Duas e cinquenta e três da manhã. Treze de maio de 1909. Cento e vinte e sete ciclistas se amontoam na Piazzale Loreto, em Milão, diante da sede de um jornal esportivo que mal conseguia pagar seus funcionários. A primeira etapa tinha 397 quilômetros — mais do que a distância entre São Paulo e Curitiba. E não havia maglia rosa, não havia câmera de TV, não havia sequer um sistema decente de cronometragem. Tinha um bando de loucos, uma estrada de terra e a promessa de 5.325 liras pro vencedor. Daquele caos nasceu uma das competições mais bonitas do esporte. Os vencedores do Giro d’Italia carregam esse DNA de resistência absurda desde o primeiro pedal.
Cento e oito edições depois, a lista de campeões da Corsa Rosa funciona como uma enciclopédia viva do ciclismo mundial. Tem italiano que virou santo, belga que engoliu rivais como se fossem aperitivo, colombiano que escalou os Dolomitas como se a gravidade tivesse tirado folga. E tem, também, tragédia. Doping. Guerras que cancelaram a prova. Recordes que parecem inventados.
Rapaz, se existe uma corrida que mistura épico com drama de novela das nove, é o Giro.
De onde vem o rosa? A maglia e o jornal que inventou uma corrida
A cor mais famosa do ciclismo não veio de um designer, de um comitê ou de uma votação popular. Veio de papel de jornal. A Gazzetta dello Sport, fundadora do Giro, sempre foi impressa em papel cor-de-rosa — tradição que mantém até hoje. Quando decidiram criar uma camisa para identificar o líder da classificação geral, em 1931, a escolha foi óbvia. Rosa como as páginas do jornal. Simples assim.

Mas nem todo mundo gostou. Mussolini — sim, o ditador — torceu o nariz pra cor. Achou “efeminada”, segundo relatos da época. Só liberou a camisa quando enfiaram o símbolo fascista na frente. A política italiana metendo o dedo no ciclismo. Depois da guerra, o símbolo sumiu. O rosa ficou.
O primeiro sujeito a vestir a maglia rosa foi Learco Guerra, depois de vencer a etapa inaugural de 1931, entre Milão e Mantova. Mas quem levou a camisa rosa até o final daquela edição foi Francesco Camusso. A camisa era de lã, pesada, com bolsos na frente e gola alta. Qualquer ciclista moderno olharia pra aquilo e perguntaria se era uma piada.
Olha, a motivação por trás do Giro é mais prosaica do que parece. A Gazzetta não criou a corrida por amor ao pedal — criou pra vender jornal. O rival Corriere della Sera planejava uma corrida de bicicleta própria, embalado pelo sucesso de uma corrida de automóveis. O editor Tullo Morgagni mandou um telegrama pro dono do jornal com uma mensagem clara: precisamos fazer antes deles. E fizeram. Sem dinheiro suficiente, improvisando cronometragem, com estradas que mal serviam pra carroça. Pois essa gambiarra genial se transformou numa das provas mais prestigiadas do planeta.
Sabe o que diferencia o Giro do Tour de France? A imprevisibilidade. O Tour tem mais dinheiro, mais audiência, mais holofote. Mas o Giro tem um traçado que muda radicalmente a cada ano, montanhas que desafiam qualquer fisiologia humana e um público italiano que trata ciclista como jogador de futebol. É como comparar a Champions League com a Libertadores — a segunda tem menos estrutura e mais alma.
A forja italiana: quando só ganhava quem nascia na bota (1909–1949)
Quarenta e uma edições. Quarenta e um vencedores italianos. Nenhum estrangeiro sequer chegou perto de vencer o Giro nos primeiros 41 anos da corrida. Pra ter dimensão do que isso significa: é como se a Seleção Brasileira tivesse vencido todas as Copas do Mundo de 1930 até 1970, sem exceção.
Luigi Ganna, o primeiro campeão, era pedreiro. Pedalava quase 100 km por dia só pra ir e voltar do trabalho. Quando apareceu na largada da Piazzale Loreto naquela madrugada de 1909, já tinha pernas de aço forjadas pelo cotidiano. Venceu três etapas e conquistou a classificação geral pelo sistema de pontos — que era como o Giro funcionava na época. Perguntaram a ele qual tinha sido a sensação mais forte da corrida. A resposta, em dialeto milanês, entrou pra história: “Me brüsa tanto el cü”. Em tradução livre e educada: o traseiro estava pegando fogo.
Mas a era dos pioneiros deu lugar a algo maior. Alfredo Binda apareceu nos anos 1920 e dominou de um jeito que incomodou até os organizadores. Cinco vitórias — 1925, 1927, 1928, 1929 e 1933. O sujeito era tão superior que em 1930 a organização pagou 22.500 liras pra ele não correr. O prêmio era exatamente o mesmo valor que o vencedor receberia. Binda pegou o dinheiro e foi correr o Tour de France. Imagina pagar o melhor do mundo pra ficar em casa porque ele estragava o espetáculo.
O sol ainda não nasceu nos Dolomitas. A estrada sobe em zigue-zague, cascalho solto, neblina densa. Um ciclista solitário emerge da curva, quadro de aço cromado brilhando úmido. Não existe rádio de equipe, não existe carro de apoio a dois metros. Existe só o barulho da corrente contra o câmbio primitivo e a respiração de um homem contra a montanha. É 1940. O ciclista tem vinte anos. Chama-se Fausto Coppi.
Fausto Coppi e Gino Bartali são a maior rivalidade que o ciclismo já produziu. Coppi, o Campionissimo, era elegância sobre duas rodas. Bartali, o devoto católico que escondeu judeus dos nazistas durante a guerra, pedalava como quem rezava — com sofrimento e fé. A Itália se dividiu entre os dois como o Brasil se dividiu entre Flamengo e Vasco nos anos 80. Coppi venceu cinco Giros. Bartali, três. O detalhe que arrepia: em 1952, Coppi se tornou o primeiro ciclista da história a vencer o Giro e o Tour de France no mesmo ano. Com vinte anos e 158 dias na sua primeira conquista, continua sendo o mais jovem campeão da corrida.
Essa era moldou o DNA do Giro. A prova que só italiano vencia.
A invasão estrangeira e os gigantes que reescreveram tudo (1950–1988)
1950. Hugo Koblet, suíço elegante que penteava o cabelo durante as etapas, quebrou 41 anos de hegemonia italiana. O choque na Itália foi imenso — como se um gringo tivesse ganhado o Campeonato Carioca nos anos 40. A partir dali, o Giro virou outra corrida.
Os anos 1950 não tiveram um dono claro. Coppi ainda brilhava, mas dividia espaço com Charly Gaul, o luxemburguês que escalava montanhas sob chuva como se estivesse passeando, e Fiorenzo Magni, que aos 34 anos e 180 dias se tornou o vencedor mais velho da história do Giro — recorde que resiste até hoje.
A década de 1960 trouxe Jacques Anquetil, o francês frio e calculista que venceu em 1960 e 1964. Mas a verdadeira revolução chegou em 1968. Eddy Merckx. O Canibal. Cinco vitórias no Giro — em 1968, 1970, 1972, 1973 e 1974. Três títulos consecutivos, recorde absoluto. Setenta e oito dias vestindo a maglia rosa ao longo da carreira, número que ninguém chegou perto de igualar. Quando Merckx entrava numa corrida, a pergunta não era se ele ia ganhar, mas por quanto.
Pois é. Merckx não dominava só a classificação geral. No seu primeiro Giro, em 1968, levou também a classificação por pontos e a de montanha. Tudo junto. Quem acompanha ciclismo sabe que isso beira o impossível — é como um atacante que termina artilheiro, melhor assistente e melhor jogador do campeonato ao mesmo tempo.
Depois de Merckx, Bernard Hinault manteve a tradição de gigantes estrangeiros no Giro, com três títulos. Stephen Roche, o irlandês, venceu em 1987 — ano em que também conquistou o Tour e o Mundial, completando a tríplice coroa. E em 1988, Andrew Hampsten se tornou o primeiro não-europeu a vencer a Corsa Rosa. Um americano no topo do pódio em Milão. O mundo tinha, oficialmente, invadido o Giro.
Glória, queda e redenção: a era que ainda estamos vivendo (1989–presente)
Laurent Fignon abriu essa era em 1989, mas o capítulo que ninguém esquece começa em 1998. Marco Pantani — o Pirata — escalou o Mortirolo naquele ano como se a montanha fosse uma rampa de skate. Bandana na cabeça, brinco na orelha, olhos que pareciam queimar. Venceu o Giro e o Tour no mesmo ano, algo que ninguém repetia desde Coppi em 1952. Seis anos depois, estava morto. Cocaína e solidão num quarto de hotel em Rimini, aos 34 anos.
Silêncio.
O Giro dos anos 2000 carrega essa cicatriz. Ivan Basso venceu duas vezes, mas a sombra do doping contaminou boa parte dos resultados daquela década. Alberto Contador foi desclassificado do Giro de 2011 por clenbuterol detectado no Tour de 2010 — e a vitória foi para Michele Scarponi. Nomes riscados, podios refeitos, confiança abalada.
A redenção tem nome italiano: Vincenzo Nibali. Dois títulos, em 2013 e 2016, com um estilo agressivo e imprevisível que devolveu orgulho aos tifosi. Nibali descia montanha como quem descia de tobogã — sem medo, jogando a bike nas curvas. Qualquer fã percebe que o Giro precisava de alguém assim depois dos anos sombrios.
E aí chegou a nova geração. Egan Bernal, colombiano de Zipaquirá, conquistou a maglia rosa em 2021 com uma escalada que lembrou os melhores dias de Pantani. Tadej Pogačar, em 2024, simplesmente destruiu a concorrência — seis vitórias de etapa, liderança do primeiro ao último dia, uma exibição de domínio a nível de que faz pensar nos tempos de Merckx. E completou a dobradinha Giro-Tour, feito que não acontecia desde o próprio Pantani em 98.
Os números que ninguém acredita — recordes e estatísticas que desafiam a lógica
Três nomes dividem o topo absoluto do palmarés do Giro d’Italia: Alfredo Binda, Fausto Coppi e Eddy Merckx. Cinco vitórias cada. Mas os contextos são radicalmente diferentes. Binda dominou nos anos 20, quando o Giro era quase exclusivamente italiano e as etapas passavam de 300 km. Coppi reinou nos anos 40 e 50, enfrentando a devastação do pós-guerra e a rivalidade com Bartali. Merckx engoliu tudo nos anos 70, competindo contra o mundo inteiro. Comparar os três é comparar Pelé, Maradona e Messi — cada um rei do seu tempo, cada um incomparável no seu contexto.
Sabe quantas vezes a Itália venceu o Giro? Sessenta e oito. Sessenta e oito vitórias, por 41 ciclistas diferentes. A Bélgica, segunda colocada, tem sete. A França, seis. Dezessete países já produziram um campeão da Corsa Rosa, incluindo Equador (Carapaz, 2019), Colômbia (Bernal, 2021) e Austrália (Hindley, 2022). A globalização do Giro é real — e irreversível.
Agora o dado que mais choca: o Giro foi cancelado em dez edições. Seis durante a Primeira Guerra Mundial (1915–1918) e quatro na Segunda (1940–1945). Quando voltou em 1919 e depois em 1946, a Itália estava destruída. Estradas esburacadas, cidades em ruínas. E mesmo assim, os ciclistas correram. A prova que todo mundo fala quando quer definir resiliência no esporte.
A literatura em fisiologia do exercício ajuda a entender por que repetir vitórias no Giro é tão difícil. Segundo estudo publicado no European Journal of Applied Physiology por Wehrlin e Hallén (2006), a capacidade aeróbica máxima (VO₂max) cai de forma linear com a altitude — e os Dolomitas, presença constante no percurso, regularmente colocam o pelotão acima dos 2.000 metros. Nessa altitude, pesquisas do Australian Institute of Sport indicam queda de 10 a 20% na capacidade aeróbica. Traduzindo: subir o Stelvio ou o Mortirolo na terceira semana de uma Grande Volta é como correr uma maratona respirando por um canudo. Quem sobrevive a isso tem VO₂max absurdo e massa corporal mínima — o perfil clássico do escalador puro que o Giro historicamente favorece.
E tem uma curiosidade que pouca gente conhece: em 1912, a classificação geral foi disputada por equipes, não por indivíduos. A Atala–Dunlop venceu. É a única edição da história com esse formato.
Bom, e a pergunta que não quer calar — o Giro é mais imprevisível que o Tour? Os números dizem que sim. Desde 2000, a Corsa Rosa teve mais de vinte campeões diferentes. O Tour, no mesmo periodo, foi dominado por menos nomes. O traçado mais técnico, as descidas traiçoeiras e o clima instável de maio na Itália criam um ambiente onde qualquer favorito pode desmoronar numa tarde chuvosa nos Alpes.
Os últimos donos da rosa — quem manda no Giro do século XXI
Gilberto Simoni abriu o século com duas vitórias (2001 e 2003), mas foi superado pelo próprio companheiro de equipe, Damiano Cunego, em 2004 — uma facada pelas costas que rendeu semanas de manchete na Itália. Paolo Savoldelli levou duas, em 2002 e 2005, provando que contrarrelogistas também vencem corridas de escaladores. A era dos italianos modernos ainda tinha fôlego.
Depois veio o terremoto estrangeiro. Chris Froome, em 2018, protagonizou uma fuga de 80 km na etapa do Colle delle Finestre que deixou todo mundo de queixo caído. Perdeu quase um minuto pro líder na saída e chegou a Roma de rosa. Richard Carapaz, equatoriano, surpreendeu o mundo em 2019. Tao Geoghegan Hart, britânico que entrou na última etapa sem a maglia rosa e só a conquistou no contrarrelógio final de Milão, em 2020 — o único campeão da história que nunca vestiu a camisa rosa durante a corrida.
Egan Bernal, com apenas 24 anos, dominou em 2021 com uma performance nas montanhas que recuperou a mística latina no Giro. Jai Hindley, australiano, venceu em 2022. Primož Roglič, esloveno ex-saltador de esqui, em 2023. E Tadej Pogačar, em 2024, com uma demonstração de poder que lembrou os dias de Merckx — seis etapas vencidas, domínio total.
Colle delle Finestre, 31 de maio de 2025. A estrada de terra some na neblina. Simon Yates ataca a oito quilômetros do topo, sozinho. Carapaz e Del Toro se marcam mutuamente, nenhum dos dois quer puxar. O britânico de 32 anos, que sete anos antes perdeu a maglia rosa nessa mesma montanha, agora a conquista. Na coletiva, as lágrimas chegam antes das palavras. “Eu sonhei com isso”, ele tenta dizer. A voz falha.
Simon Yates venceu o Giro d’Italia 2025 com uma das viradas mais épicas da história recente. Entrou na penúltima etapa 1 minuto e 21 segundos atrás de Isaac del Toro, o mexicano de 21 anos que liderava havia onze dias. Saiu dela com 3 minutos e 56 segundos de vantagem. Uma única subida mudou tudo. Del Toro se tornou o primeiro mexicano a subir no podio de uma Grande Volta — com apenas 21 anos, terá outras chances. Carapaz completou o pódio em terceiro. E Yates se juntou a Chris Froome como o segundo britânico a vencer múltiplas Grandes Voltas.
A próxima edição, em maio de 2026, já tem a pergunta no ar: quem será o 109º campeão?
Café, madrugada e tela pequena — o guia do fã brasileiro pro Giro
3h da manhã no Brasil. A transmissão abre com o pelotão entrando no sopé do Stelvio. Na tela do celular, apoiado no travesseiro, nevoeiro. Alguém ataca. A câmera demora pra achar quem é — a estrada some na névoa. O café no criado-mudo já esfriou. Ninguém percebeu.
Quem acompanha ciclismo no Brasil sabe que é esporte de despertador. O Giro acontece em maio, com chegadas de etapa geralmente entre 10h e 13h no horário de Brasília — o que significa que as subidas decisivas rolam por volta das 9h, 10h da manhã. Dá pra assistir tomando café. Mas as etapas de montanha mais longas? Essas começam cedo e terminam perto do meio-dia. É o tipo de programação que combina com home office e tela dividida.
Em 2025, a transmissão no Brasil ficou com o canal DSports, disponível na plataforma Sky+ (app e Smart TV). A cobertura foi em português, com narração de Sidney White e comentários de Leandro Bittar. Pra quem prefere a experiência italiana, a RAI também fica disponível pra assinantes da Claro/NET — e assistir ao Giro com narração italiana, mesmo sem entender tudo, é uma experiencia à parte. A emoção dispensa tradução.
Não consegue assistir ao vivo? Sem problema. Apps como Strava, ProCyclingStats e o perfil oficial do Giro no Instagram entregam resultados e highlights em tempo real. Podcasts brasileiros de ciclismo — como o Pelotão e o Giro do Ciclismo — fazem resumos diários durante as três semanas. E o YouTube do Ciclismo pelo Mundo traz análises e destaques pra quem quer acompanhar sem spoiler ou com spoiler total.
Cara, se a América Latina já tem tradição forte no Giro — com colombianos como Nairo Quintana (campeão em 2014), Egan Bernal e Einer Rubio sempre entre os melhores, além do equatoriano Carapaz — a comunidade brasileira de ciclismo cresce a cada edição. Conteúdo pra quem coloca o despertador antes do sol nascer.
O último quilômetro
O Giro d’Italia não é só uma corrida de bicicleta. É um espelho que reflete mais de um século de história — da Itália, do esporte e de gente que decidiu que pedalar por três semanas seguidas, em estradas impossíveis, era uma boa ideia. Cada nome no palmarés do Giro d’Italia carrega uma história que daria filme: o pedreiro que virou primeiro campeão, o belga que comeu o pelotão vivo, o pirata que voou e depois caiu, o britânico que chorou na mesma montanha que o destruiu sete anos antes.
Nenhuma lista de vencedores do Giro d’Italia conta essa corrida de verdade. Os números são bonitos, mas a estrada é mais. É na estrada que o rosa vira lenda.
Perguntas frequentes sobre os vencedores do Giro d’Italia
Quem são os maiores vencedores do Giro d’Italia?
Os três maiores vencedores do Giro d’Italia são Alfredo Binda, Fausto Coppi e Eddy Merckx, cada um com cinco títulos. Binda dominou nos anos 1920, Coppi nos anos 1940-50 e Merckx nos anos 1970. Nenhum ciclista da era moderna chegou perto de igualar essa marca — os que mais venceram recentemente foram Nibali e Contador, com dois títulos cada.
Quantas edições o Giro d’Italia já teve?
Até 2025, o Giro d’Italia completou 108 edições. A corrida foi fundada em 1909, mas não aconteceu durante as duas Guerras Mundiais — foram dez edições canceladas no total. O formato mudou ao longo dos anos: começou com sistema de pontos, passou pra cronometragem e até teve uma edição disputada por equipes em 1912. A edição de 2026, a 109ª, está marcada para maio, com largada na Bulgária.
Por que a camisa do líder do Giro é rosa?
A maglia rosa é rosa porque a Gazzetta dello Sport, o jornal que criou o Giro d’Italia, sempre foi impresso em papel cor-de-rosa. A camisa foi introduzida em 1931, inspirada no modelo do Tour de France, que já usava o amarelo desde 1919. O primeiro ciclista a vesti-la foi Learco Guerra, na abertura da edição de 1931.
Onde assistir o Giro d’Italia no Brasil?
No Brasil, o Giro d’Italia é transmitido pelo canal DSports, disponível na plataforma Sky+ (app e Smart TV), com narração em português. A RAI italiana também fica disponível para assinantes Claro/NET. As etapas geralmente começam entre 7h e 8h e terminam por volta de 12h-13h no horário de Brasília. Apps como Strava e ProCyclingStats ajudam a acompanhar resultados em tempo real pra quem não pode assistir ao vivo.
Qual a diferença entre o Giro d’Italia e o Tour de France?
As duas provas fazem parte das três Grandes Voltas do ciclismo (junto com a Vuelta a España), mas têm personalidades bem distintas. O Tour de France acontece em julho, tem mais audiência global e percurso mais previsível. O Giro d’Italia rola em maio, tem montanhas geralmente mais inclinadas — como os Dolomitas — e é considerado a Grande Volta mais imprevisível. Desde 2000, o Giro produziu mais vencedores diferentes do que o Tour, o que confirma sua fama de corrida aberta a surpresas. Outra diferença: a maglia rosa contra o maillot jaune — rosa contra amarelo, cada uma com sua mística.


Deixe um Comentário