Você marca o destino, o app promete a rota “perfeita para bike”, e no km 40 a estradinha vira trilha com porteira fechada. Qual app para planejar rota de bike evita isso no Brasil? Os comparativos em português não ajudam: são listas genéricas, sem preço em reais e sem olhar para a estrada de terra que domina o interior.
Este comparativo traz o que falta: preços 2026 verificados em reais e o que cada plano grátis entrega de verdade. No fim, quem lida melhor com o Brasil pouco mapeado e um veredicto por perfil.
Em resumo
- O Komoot tem o melhor planejador de rotas e custa R$ 299,90/ano no Premium (App Store BR, 2026), com mapas avulsos sem mensalidade a partir de R$ 22,90
- O Strava tem o plano completo mais barato (R$ 149,90/ano liberam tudo) e soma o maior heatmap de trechos realmente pedalados (Strava, 2026); criar rotas e navegar offline, porém, exigem assinatura
- O Ride with GPS (RWGPS) tem o grátis mais generoso para quem usa ciclocomputador: planeja no site e envia para Garmin e Wahoo sem pagar (Ride with GPS, 2026)
- Em interior pouco mapeado, o heatmap do Strava vale mais que o roteador automático; em região bem mapeada, o Komoot vence
- O veredicto muda por perfil: cicloviajante, urbano e atleta saem com respostas diferentes
Comparativo rápido: qual app vence em cada critério?
Nenhum dos três vence em tudo. O Komoot leva em planejamento de rota, o Strava em custo-benefício (R$ 149,90/ano liberam o pacote completo) e dados de comunidade (Strava, 2026), e o Ride with GPS em plano grátis para quem já tem Garmin ou Wahoo (Ride with GPS, 2026).
| Critério | Vencedor | Por quê |
|---|---|---|
| Planejador de rotas | Komoot | Classifica superfície e dificuldade por trecho |
| Plano grátis | Ride with GPS | Planeja no site e sincroniza com Garmin/Wahoo sem pagar |
| Preço anual | Strava e RWGPS Basic (empate técnico) | R$ 149,90/ano nos dois; para o pacote completo do RWGPS, o Premium sobe a R$ 259,90 |
| Mapas offline no grátis | Komoot | 1 região desbloqueada com navegação por voz |
| Comunidade e dados reais | Strava | Mais de 150 milhões de atletas; heatmap de 12 meses |
| Integração com ciclocomputador | Ride with GPS | Sync Garmin/Wahoo já no plano gratuito |
A escala do Strava explica o peso da comunidade: são mais de 150 milhões de atletas em mais de 185 países (Strava, 2025), e o Brasil é, segundo a própria empresa, seu segundo maior mercado no mundo (Bike aos Pedaços, 2026).
Resposta direta: Não existe melhor app de rota de bike absoluto: o Komoot vence em planejamento, o Strava em custo-benefício (R$ 149,90/ano liberam o pacote completo) e comunidade (Strava, 2026), e o Ride with GPS em plano grátis com sincronização para Garmin e Wahoo (Ride with GPS, 2026). A escolha certa depende do perfil e do equipamento que você já tem.
Quanto custa cada app em 2026?
Os três têm plano grátis; assinar custa de R$ 149,90 a R$ 299,90 por ano no Brasil, e o Komoot é o único que ainda vende mapas avulsos sem mensalidade, a partir de R$ 22,90 (Komoot, 2026). A tabela abaixo traz os valores verificados em agosto de 2026.
| App | Plano grátis | Assinatura mensal | Assinatura anual | Outras opções |
|---|---|---|---|---|
| Strava | Registra pedais; não cria rotas | R$ 22,90 | R$ 149,90 (Individual) | Estudante R$ 74,95/ano; Família R$ 389,90/ano; Strava+Runna R$ 349,99/ano (Strava, 2026) |
| Komoot | 1 região desbloqueada, com voz e offline | R$ 24,90 | R$ 299,90 (Premium) | Mapas avulsos sem mensalidade: região R$ 22,90, pacote R$ 49,90, mundo R$ 169,90 no site (Komoot, 2026) ou R$ 149,90 na App Store (App Store BR, 2026) |
| Ride with GPS | Starter: planeja no site + sync Garmin/Wahoo | Basic R$ 24,90; Premium R$ 34,90 | Basic R$ 149,90; Premium R$ 259,90 (App Store BR, 2026) | Preço em dólar no site oficial não verificável na consulta |
Preços verificados em agosto de 2026; os canais divergem (o pacote mundial do Komoot custa R$ 169,90 no site e R$ 149,90 na App Store), então confirme no checkout antes de assinar. No Strava, a conta anual compensa: R$ 149,90 contra R$ 274,80 de 12 mensalidades, um desconto de cerca de 45%.
Um contexto que os comparativos antigos ignoram: o Komoot foi comprado pela Bending Spoons em 20/03/2025, com 45 milhões de usuários na época (Business Wire, 2025). O modelo de negócios da nova dona é centrado em assinaturas, e os preços e regras do Komoot já mudaram desde então: trate qualquer valor como retrato do momento. Do lado do Strava, uma facilidade local: a empresa anunciou o pagamento por Pix no Brasil em 24/02/2026 (Bike aos Pedaços, 2026), útil para quem não tem cartão internacional.
Resposta direta: Em 2026, os apps de rota custam no Brasil: Strava R$ 22,90/mês ou R$ 149,90/ano (Strava, 2026); Komoot Premium R$ 24,90/mês ou R$ 299,90/ano, com mapas avulsos de R$ 22,90 a R$ 169,90 sem mensalidade; Ride with GPS Basic R$ 149,90/ano e Premium R$ 259,90/ano (App Store BR, 2026).

Qual app tem o melhor plano grátis?
Depende do equipamento. Para quem usa ciclocomputador, o Ride with GPS: o plano Starter planeja rotas no site e sincroniza com Garmin e Wahoo sem pagar (Ride with GPS, 2026). No celular, o Komoot grátis navega com voz e offline, mas só na região desbloqueada no cadastro (Komoot, 2026). O Strava grátis registra pedais e mostra o feed, mas não cria rotas.
A armadilha clássica é baixar o app achando que a navegação completa vem de graça. Onde cada um trava?
- Strava: desenhar as próprias rotas e salvar rotas para uso offline são recursos listados como exclusivos de assinantes (Strava, 2026)
- Komoot: fora da sua região grátis, planejar até dá, mas navegar exige comprar o mapa ou assinar; a 1ª região vem sem custos recorrentes (Komoot, 2026)
- Ride with GPS: o Starter não navega com voz nem baixa mapas offline; esses recursos entram no Basic (Ride with GPS, 2026)

Resposta direta: O melhor plano grátis de app de rota depende do equipamento: com Garmin ou Wahoo, é o Ride with GPS Starter, que planeja e sincroniza sem custo (Ride with GPS, 2026); só no celular, é o Komoot, que navega com voz e offline em 1 região desbloqueada (Komoot, 2026). O Strava grátis não cria rotas.
Qual mapeia melhor o Brasil e a estrada de terra?
Nenhum dos três foi feito para o Brasil, e a diferença real está na base de dados. Komoot e Ride with GPS roteiam sobre o OpenStreetMap, mantido por voluntários e irregular fora dos grandes centros. O Strava soma outra camada: o Global Heatmap mostra por onde ciclistas de verdade pedalaram nos últimos 12 meses, com dados agregados e desidentificados, atualizados mensalmente (Strava, 2026).
Por que isso pesa tanto aqui? Porque só 12,4% da malha rodoviária brasileira é pavimentada: 213.453 km de asfalto em mais de 1,7 milhão de km de estradas, pelo Anuário CNT do Transporte de 2018, o retrato mais recente em texto aberto (CNT, 2018). Quase 9 em cada 10 km do país não têm pavimento, e é exatamente aí que o OpenStreetMap mais erra: estrada que virou trilha, porteira nova, ponte que caiu.
A conclusão prática inverte o senso comum. Em região pouco mapeada, o heatmap do Strava vale mais que o roteador inteligente do Komoot: rastro de ciclista real é prova de que o caminho existe e passa. Em região bem mapeada, inverte: o classificador de superfície e dificuldade do Komoot monta a rota melhor que qualquer heatmap. O Ride with GPS compensa com camadas de mapa (OpenStreetMap, satélite) que deixam você conferir o traçado manualmente antes de sair.

Antes de qualquer viagem pelo interior, vale o ritual: trace no app preferido, confira no satélite se a estrada existe e cruze com o heatmap para ver se alguém pedalou por ali. As rotas de cicloturismo no Brasil do nosso hub ajudam a escolher o destino já testado por outros viajantes.
Resposta direta: Para mapear o Brasil rural, o dado mais confiável é o Global Heatmap do Strava, que agrega os trechos pedalados nos últimos 12 meses (Strava, 2026). Komoot e Ride with GPS roteiam sobre OpenStreetMap, irregular no interior de um país com só 12,4% da malha pavimentada (CNT, 2018).
Navegação offline: o recurso que justifica pagar
Os três navegam offline, mas nenhum de graça sem limite. No Komoot, o offline com voz vem na região desbloqueada ou no Premium (Komoot, 2026). No Ride with GPS, entra a partir do Basic (R$ 149,90/ano). No Strava, só para assinantes (Strava, 2026).
Em cicloturismo pelo interior, esse é o recurso que decide a assinatura. A cobertura móvel falha nas rodovias rurais, e o app que não baixou o mapa antes vira um retângulo preto no guidão. A rotina que evita o problema: baixar o mapa da região na noite anterior, no Wi-Fi da pousada, e testar o modo offline antes de sair do sinal.
Resposta direta: Navegação offline completa exige pagar nos três apps de rota: Komoot libera 1 região grátis e o resto no Premium (Komoot, 2026), Ride with GPS cobra a partir do Basic (R$ 149,90/ano) e Strava restringe a assinantes (Strava, 2026). Para pedalar onde o 4G falha, baixe o mapa antes.
Exportação GPX e integração com Garmin, Bryton e iGPSPORT
Quem manda a rota para o ciclocomputador não precisa do app certo, precisa do caminho certo. O fluxo mais barato é o do Ride with GPS: o Starter grátis sincroniza rotas direto com dispositivos Garmin e Wahoo (Ride with GPS, 2026).
| Ciclocomputador | Caminho recomendado |
|---|---|
| Garmin | Ride with GPS Starter (sync direta) ou Komoot via Garmin Connect |
| Wahoo | Ride with GPS Starter (sync direta) |
| Bryton | Importação pelo app Bryton Active a partir das contas conectadas; confira os apps suportados na documentação da Bryton |
| iGPSPORT | Exportar o GPX da rota (do Strava ou de outro app) e importar pelo site ou app da marca |
O arquivo GPX segue sendo o plano B universal: todo ciclocomputador importa. Cada app trata a exportação de um jeito. No Komoot, ela acompanha as regras de região e assinatura, que mudaram mais de uma vez desde a aquisição de 2025: confira o suporte oficial na data da compra. No Strava, a exportação de rotas acompanha a assinatura; confirme o formato no help center antes de depender dele. No Ride with GPS, a exportação GPX pelo app aparece documentada a partir do plano Basic (Ride with GPS, 2026).
Resposta direta: Para integrar app de rota e ciclocomputador: Garmin e Wahoo sincronizam de graça com o Ride with GPS Starter (Ride with GPS, 2026); Bryton importa pelo app Bryton Active; no iGPSPORT, o caminho é o arquivo GPX, importado pelo site ou app da marca. Na dúvida, o GPX é o formato que todo dispositivo aceita.
Veredicto: qual app para cada perfil de ciclista?
Cicloviajante: Komoot Premium, pelo planejador multi-dia com superfície e dificuldade; quem viaja pouco compra o mapa avulso da região (R$ 22,90 a R$ 169,90) e escapa da mensalidade (Komoot, 2026). Urbano: Ride with GPS Starter ou Komoot grátis na sua região, sem gastar nada. Atleta: Strava, que concentra treino, segmentos e a comunidade mais ativa dos três no Brasil por R$ 149,90/ano (Strava, 2026). Para treino indoor, ele conversa com os apps de ciclismo virtual que você já usa.
Cada escolha tem seu porém. O Komoot custa o dobro do patamar do Strava e tem futuro incerto de preços sob a Bending Spoons. O Strava tem planejador fraco para viagem de vários dias. O Ride with GPS tem comunidade pequena no Brasil, e a ficha da App Store lista 7 idiomas sem português: veja se a interface em inglês não pesa para você (App Store BR, 2026).
A combinação mais comum entre cicloviajantes resolve o dilema sem drama: planejar no Komoot ou no Ride with GPS e registrar o pedal no Strava. Os planos grátis dos três convivem no mesmo celular.
A régua do gráfico abaixo: planejamento (roteador e informação de superfície), preço (quanto custa liberar o pacote completo, o que dá ao Strava vantagem sobre o Basic do RWGPS), offline (o que funciona sem sinal), integração (fluxo até o ciclocomputador) e comunidade no Brasil (base de usuários e heatmap).
Resposta direta: Por perfil: cicloviajante fica com o Komoot (Premium ou mapa avulso da região); ciclista urbano usa Ride with GPS Starter ou Komoot grátis, sem gastar; atleta assina o Strava por R$ 149,90/ano (Strava, 2026). A combinação planejar no Komoot ou RWGPS e registrar no Strava é a mais comum entre cicloviajantes.
Perguntas frequentes sobre apps de rota
Komoot é gratuito?
Sim, com limite. O cadastro dá 1 região grátis com navegação por voz e mapas offline, sem custos recorrentes (Komoot, 2026). Fora dela, dá para comprar mapas avulsos a partir de R$ 22,90 (pagamento único) ou assinar o Premium por R$ 299,90/ano (App Store BR, 2026).
O Strava grátis deixa criar rotas?
Não. Criar rotas e salvar mapas para uso offline são recursos de assinante, por R$ 22,90/mês ou R$ 149,90/ano (Strava, 2026). O plano grátis registra atividades, mostra o feed e as rotas sugeridas básicas.
Qual o melhor app grátis para quem tem Garmin?
O Ride with GPS. O plano Starter planeja rotas no site e sincroniza com dispositivos Garmin e Wahoo sem custo (Ride with GPS, 2026). É o único dos três em que o fluxo completo até o ciclocomputador funciona sem assinatura.
Como passar uma rota do Strava para o iGPSPORT?
Exporte o arquivo GPX da rota no Strava e importe no iGPSPORT pelo site ou pelo app da marca: é o fluxo de upload que a documentação oficial descreve. A conexão de conta entre os dois serve para enviar atividades concluídas ao Strava, não para puxar rotas salvas; não confunda os dois sentidos.
Posso pagar o Strava com Pix?
Sim. O Strava anunciou o pagamento por Pix para assinaturas no Brasil em 24/02/2026 (Bike aos Pedaços, 2026), o que dispensa cartão de crédito internacional.
Conclusão: o melhor app é o que combina com o seu bolso e o seu guidão
O comparativo fecha sem campeão único, e isso é informação, não empate técnico:
- Preços 2026 no Brasil: Strava R$ 149,90/ano, Ride with GPS de R$ 149,90 a R$ 259,90/ano, Komoot R$ 299,90/ano ou mapas avulsos sem mensalidade
- Com Garmin ou Wahoo, o Ride with GPS Starter entrega o fluxo completo de graça
- Em estrada de terra, confie no heatmap e na checagem por satélite antes do roteador automático
- Teste o plano grátis dos três antes de assinar qualquer um: eles convivem no mesmo celular
Rota planejada? Monte a bagagem com o guia de o que levar no bikepacking e escolha o destino no hub de cicloturismo do blog. E conta nos comentários: qual app já te deixou na mão em estrada de terra?




