Seiscentos e cinquenta watts. É a potência que Mathieu van der Poel rodava na terceira subida do Oude Kwaremont quando percebeu que não fecharia o gap. Não existe como escalar um muro de granito belga com mais força do que o holandês colocou naqueles pedais no domingo, 5 de abril de 2026. E mesmo assim, Tadej Pogačar abriu a diferença com a naturalidade de quem muda de marcha num platô. Van der Poel ficou para trás. Evenepoel ficou para trás. O pelotão inteiro ficou para trás. Como sempre.
Foi a terceira vitória de Pogačar no Tour de Flanders — e o segundo monumento ganho em 2026, depois da Milan–San Remo de março. A sétima vitória consecutiva contando a temporada anterior. Vinte e quatro horas depois, Lance Armstrong abriu seu canal WEDU e disse o que muitos pensavam mas ninguém com autoridade histórica real tinha declarado ainda, com essa clareza, sem o véu da diplomacia esportiva: “Temos que encerrar esse debate. Para mim, está encerrado. Esse cara é bom assim. É o maior de todos os tempos, de longe.”
Às margens do debate: naquele mesmo domingo, em qualquer mesa de bar, churrasqueira ou grupo de WhatsApp no Brasil, o nome Tadej Pogačar não apareceu. Ninguém interrompeu a conversa sobre o Brasileirão para saber como foi o Flanders. O Tadej Pogačar maior ciclista de todos os tempos venceu a corrida mais dura da primavera europeia numa sequência histórica — e o país que é o quinto maior mercado de ciclismo recreativo do planeta sequer associa o nome ao rosto. Essa invisibilidade não é acidente. É um sintoma. E diz mais sobre o Brasil do que sobre Pogačar.
A sentença foi dada. O julgamento pode começar.
O Homem com o Asterisco Coroou o Rei
Lance Armstrong — e aqui a análise precisa ser honesta — não está falando de si mesmo quando coroa Pogačar. Está falando de Eddy Merckx. O Canibal. O padrão absoluto do ciclismo por mais de quarenta anos. Armstrong chegou perto com sete Tours de France antes de ter os títulos cassados pela USADA em 2012 por doping sistemático. No papel, teria “superado” os cinco de Merckx. Na prática, a História decidiu outra coisa — e Armstrong, quem mais sabe disso, escolheu não fingir que não sabe.
Pois é. O paradoxo da declaração é exatamente esse: um homem cujas vitórias foram apagadas do livro de recordes escolhe coroar outro. Há algo de poético nisso — e algo de profundamente jornalístico também. Armstrong conhece por dentro o que significa dominar um esporte por anos. Sabe a diferença entre ganhar com suporte farmacológico e ganhar de um jeito que faz 650 watts parecerem insuficientes para um rival. Quando ele diz que o debate acabou, está dizendo algo que transcende o fandom: está dizendo que viu grandeza de perto, e que o que Pogačar faz é categoricamente diferente de tudo que veio antes.
No canal WEDU, logo após o Flanders, Armstrong construiu o argumento com dados: no ritmo atual de vitórias, Pogačar deve ultrapassar o recorde total de monumentos de Merckx ainda em 2028 — e esperar esse marco para reconhecer o óbvio seria desonestidade intelectual. Acrescentou: “Você pode ver nos outros corredores… eles sabem. Eles sabem como isso vai terminar.” Van der Poel, prata no domingo, confirmou involuntariamente a tese. “Há um fenômeno rodando por aí”, disse o holandês a jornalistas belgas após a corrida — com o tom de quem describe uma força da natureza, não um adversário.
Sabe o que é mais revelador? Nas semanas anteriores ao Flanders, repórteres nos pelotões de largada das clássicas fizeram enquetes informais entre os próprios corredores: quem é o maior ciclista de todos os tempos? Em 9 de cada 10 respostas, o nome foi Pogačar. Não Merckx. Não Hinault. Não Induráin. O homem que pedala ao lado deles toda semana, e que eles sabem que não vão bater.
O Peso da Régua: Quem Era Eddy Merckx
Para dimensionar o que está em jogo, é preciso entender o padrão que Pogačar está derrubando. Não como exercício nostálgico — mas como exercício de honestidade histórica.
Eddy Merckx ganhou 525 corridas profissionais ao longo da carreira. Para ter referência: um ciclista de elite competitivo hoje acumula entre 50 e 100 vitórias numa carreira inteira. Merckx ganhou 11 Grand Tours — cinco Tours de France (1969, 1970, 1971, 1972, 1974), cinco Giros d’Italia e uma Vuelta a España. Venceu 19 monumentos, um recorde que ficou intocado por décadas com sobra: o segundo na lista histórica, Roger De Vlaeminck, terminou a carreira com 11. Oito a menos. É uma diferença de categoria, não de grau — como se Pelé tivesse marcado o dobro de gols do segundo colocado e ainda assim fossem comparados num mesmo parágrafo.
O apelido era O Canibal. Não pela ferocidade, mas pela voracidade: devorava corridas sem deixar restos para os outros. Nos anos 1970, Merckx e De Vlaeminck juntos venceram 44% de todos os monumentos da década. Quem tentava ganhar uma clássica naquela era precisava primeiro torcer para que nenhum dos dois tivesse dormido bem. Em 1969, Merckx fez o Tour de France completo e venceu a maillot jaune, o verde e a bolinha de montanha simultaneamente — feito ainda imbatível hoje, que os regulamentos modernos tornaram virtualmente impossível de se repetir.
Montreal, 1974. Merckx cruzou a linha de chegada do Mundial com o maillot arco-íris. Era o seu terceiro título mundial — naquele mesmo ano em que havia vencido o Tour e o Giro. A Tríplice Coroa do ciclismo, completa numa única temporada. Os cronistas esportivos da época não sabiam como cobrir o esporte sem usar o nome dele como referência absoluta de comparação. Era como tentar escrever sobre futebol sem mencionar Pelé. A diferença é que Merckx ainda estava pedalando.
É essa régua — não qualquer régua, mas a régua de Merckx, construída ao longo de uma carreira inteira de dominância absoluta — que Pogačar está quebrando. E está fazendo isso mais rápido do que O Canibal fez na primeira vez.
Os Números que Encerram Debates: Pogačar vs. Merckx vs. Todos os Outros
27 anos. Quatro Tours. Um Giro. Dois Mundiais consecutivos. Doze monumentos. 114 vitórias UCI no total. Esses são os números do Tadej Pogačar maior ciclista de todos os tempos — e eles ainda não pararam de crescer.
| Métrica | Pogačar (2026, 27 anos) | Merckx (carreira completa, 33 anos) | Outros candidatos |
|---|---|---|---|
| Grand Tours | 6 (4 TdF, 1 Giro, 1 Vuelta em estágio) | 11 (5 TdF, 5 Giro, 1 Vuelta) | Hinault: 10 | Induráin: 5 |
| Monumentos | 12 | 19 | De Vlaeminck: 11 | Kelly: 9 |
| Campeonatos Mundiais | 2 (2024, 2025) | 3 (1967, 1971, 1974) | Van der Poel: 2 |
| Vitórias UCI totais | 114 (e contando) | ~525 | Boonen: ~100 |
| Idade na 1ª vitória de Grand Tour | 21 anos (TdF 2020) | 23 anos (Giro 1968) | Induráin: 26 anos |
| Monumentos aos 27 anos | 12 | ~12 | Nenhum outro comparável |
Olha o que essa última linha diz. Aos 27 anos, Pogačar acumulou monumentos no mesmo ritmo que Merckx — mas Merckx terminou a carreira com 19. Pogačar ainda tem, conservadoramente, uma década de ciclismo de alto nível pela frente. Fazendo cálculo simples: se vencer apenas dois monumentos por ano até os 32 anos, chega a 22. Se mantiver o ritmo de 2024–2026, o número pode ser outro.
Agora, o Pogačar Tour de Flanders 2026 como cena. Porque tabelas descrevem — mas não convencem. Quem precisa ser convencido precisa da imagem.
Faltam cinco quilômetros para Oudenaarde. O pelotão que tinha 100 corredores na largada se fragmentou horas antes sobre os muros flamengos molhados pela chuva intermitente. Restam três: Pogačar, Van der Poel e Evenepoel, cada um com um gregário nas costas. Na terceira subida do Oude Kwaremont — pedras medievais empilhadas num gradiente de 11%, com o cheiro de lama e palha dos campos ao redor — Pogačar muda de ritmo. Não é uma aceleração explosiva, como a de um velocista. É um aumento de potência gradual, quase clínico, como quem aperta um botão. Van der Poel, a 650 watts, não fecha. A câmera de moto capta o rosto do holandês por um segundo. Não é raiva. É algo mais próximo de admissão silenciosa — como se ele soubesse, desde antes da largada, que este seria o resultado.
Esse efeito psicológico — o pelotão que antecipa a derrota antes do ataque acontecer — é o dado que nenhuma tabela consegue capturar, mas que Armstrong identificou com precisão. Quem acompanha ciclismo nos últimos dois anos conhece aquele momento em cada corrida: Pogačar se posiciona, o ritmo dos comentaristas muda, a câmera para nele. E o espectador já sabe. Os rivais também sabem. Eles pedalando à frente apenas prolonga o resultado, não o altera.
O Que Pode Parar Pogačar — E o Que Definitivamente Não Pode
Bom. O argumento contrário existe — e merece ser tratado com seriedade, não descartado como obstrução nostálgica.
Merckx ganhou 19 monumentos numa era sem power meters, sem altimetrias publicadas com antecedência, sem análise de dados em tempo real que as equipes modernas usam para construir estratégias etapa por etapa. Pogačar tem à disposição um suporte técnico-científico que O Canibal jamais imaginou. A comparação direta entre eras diferentes no ciclismo — como no futebol entre Pelé e Messi — carrega sempre o problema metodológico de que o esporte evoluiu, os adversários evoluíram, o calendário mudou. Reconhecer isso não diminui Pogačar. Apenas exige honestidade intelectual.
O que falta numericamente? Pogačar ainda não venceu Paris-Roubaix — um dos cinco monumentos, e o que mais escapa ao seu perfil natural de escalador-clássico. Em Grand Tours, a distância para Merckx ainda é real: 6 contra 11. Para superar o belga nessa métrica, Pogačar precisaria de cinco títulos adicionais — o que, mesmo no melhor cenário, levaria até 2031. E nada garante que não haverá uma queda num momento decisivo, uma temporada de doença, ou um Jonas Vingegaard num dia de forma absoluta.
E o doping? A questão não pode ser varrida para baixo do tapete — Armstrong, de todos os homens, sabe disso melhor do que qualquer outro. Merckx testou positivo três vezes numa era em que os controles eram decorativos. Armstrong foi desqualificado de sete títulos. Pantani, Ullrich, Riis — a lista é longa e conhecida. Pogačar compete num ciclismo de passaporte biológico obrigatório, controles antidoping muito mais rigorosos e monitoramento longitudinal de parâmetros hematológicos. Isso não é garantia absoluta — nada no esporte profissional é — mas muda o nível de evidência disponível. Nenhum analista sério pode equiparar o contexto de 1972 ao de 2026.
Rapaz, o argumento de Armstrong — e o argumento desta análise — não é que Pogačar já cruzou todos os marcos numéricos de Merckx. É que, a 27 anos, dominando simultânea e comprovadamente todas as superfícies e formatos do ciclismo profissional, o debate sobre quem é o maior já não tem uma resposta competitiva disponível. O que falta são números — não domínio. E números, Pogačar tem demonstrado que consegue acumular. Para você, o debate já terminou?
O Brasil Não Percebeu — E Isso Diz Tudo
Aqui um dado que merece pausa real: quando repórteres perguntam a espectadores brasileiros o nome de um ciclista profissional, a resposta mais comum ainda é Lance Armstrong. Num país de 215 milhões de pessoas onde o ciclismo recreativo cresce todo ano, onde os grupos de pedal lotam parques e ciclovias nas madrugadas de domingo, onde a venda de bicicletas superou a de automóveis em vários anos da última década — o maior esportista em atividade no planeta é praticamente anônimo.
A comparação com o futebol é inevitável e necessária. Imagine que Lionel Messi — não o Messi veterano de 2024, mas o Messi no auge máximo, invicto há três temporadas, vencendo tudo o que existe para vencer em todos os formatos do esporte — existisse num esporte que o ge.globo cobre com três parágrafos nas semanas sem polêmica. Esse esporte seria o ciclismo. E esse Messi seria Pogačar. O Brasil teria perdido os melhores anos sem sequer saber que estava perdendo.
Isso é um problema de distribuição e cobertura, não de qualidade do esporte. O ciclismo profissional tem narrativas que rivalizam com qualquer série de streaming — rivalidades multianuais, comebacks impossíveis, traições táticas dentro do próprio time, condições climáticas que transformam adultos em atletas bíblicos — mas a televisão brasileira trata o Tour de France como curiosidade exótica de julho. A ESPN Brasil e o SporTV publicam notas breves sobre os resultados das grandes corridas. Nada suficiente para formar público, nada que explique por que um homem pedalando 260km sobre cobblestones belgas com chuva diagonal é um dos espetáculos fisicamente mais brutais e esteticamente mais bonitos do esporte moderno.
A cena mais comum na descoberta do ciclismo acontece num domingo de manhã. Alguém abre o celular sem nenhuma expectativa — esperando resultado de futebol, talvez — e se depara com um stream ao vivo do Flanders. Cobblestones molhados. Chuva diagonal. E um homem sozinho na frente de todos, a 50km/h, subindo um muro de granito com a postura calma de quem sabe que ninguém vai alcançá-lo. Não é preciso entender de watts, de estratégia, de desnível. Basta ver o rosto de Van der Poel quando a diferença abre. É o momento em que o ciclismo converte um espectador para sempre. Essa cena aconteceu no último domingo. Poucas pessoas no Brasil viram.
Quem quiser corrigir isso tem caminhos concretos. O Tour de France 2026 começa em 4 de julho, com transmissão no SporTV em etapas selecionadas e cobertura completa pelo GCN+ (plataforma de streaming com plano mensal acessível). Para o imediato, o próximo grande evento é o Paris-Roubaix no domingo 13 de abril — onde Pogačar pode completar os cinco monumentos na carreira e entrar num clube com apenas três membros na história: Van Looy, Merckx e De Vlaeminck. O horário, no horário de Brasília, gira em torno das 7h às 12h. O app do ProCyclingStats permite acompanhar em tempo real qualquer corrida, com resultados ao vivo e perfil de altimetria.
O Último Quilômetro
O debate GOAT no esporte resiste porque a grandeza é geracional, e cada geração precisa defender seus heróis. Jordan vs. LeBron nunca vai ter resposta definitiva porque parte do que está em jogo não são os números — são as memórias afetivas de quem cresceu vendo um ou outro. Merckx é intocável para quem tem mais de 60 anos e lembra de assistir aos Mundiais numa TV preto-e-branco. O Canibal. Para quem viveu aquilo, comparar qualquer outra coisa com Merckx é quase uma profanação.
Mas há algo que Pogačar faz que Merckx nunca pôde fazer: está acontecendo agora. A grandeza ao vivo é diferente da grandeza arquivada. Ver Ronaldo marcar no Maracanã em 1997 era uma experiência física diferente de ler sobre Pelé em 1962 — mesmo que Pelé seja o maior. Pogačar é a primeira geração de ciclistas acompanhada em alta definição, em tempo real, com dados de potência, câmeras embarcadas, análise instantânea de métricas fisiológicas. A experiência de testemunhar sua dominância não tem precedente histórico, mesmo que a dominância em si tenha eco no passado.
Merckx. Só Merckx. Por mais de quarenta anos, esse foi o padrão. Agora, num domingo chuvoso em Oudenaarde, um esloveno de 27 anos acelerou num muro de pedras medievais, abriu 30 segundos sobre o segundo melhor ciclista de clássicas do planeta, e chegou sozinho. O pelotão viu. Os rivais viram. Armstrong viu e disse o que precisava ser dito. A questão não é mais se Pogačar será o maior de todos os tempos. É se o mundo vai prestar atenção enquanto ainda está acontecendo — ou vai descobrir, anos depois, que a grandeza absoluta passou como sempre passa: em tempo real, invisível para quem estava olhando para outro lado.
Perguntas Frequentes sobre Tadej Pogačar e o Debate pelo Maior Ciclista de Todos os Tempos
Tadej Pogačar é o melhor ciclista de todos os tempos?
O debate sobre o Tadej Pogačar maior ciclista de todos os tempos divide especialistas em eras diferentes, mas os dados e as declarações dos próprios rivais apontam para um consenso crescente. Aos 27 anos, Pogačar já acumula 4 Tours de France, 1 Giro, 2 Mundiais consecutivos e 12 monumentos — chegando a esses números mais rápido que qualquer outro na história do ciclismo. Lance Armstrong declarou publicamente que o debate acabou. 9 em cada 10 profissionais do pelotão dizem o mesmo. A comparação com Eddy Merckx, o padrão histórico absoluto com 19 monumentos e 11 Grand Tours, ainda pende para o belga em volume total de vitórias — mas a distância diminui a cada corrida.
Quantos Tours de France Pogačar ganhou?
Pogačar venceu o Tour de France em 2020, 2021, 2024 e 2025 — quatro títulos no total. As edições de 2022 e 2023 foram vencidas por Jonas Vingegaard, numa das rivalidades mais intensas do ciclismo moderno. Em 2024, Pogačar retomou o domínio vencendo o Giro e o Tour no mesmo ano — Tríplice Coroa completada com o Mundial de setembro. Com contrato na UAE Team Emirates–XRG até pelo menos 2030, é matematicamente plausível que alcance os cinco Tours de Merckx ainda antes dos 32 anos.
O que Lance Armstrong disse sobre Pogačar?
Após o Tour de Flanders 2026, Armstrong declarou no canal WEDU que o debate sobre o Lance Armstrong Pogačar GOAT estava encerrado. Sua frase exata: “Temos que encerrar esse debate. Para mim, está encerrado. Esse cara é bom assim. É o maior de todos os tempos, de longe.” Armstrong acrescentou que, quando Pogačar ataca, dá para ver nos rivais que eles sabem o resultado antes mesmo de o gap abrir. A declaração ganhou repercussão especial por vir de alguém com experiência direta no que significa dominar o ciclismo por anos — com todas as contradições que esse legado carrega.
Pogačar vai superar Eddy Merckx?
Na comparação direta entre Pogačar vs Eddy Merckx, o esloveno já é favorável em velocidade de acumulação de monumentos: ambos tinham 12 aos 27 anos, mas Merckx terminou a carreira com 19. No ritmo dos últimos três anos, especialistas e o próprio Armstrong estimam que Pogačar pode alcançar os 19 monumentos de Merckx por volta de 2028. Em Grand Tours, a distância é maior: 6 contra 11, exigindo mais cinco títulos adicionais — plausíveis, mas não garantidos. Um acidente grave, uma mudança de ciclo no esporte ou um Jonas Vingegaard redescoberto mudariam o cenário. A questão, aos olhos de quem acompanha, não é mais se Pogačar alcançará Merckx — é o quanto além ele vai.
Onde assistir Pogačar no Brasil?
Os principais eventos dos recordes Tadej Pogačar e das corridas que vêm pela frente podem ser acompanhados pelo GCN+ (plataforma de streaming de ciclismo com plano mensal) e pelo FloBikes. O Tour de France 2026, a partir de 4 de julho, tem transmissão no SporTV no Brasil em etapas selecionadas. O Paris-Roubaix (13 de abril), a Liège–Bastogne–Liège (26 de abril) e o Il Lombardia (outubro) são os próximos Pogačar monumentos ciclismo da temporada — todos disponíveis no GCN+ com comentário ao vivo. Os horários giram em torno das 7h às 13h no horário de Brasília. Para resultados em tempo real de qualquer corrida, o app ProCyclingStats é a referência mais completa disponível gratuitamente.





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