Toda busca sobre como escolher bicicleta termina no mesmo lugar: uma lista de faixas de preço que ninguém consegue conferir. Entre os guias mais visíveis do tema em agosto de 2026, nenhum cita um preço oficial de fabricante com link, e a maioria não identifica quem escreveu.
Este guia de compra faz o contrário do que a maioria das listas faz. Cada valor aqui saiu da página do próprio fabricante ou da loja oficial da marca, com data de consulta e endereço para você abrir e verificar. Antes do dinheiro vêm duas decisões que economizam mais do que qualquer desconto: para que você vai usar a bike e qual tamanho de quadro cabe no seu corpo.
Em resumo
- Decida nesta ordem: uso, tamanho de quadro e só então orçamento; marca é a última escolha, não a primeira
- A faixa onde o mercado brasileiro compra de fato vai até R$ 3 mil, teto apontado por mais de 60% dos lojistas como o do modelo mais vendido na loja (Aliança Bike, 2026)
- O piso de uma bicicleta nova de fabricante com produção no Brasil está em R$ 1.229 (Caloi Andes), enquanto marcas de e-commerce partem de R$ 799
- Quatro tipos de preço convivem no varejo e não se comparam. Na leitura do varejo, o sugerido da Caloi funciona como teto e o mínimo sugerido da Oggi como piso
- A Sense publica um número sem rótulo nenhum, e GTSM1 e KSW anunciam sobre um valor riscado que ninguém paga
- Tamanho de quadro tem tabela oficial: quem tem 1,70 m a 1,80 m veste M na maioria das mountain bikes da Caloi
Índice do Conteúdo – Como escolher bicicleta em 2026: guia por orçamento real
Como montamos este guia
Os preços vieram das páginas oficiais de Caloi, Sense, Oggi, KSW e GTSM1, consultadas em 18/08/2026. As três primeiras têm critério objetivo: com a Audax, são as quatro associadas de bicicletas da Abraciclo, ou seja, as marcas com produção nacional declarada (Abraciclo, 2026). KSW e GTSM1 entraram por marcar o piso de preço do varejo online.
Os dados de mercado vieram da Pesquisa Anual de Comércio Varejista da Aliança Bike, em duas edições. A de 2026, respondida voluntariamente por 308 lojistas em questionário online, traz os números correntes. A de 2025 aparece só onde a edição nova não tem equivalente, sempre com o ano indicado. Por ser amostra voluntária e não probabilística, ela retrata o varejo especializado, e não o mercado inteiro. Nenhuma bicicleta citada aqui foi testada ou pesada por nós: este é um levantamento documental de ficha técnica e preço publicado.
Duas ausências entram no guia, porque a falta de dado também informa. A Audax não teve preço localizado: o site apresenta as linhas sem valores e o endereço comercial responde com erro de certificado. A Caloi exibe o campo de preço vazio na página da gravel Arenita, e a categoria de speed da marca devolve página inexistente. Onde o dado não existe, este guia diz que não existe.
Resposta direta: Este guia usa preço oficial de fabricante ou de loja própria da marca, com data de consulta de 18/08/2026 e link para conferência, como o da Caloi Andes a R$ 1.229 (Caloi, 2026). Nenhuma bicicleta foi testada por nós. Não há link de afiliado em nenhum ponto do texto, e os valores que não puderam ser verificados aparecem declarados como não encontrados.
Antes do preço, para que você vai usar a bike?
O uso elimina categorias inteiras antes de qualquer conversa sobre dinheiro. No varejo brasileiro a mountain bike domina: ela é o modelo comercializado por 80% das lojas do país (Aliança Bike, 2026). Isso importa menos pelo gosto do mercado e mais por peça e mecânico disponíveis em qualquer cidade média.
Cinco usos cobrem quase todo mundo, e cada um tem uma categoria natural com preço de entrada conhecido.
| Uso principal | Categoria | Entrada verificada em 18/08/2026 |
|---|---|---|
| Deslocamento urbano e lazer em ciclovia | Urbana | R$ 1.229 na Caloi Andes, aro 26 com pneu 26×1.95 |
| Estrada de terra e trilha leve | MTB rígida aro 29 | R$ 799 em marca de e-commerce, R$ 1.990 em fabricante nacional |
| Asfalto e velocidade | Speed com pneu fino | R$ 4.999 na Oggi Velloce Disc |
| Misto de asfalto e terra com bagagem leve | Gravel | R$ 6.200 na KSW Gravel |
| Viagem com alforjes | MTB ou gravel com furação para bagageiro | Depende da furação, que nem toda ficha declara |
A urbana prioriza postura ereta e manutenção simples, o que resolve a vida de quem pedala de terno ou vestido. A mountain bike rígida aro 29 lida com piso irregular sem exigir manutenção de suspensão traseira. A speed troca conforto por velocidade em asfalto liso. E a furação para bagageiro é o detalhe que separa uma bike de passeio de uma bike de viagem, porque sem ela a bagagem vai nas costas.

A decisão entre essas categorias merece texto próprio, e o site já tem dois. O comparativo de speed, gravel ou MTB trata da escolha por terreno, e o guia de bicicleta para trilha e asfalto resolve o uso misto. Aqui o recorte é outro: quanto cada categoria custa de verdade.
Resposta direta: Escolha o uso antes do preço, porque ele elimina categorias inteiras. Urbana para deslocamento e lazer, mountain bike aro 29 para terra e trilha, speed para asfalto rápido, gravel ou MTB com furação para viagem com bagagem. A MTB é comercializada por 80% das lojas brasileiras (Aliança Bike, 2026), o que facilita peça e manutenção fora das capitais.
Qual o tamanho certo de quadro para a sua altura?
Tamanho errado estraga qualquer orçamento, e existe tabela oficial para consultar. Na linha Explorer 2026 da Caloi, os quadros vão do PP, para quem tem 1,50 m a 1,60 m, até o GG, que atende até 2,00 m (Caloi, 2026). As cinco faixas estão na tabela abaixo.
| Tamanho | Altura do ciclista |
|---|---|
| PP | 1,50 m a 1,60 m |
| P | 1,60 m a 1,70 m |
| M | 1,70 m a 1,80 m |
| G | 1,80 m a 1,90 m |
| GG | 1,90 m a 2,00 m |
A tabela tem dois limites. O primeiro é que ela parte de proporções médias, e corpo real varia. Quem tem tronco longo e perna curta pode vestir um tamanho diferente do que a estatura sugere. Encare o número como ponto de partida e deixe o teste presencial decidir.
A segunda ressalva é que nem toda categoria de bicicleta trabalha assim. As urbanas Caloi Andes e Aspen saem em tamanho único M, cobrindo de 1,60 m a 1,80 m (Caloi, 2026). A Sense publica geometria detalhada por tamanho, com comprimento de pedivela variando de 170 mm a 175 mm, mas não uma tabela de altura em texto. A Oggi informa tamanhos em polegadas na linha de mountain bike, de 15,5 a 21, e em letras com medida de tubo do selim na linha speed. Nenhuma das duas traz correspondência com estatura.
Se a sua bike atual já serve e você quer conferir a medida com fita métrica, o guia de medir o tamanho do quadro mostra o procedimento.
Resposta direta: Use a tabela oficial do fabricante. Na linha Explorer 2026 da Caloi, o M cobre de 1,70 m a 1,80 m, e os cinco tamanhos vão de 1,50 m a 2,00 m (Caloi, 2026). Trate a tabela como ponto de partida, porque ela parte de proporções médias e o teste presencial resolve os casos de fronteira.
Quanto custa de verdade cada faixa de orçamento?
Entre R$ 800 e R$ 1.200 só existe mountain bike de entrada de marca de internet. A partir de R$ 1.229 entram as urbanas de fabricante nacional. E a faixa onde o mercado de fato compra termina em R$ 3 mil, teto apontado por mais de 60% dos lojistas (Aliança Bike, 2026).
A tabela abaixo mostra o que cada faixa compra, com preço conferido no dia 18/08/2026.
| Faixa | Categoria | Modelo e preço oficial | Fonte |
|---|---|---|---|
| Até R$ 1.200 | MTB de entrada, marca de e-commerce | KSW Hawks aro 29 a R$ 799 e XLT 100 de R$ 829 a R$ 999 | KSW |
| R$ 1.200 a R$ 2.000 | Urbana e MTB de entrada, fabricante nacional | Caloi Andes a R$ 1.229, Caloi Aspen a R$ 1.799 e Caloi 29 Sport MY26 a R$ 1.990 | Andes, Aspen, 29 Sport |
| R$ 2.000 a R$ 3.700 | Urbana boa e MTB com freio hidráulico | Sense Move Urban a R$ 2.390, Caloi 29 Comp a R$ 2.390, Sense React Sport V1 a R$ 3.190, Caloi Explorer Sport a R$ 3.590 e Oggi Big Wheel 7.0 a R$ 3.649 | Move Urban, 29 Comp, React Sport, Explorer Sport, Big Wheel |
| R$ 3.700 a R$ 7.500 | MTB intermediária e speed de entrada | Caloi Explorer Comp SL a R$ 4.490 e Explorer PRO a R$ 6.590 na listagem da marca, Sense React Comp a R$ 5.490, Sense Impact AL Pro a R$ 7.290, Oggi Velloce Disc a R$ 4.999 e Sense Enduravox Pro Disc a R$ 6.990 | Comp SL, PRO na listagem, Sense MTB, Velloce Disc, Sense road |
| R$ 6.200 a R$ 12.000 | Gravel | KSW Gravel a R$ 6.200 e Sense Enduravox Gr Evo a R$ 11.990 | KSW, Sense gravel |
| Acima de R$ 12.000 | MTB de carbono | Caloi Elite Carbon HT Sport a R$ 12.990 | Caloi |
O salto de preço não é linear, e o que muda de faixa para faixa é mais concreto que o número. Até R$ 1.200 o retrato depende do canal. Em marca de e-commerce a entrada já vem em alumínio com freio a disco, como a KSW Hawks aro 29 a R$ 799. O hidráulico chega por volta de R$ 999 (KSW, 2026).
Em fabricante nacional essa faixa nem existe. A entrada começa em R$ 1.229 na Caloi Andes, com “quadro de aço aro 26 com suporte para freios v-brake” e pneu 26×1.95 (Caloi, 2026). Daí o degrau nacional sobe rápido. A partir de R$ 1.799 entra o freio a disco hidráulico na urbana Caloi Aspen (Caloi, 2026). Aos R$ 2.390 ele chega à mountain bike, na 29 Comp MY26 (Caloi, 2026). Entre R$ 1.800 e R$ 2.400 entra o alumínio com freio a disco hidráulico nos fabricantes nacionais, salto que mais muda a segurança em descida com carga. Em marca de e-commerce o hidráulico chega antes, por volta de R$ 999.
Aos R$ 3.190 aparece o aro tubeless-ready, e a transmissão Shimano Cues de 9 velocidades entra a partir de R$ 3.590. Acima de R$ 4.400 vêm o mono-coroa de 10 velocidades e o quadro no padrão Boost. E o carbono, dos R$ 12.990 em diante, compra leveza, não durabilidade.
Quem lê guias antigos precisa de um aviso: a faixa mais vendida se deslocou para cima. A proporção de lojistas que apontam até R$ 3 mil como teto do modelo mais vendido caiu de mais de 80% em 2025 para mais de 60% em 2026 (Aliança Bike, 2025; Aliança Bike, 2026). A pergunta é idêntica nas duas edições. Do lado da fábrica, a expansão de 2025 veio dos modelos de entrada. O balanço das associadas fala em preços acima de R$ 1.300 nas urbanas e de R$ 1.700 nas mountain bikes de lazer. É número agregado, e fica acima da entrada individual mais barata que localizamos, a Caloi Andes a R$ 1.229. Estrada e gravel foram a segunda frente de crescimento, segundo balanço da Abraciclo reproduzido pela imprensa especializada (MundoBici, citando a Abraciclo, 2026). Faixas de “até R$ 600” que ainda circulam por aí descrevem um mercado que deixou de existir.
Quem mira a gravel deveria ler antes o guia completo de bike gravel, porque a categoria tem particularidade de pneu e geometria que o preço sozinho não explica.
Resposta direta: Em agosto de 2026, R$ 799 compram uma mountain bike de entrada de marca de e-commerce (KSW, 2026) e R$ 1.229 compram uma urbana de fabricante com produção no Brasil (Caloi, 2026). Entre fabricantes com produção nacional, o freio a disco hidráulico começa em R$ 1.799 na urbana Caloi Aspen e em R$ 2.390 na mountain bike Caloi 29 Comp. Em marca de e-commerce, ele já aparece por R$ 999. A transmissão Shimano Cues entra a partir de R$ 3.590. Speed começa em R$ 4.999, gravel em R$ 6.200 e carbono em R$ 12.990.
Por que dois preços iguais não significam o mesmo?
Convivem quatro tipos de preço no varejo brasileiro, e compará-los entre si leva a decisões erradas. A KSW anuncia a Hawks aro 29 por R$ 799, com selo de 50% de abatimento sobre R$ 1.590 (KSW, 2026). Já a Caloi publica R$ 1.229 secos na Andes (Caloi, 2026). Os dois números vêm de lógicas diferentes e não medem a mesma coisa.
A Caloi publica “preço sugerido” e a Oggi publica “preço mínimo sugerido”. Os dois rótulos estão nas páginas. A leitura de que um funciona como teto e o outro como piso é da prática do varejo, e não está escrita em nenhuma das duas. A Sense publica um valor sem rótulo nenhum. A página não tem carrinho: ela encaminha para loja-conceito, revenda autorizada ou revenda online (Sense, 2026). E GTSM1 e KSW anunciam com desconto permanente sobre um valor riscado.

Na loja oficial da GTSM1, o valor riscado varia sem padrão nenhum. Nos 49 itens do catálogo de bicicletas consultados em 18/08/2026, o abatimento anunciado ia de 19% a 59%, com mediana perto de 44%. Em 19/08/2026 a mesma categoria já declarava 64 produtos, então trate a distribuição como retrato do dia e não como constante da loja. O padrão estável é outro e mais revelador: todo preço final termina em ,10 ou ,30, porque é um preço-base menos 10%. No I-Vtec Lite esse preço-base é R$ 1.099, e não os R$ 1.999 riscados na vitrine. O número riscado cumpre função de ancoragem comercial, e por isso vale pouco como referência de qualidade ou de mercado.
Antes de comparar dois números, confirme que eles são do mesmo tipo. Na loja, pergunte se o valor exibido é sugerido ou praticado antes de discutir desconto. No varejo, o sugerido da Caloi funciona como teto, e a loja costuma negociar abaixo dele à vista. Já o mínimo sugerido da Oggi funciona como piso, então esperar abatimento grande sobre ele termina em frustração.
Resposta direta: São quatro tipos de preço que não se comparam entre si. O sugerido da Caloi funciona como teto e o mínimo sugerido da Oggi como piso, na leitura do varejo. A Sense publica o valor sem rótulo e encaminha para a revenda, então não dá para saber se é teto ou piso. GTSM1 e KSW anunciam sobre um valor riscado, com abatimento de 19% a 59% conforme o modelo (GTSM1, 2026). Antes de comparar dois números, confirme se são do mesmo tipo.
Onde comprar: loja física, site da marca ou marketplace?
A venda de bicicletas inteiras responde por 49% do faturamento médio das lojas brasileiras, e mais de 50% delas venderam até 100 unidades em 2025 (Aliança Bike, 2026). São negócios pequenos, com estoque enxuto. Quem chega sabendo o tamanho de quadro e a faixa de preço negocia melhor.

Cada canal de venda embute um custo escondido diferente do outro. A loja física entrega montagem, ajuste inicial e alguém para reclamar depois, e costuma ter o preço mais alto. A loja oficial das marcas de e-commerce, como KSW e GTSM1, dá preço direto e catálogo completo, mas a bicicleta chega parcialmente montada e o ajuste fica por sua conta. Já o site dos fabricantes nacionais é catálogo, não loja: ele publica preço de referência e encaminha para a revenda. O marketplace tem o menor preço e o maior risco: vendedor terceiro, garantia confusa e nenhuma responsabilidade sobre a montagem.
O Mercado Livre é usado por mais de 48% das lojas que vendem pela internet (Aliança Bike, 2026), e metade dos estabelecimentos brasileiros está no Sudeste (Aliança Bike, 2025). Quem mora longe de capital deveria checar assistência autorizada na própria cidade antes de fechar qualquer compra.
Resposta direta: Loja física custa mais e entrega montagem, ajuste e pós-venda com rosto. Loja oficial de marca de e-commerce dá preço direto, com montagem por sua conta, e site de fabricante nacional é catálogo que encaminha para revenda. Marketplace tem o menor preço e a garantia mais frágil. Como metade das lojas brasileiras está no Sudeste (Aliança Bike, 2025), quem mora no interior deve confirmar assistência local antes de comprar.
O orçamento não termina na bicicleta
Capacete e iluminação são os acessórios mais vendidos pelas lojas brasileiras (Aliança Bike, 2026), e são os dois itens que ninguém deveria adiar. Reservar dinheiro para eles desde o começo evita a armadilha de gastar tudo no quadro e sair pedalando sem enxergar nem ser visto.
A lista de estreia cabe em R$ 410 a R$ 600, e o piso sai da soma dos quatro primeiros itens abaixo. Capacete com certificação impressa parte de cerca de R$ 150 em marca própria de grande varejo. Um par de luzes recarregáveis fica entre R$ 80 e R$ 150. Cadeado decente pede R$ 100 ou mais, e faz sentido calibrar esse valor pelo preço da bike. Kit de furo com bomba sai por volta de R$ 80, e duas garrafas com suporte fecham a conta.

Some ainda a primeira revisão ao custo de cada canal. Nas lojas físicas ela costuma vir gratuita nos primeiros meses, e quem compra pela internet paga uma montagem profissional, item que quase ninguém orça antes. Vale planejar essa reserva antes de escolher o modelo: uma bicicleta de R$ 2.400 com equipamento completo protege mais que uma de R$ 3.000 sem capacete decente. A discussão sobre qual capacete escolher, incluindo se a tecnologia MIPS compensa o preço, está no guia de capacete com MIPS, linkado no fim do texto.
Resposta direta: Reserve de R$ 410 a R$ 600 para capacete, luzes, cadeado, kit de furo e garrafas, além da primeira revisão. O piso é a soma dos pisos: R$ 150 de capacete, R$ 80 de luzes, R$ 100 de cadeado e R$ 80 de kit de furo. Capacete e iluminação são os acessórios mais vendidos pelas lojas brasileiras (Aliança Bike, 2026). Quem compra pela internet deve orçar também a montagem profissional, custo que quase sempre fica de fora da conta inicial.
A bicicleta elétrica e o suporte que ela exige
A bicicleta elétrica cresce nas duas pontas. As quatro associadas da Abraciclo produziram cerca de 46,9 mil e-bikes em 2025, alta de 144%. As elétricas passaram a representar 14% da produção total das associadas (MundoBici, citando a Abraciclo, 2026). Do lado do balcão, a fatia de lojas que vendem elétricas subiu de 47% para 54% (Aliança Bike, 2026).
Motor barato costuma sair caro depois, e o motivo não está no preço da bike. Quase metade das lojas brasileiras não trabalha com elétricas, e é daí que vem o risco da compra. Bateria, controlador e motor exigem peça específica e alguém treinado, o que é diferente de trocar uma corrente. A projeção da entidade para 2026 é de 350 mil bicicletas produzidas, alta de 4,3%, o que sugere que a rede de assistência ainda vai correr atrás da demanda.
Três perguntas resolvem a maior parte do risco antes de você pagar. A assistência mais próxima de casa atende essa marca? Existe bateria de reposição disponível e por quanto? Qual o prazo de garantia da bateria, que costuma ser menor que o do quadro? Guarde as respostas por escrito.
Este guia não traz preço oficial de bicicleta elétrica porque a verificação de agosto de 2026 não localizou tabela pública consistente das quatro fabricantes nacionais para essa linha. Quando existir, ela entra aqui com a mesma régua dos demais valores.
Resposta direta: A produção de e-bikes das quatro associadas da Abraciclo chegou a cerca de 46,9 mil unidades em 2025, alta de 144% (MundoBici, citando a Abraciclo, 2026). A fatia de lojas que as vendem subiu de 47% para 54% (Aliança Bike, 2026). Como quase metade ainda não trabalha com elétricas, confirme assistência e reposição de bateria antes de comprar.
Qual guia ler depois deste?
Este texto resolve a decisão de orçamento, e cada etapa seguinte tem um guia dedicado com a mesma régua: preço oficial, data de consulta e nenhum link de afiliado. Como mais de 60% dos lojistas apontam até R$ 3 mil como a faixa mais vendida (Aliança Bike, 2026), o primeiro bloco atende a maior parte dos orçamentos.
Por teto de orçamento. Se o seu limite é R$ 3 mil, o guia de opções até R$ 3.000 traz os modelos com preço conferido nessa faixa e mostra quais marcas sequer publicam valores. Se o orçamento chega a R$ 5 mil e você quer mountain bike, o guia de aro 29 até R$ 5.000 mostra onde o freio hidráulico vira padrão e por que a transmissão de 12 velocidades fica fora do teto.
Por categoria e marca. Para decidir entre as três maiores fabricantes nacionais, o comparativo entre Caloi, Sense e Oggi compara garantia de quadro, transparência de ficha e pós-venda documentado. Quem mira estrada de terra encontra as gravels nacionais comparadas com preço, geometria e capacidade de carga lado a lado.
Acessórios e método. Antes de comprar capacete, veja o que a evidência científica diz em capacete com MIPS vale a pena. Para quem quer registrar treino e navegar por rota, o guia de qual ciclocomputador escolher mostra em que preço começa o mapa embarcado em cada marca. Para treinar em casa, os rolos de treino smart têm degrau de preço bem definido no Brasil. E antes de confiar em qualquer lista da internet, incluindo esta, leia como avaliar um review de bike.
Se a dúvida ainda é sobre marca, o texto sobre marcas mais vendidas explica por que volume de vendas diz pouco sobre qualidade. E quem nunca pedalou encontra o passo anterior no guia de melhores bicicletas para iniciantes.
Resposta direta: O caminho depois deste guia tem três blocos. Por teto de orçamento, vá para os guias de até R$ 3.000 e de aro 29 até R$ 5.000. Por categoria e marca, para o comparativo Caloi, Sense e Oggi e para o de gravels nacionais. Em acessórios e método, para capacete, ciclocomputador, rolo de treino e o guia de como avaliar reviews. A lista de estreia começa em R$ 410, somando os pisos de capacete, luzes, cadeado e kit de furo, e capacete e iluminação são os acessórios mais vendidos pelas lojas (Aliança Bike, 2026).
Perguntas frequentes sobre como escolher bicicleta
Qual o tamanho de bicicleta para quem tem 1,70 m?
Na tabela oficial da linha Explorer 2026 da Caloi, 1,70 m fica na fronteira entre P e M. O M cobre de 1,70 m a 1,80 m (Caloi, 2026). Quem está no limite deve testar os dois tamanhos na loja, porque comprimento de tronco e de perna mudam o resultado.
Qual a diferença entre aro 26 e aro 29?
O aro 29 rola melhor sobre obstáculos e mantém velocidade com menos esforço; o aro 26 é mais ágil em curva fechada e cabe melhor em ciclistas baixos. A questão prática hoje é de mercado: as linhas atuais das marcas nacionais são majoritariamente aro 29, o que facilita encontrar pneu e câmara. A exceção mais visível é a urbana de entrada: a Caloi Andes segue em aro 26, e pneu 26×1.95 continua item corrente em qualquer loja de bairro.
Vale a pena comprar bicicleta usada?
Vale quando o preço compensa a ausência de garantia. Caloi (garantia) e Oggi (procedimento) restringem a cobertura ao primeiro proprietário mediante nota fiscal, então uma bike usada chega sem amparo de fábrica. Compense com revisão completa em oficina antes de fechar negócio.
Preciso de suspensão para andar na cidade?
Não para asfalto liso. As urbanas Caloi Andes e Aspen trazem garfo de 30 mm (Caloi, 2026) e 80 mm de curso (Caloi, 2026), suficiente para buraco urbano. Suspensão adiciona peso e manutenção, então ela só compensa para quem enfrenta paralelepípedo ou estrada de terra na rotina.
Quanto investir na primeira bicicleta?
Mais de 60% dos lojistas apontam até R$ 3 mil como a faixa do modelo mais vendido (Aliança Bike, 2026). Some de R$ 410 a R$ 600 para capacete, luzes, cadeado e kit de furo. Comprar no teto do orçamento sem equipamento é o erro clássico da estreia.
Conclusão: a ordem certa economiza mais que o desconto
Escolher bicicleta fica simples quando você respeita a ordem. Primeiro o uso, que elimina categorias. Depois o tamanho de quadro, que nenhum desconto compensa se estiver errado. Só então o orçamento, comparando preços do mesmo tipo. Marca vem por último, e importa mais pela rede de assistência do que pelo adesivo.
Os números deste guia têm data: 18/08/2026, com a coleta da GTSM1 reconferida em 19/08/2026. Preço de bicicleta muda com câmbio, estoque e promoção, então confira no site do fabricante antes de fechar a compra. Os endereços estão linkados ao longo do texto para isso.
Qual faixa de orçamento você está considerando? Conte nos comentários e diga qual uso pesa mais na sua escolha.



