia.
Em outras palavras, Milan venceu um prêmio “de sprinter” adotando o manual do versátil. Essa é a parte interessante. O regulamento não só permite essa estratégia, ele a premia.
Capsule: Milan encerrou o Tour 2025 com 372 pontos contra 294 de Pogačar, uma diferença de 78 pontos construída principalmente nos sprints intermediários das duas últimas semanas (We Love Cycling, 2025).
Como Peter Sagan redefiniu o perfil do vencedor do maillot vert?
Peter Sagan tem 7 maillots verts (2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2018 e 2019), recorde absoluto da categoria (Wikipedia). Erik Zabel, dono dos 6 consecutivos entre 1996 e 2001, fica em segundo. Sean Kelly soma 4 (1982-1985 e 1989).
A dominância de Sagan é mais espessa do que o número de troféus sugere. Ele vestiu o maillot vert por 130 dias ao longo da carreira, contra 89 de Zabel (Rouleur). No ranking histórico por países, a Bélgica lidera com 21 títulos, seguida por França (9) e Alemanha (8) (Domestique Cycling). Sean Kelly, irlandês, soma 4 títulos individuais, terceiro colocado na lista all-time de vencedores.
Por que Sagan importa para este debate
Sagan nunca foi o sprinter mais rápido do pelotão. Ele perdia reta final para Kittel, Greipel e Cavendish no auge deles. O que Sagan fez, e fez melhor que todo mundo na história, foi entender que o maillot vert não se vence no sprint, vence-se no acumulado.
Ele pontuava em fugas, em sprints intermediários, em etapas de média montanha com chegada em subida curta, em terrenos que nenhum sprinter puro tocava. Os cinco títulos seguidos entre 2012 e 2016, mais 2018 e 2019, redefiniram o perfil do vencedor padrão do maillot vert.
Depois de Sagan, ficou evidente para as equipes que treinar um sprinter puro para o maillot vert era má alocação de recursos. Melhor apostar em um corredor de classificação mais completa. Girmay em 2024 e van Aert em 2022 são filhos diretos dessa leitura.
Capsule: Peter Sagan acumulou 7 títulos do maillot vert entre 2012 e 2019, recorde absoluto, e vestiu a camisa verde por 130 dias na carreira, contra 89 de Erik Zabel. Sua dominância redefiniu o perfil do vencedor padrão: um corredor versátil, não um sprinter puro (Rouleur).

O que o 2º lugar de Pogačar no maillot vert 2025 revela sobre o regulamento?
Tadej Pogačar terminou o Tour 2025 como campeão geral e segundo na classificação por pontos, com 294 pontos (We Love Cycling, 2025). Pogačar não é sprinter. Pogačar é o melhor corredor de subida de sua geração, múltiplo campeão de monumentos, e escalador puro.
Que um escalador puro quase vença uma classificação “de sprinter” não é uma curiosidade, é um sintoma.
Se o segundo colocado no prêmio dos velocistas é o camisa amarela, algo no design do regulamento merece questionamento. A resposta oficial da ASO, quando provocada, é que “a classificação por pontos não é reservada a sprinters, mas aos corredores mais regulares” (Wikipedia). Justo. Mas então por que a imprensa, o marketing do Tour e os patrocinadores insistem em tratá-la como se fosse?
Existe um descompasso entre como o prêmio é vendido e como ele é efetivamente ganho. O sprinter puro, o corredor com quem o público se identifica nas etapas planas, é estruturalmente desvantajado. O Tour 2025 deixou isso impossível de ignorar.
Capsule: No Tour 2025, o escalador e campeão geral Tadej Pogačar terminou em segundo na classificação de pontos com 294 pontos, atrás apenas de Jonathan Milan (372). Isso não deveria ser possível em um prêmio supostamente de sprinters (We Love Cycling, 2025).
O que esperar do Tour de France 2026?
O Tour 2026 começa em julho e, até este momento, a ASO não sinalizou revisão no sistema de pontos. Significa, na prática, que o cenário descrito se repetirá. Em 14 edições recentes, o regulamento premiou o versátil em 11 delas. Não há razão matemática para supor que 2026 será diferente.
Milan defenderá o título em condição de favorito. A Lidl-Trek já provou, em 2025, que sabe transformar um sprinter puro em caçador de intermediários. Se o italiano repetir o manual tático, parte com vantagem real. O problema é repetir: sprinters puros raramente sustentam duas temporadas seguidas no mesmo nível de forma em três semanas, e o calendário de 2026 ainda não tem o número definitivo de etapas planas confirmado.
Quem são os favoritos ao maillot vert em 2026?
Quatro nomes concentram a disputa, com Van Aert como quinto plausível:
- Mads Pedersen (Lidl-Trek) é, pela matemática, o nome mais perigoso. Ex-campeão mundial, clássico puro-sangue, acumula pontos em terreno acidentado como poucos no pelotão atual. Se a Lidl-Trek tiver de escolher entre ele e Milan na disputa interna, Pedersen é o perfil que o regulamento abraça com mais força.
- Biniam Girmay (Intermarché) vem de 2024 como campeão e ficou discreto em 2025. O eritreu é outro versátil clássico, pontua em subida curta, sprinta na chegada e aguenta média montanha. Se a equipe belga ajustar o calendário de picos de forma, ele volta a ser competitivo.
- Tim Merlier (Soudal-QuickStep) tem a potência bruta mais alta do pelotão em reta final plana. O histórico em corridas de três semanas, no entanto, é irregular. A QuickStep raramente coloca Merlier em serviço exclusivo para pontos, o que encolhe a probabilidade de título. É um vencedor de etapa natural, não um caçador de classificação.
- Alexander Kristoff (Uno-X) segue na ativa aos 38 anos. Outsider de experiência, versátil, perfil similar ao de um Sagan tardio. Entra como opção de escape em fugas longas mais do que como favorito declarado, mas em um Tour com cenário fragmentado não deve ser ignorado.
A leitura cética: a matemática favorece Pedersen e Girmay antes de favorecer Milan. Só que Milan venceu em 2025 justamente porque sua equipe aceitou essa realidade e jogou o jogo dos versáteis.
Se Lidl-Trek repetir a fórmula, o favoritismo se mantém. Se optar por proteger Pedersen como co-líder, a briga interna desloca a vantagem. Van Aert, se liberado do trabalho de gregário para Vingegaard pela Visma-Lease a Bike, completa o quinteto de nomes plausíveis.
Capsule: Para o Tour 2026, a matemática do regulamento favorece versáteis como Mads Pedersen e Biniam Girmay mais do que o defensor Jonathan Milan. Em 14 edições recentes (2012-2025), versáteis venceram 11 vezes contra 3 de sprinters puros (Domestique Cycling).
Perguntas frequentes sobre o maillot vert
O maillot vert é o prêmio de melhor sprinter do Tour de France?
Não exatamente. O maillot vert premia a classificação por pontos, que distribui pontuação em chegadas de etapa e sprints intermediários. Dos últimos 14 vencedores (2012-2025), apenas 3 foram sprinters puros (Domestique Cycling). O prêmio recompensa regularidade mais do que velocidade pura.
Quem tem mais maillots verts na história?
Peter Sagan, com 7 títulos conquistados entre 2012 e 2019, é o recordista absoluto (Wikipedia). Erik Zabel vem em segundo com 6 consecutivos (1996-2001) e Sean Kelly em terceiro com 4. Sagan também detém o recorde de dias vestindo a camisa, 130 ao todo (Rouleur).
Quantos pontos vale uma vitória de etapa?
Depende do tipo de etapa. Uma etapa plana paga 50 pontos ao vencedor, uma etapa acidentada ou de média montanha paga 30, e uma etapa de alta montanha ou contrarrelógio individual paga 20 (Wikipedia). Cada sprint intermediário também distribui até 20 pontos.
Por que sprinters puros costumam abandonar o Tour de France?
Porque os tempos máximos nas etapas de alta montanha são duros, e muitos sprinters, especialmente os mais pesados, simplesmente não conseguem cumpri-los. Abandonos nos Alpes e Pirineus são frequentes. Quem abandona não pontua mais, e o maillot vert exige presença até Paris para ser decidido.
Quando foi criado o maillot vert?
Em 1953, para marcar os 50 anos do Tour de France. O primeiro vencedor foi o suíço Fritz Schär (Rouleur). A cor verde foi escolhida porque a marca patrocinadora original, La Belle Jardinière, tinha essa cor em sua identidade visual.
Qual país tem mais vitórias no maillot vert?
A Bélgica lidera o ranking histórico com 21 títulos, seguida pela França com 9 e pela Alemanha com 8 (Domestique Cycling). A escola belga de ciclismo, forte em clássicas de primavera e terreno ondulado, produz sistematicamente o perfil de corredor que o regulamento favorece. O irlandês Sean Kelly soma 4 títulos individuais (1982-1985 e 1989).
Em resumo
O maillot vert é um prêmio com nome de velocidade e alma de resiliência. A matemática do regulamento, em vigor desde 2019, pesa a favor de quem completa três semanas inteiras pontuando em múltiplos terrenos. O sprinter puro, pelo perfil físico e tático, é estruturalmente desvantajado.
Quatorze anos de dados confirmam: 11 em cada 14 troféus recentes foram para corredores versáteis ou híbridos. Até o Milan de 2025, o sprinter mais rápido do pelotão, só venceu caçando sprints intermediários, adotando o manual tático do versátil. E Tadej Pogačar, escalador, terminou em segundo lugar na classificação de pontos no mesmo ano.
Se a ASO quer que o prêmio continue sendo vendido como “troféu dos sprinters”, terá de repensar o sistema de pontos. Se não quer, deveria parar de chamá-lo assim. É uma questão de coerência editorial, e o público do ciclismo merece essa clareza antes do próximo Tour, em julho de 2026.
Capsule: Em 14 edições do Tour (2012-2025), versáteis venceram 11 maillots verts contra 3 de sprinters puros, uma proporção de 78,6% contra 21,4%. O regulamento em vigor desde 2019 premia regularidade em múltiplos terrenos, não velocidade pura (Domestique Cycling).
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Fontes e referências
- ASO / Tour de France (fonte oficial), regulamento e classificações: https://www.letour.fr/en/rankings
- Domestique Cycling, lista histórica de vencedores do maillot vert: https://www.domestiquecycling.com/en/tour-de-france-green-jersey-winners/
- Wikipedia, Points classification in the Tour de France: https://en.wikipedia.org/wiki/Points_classification_in_the_Tour_de_France
- Rouleur, The green jersey at the Tour de France, a brief history: https://www.rouleur.cc/blogs/the-rouleur-journal/the-green-jersey-at-the-tour-de-france-a-brief-history
- We Love Cycling, Jonathan Milan wins the Skoda green jersey: https://www.welovecycling.com/wide/2025/07/28/jonathan-milan-wins-the-skoda-green-jersey-with-late-points-burst/
- Trek Racing, Jonathan Milan green jersey Tour de France 2025: https://racing.trekbikes.com/stories/lidl-trek/jonathan-milan-green-jersey-tour-de-france-2025




