Tem datas que a gente marca no calendário com um carinho especial. Para quem acompanha o ciclismo feminino de perto, o dia 1º de abril de 2026 é uma dessas. É quando a Dwars door Vlaanderen 2026 Feminino vai rolar pelas estradas da Flandres, na Bélgica — e desta vez, com um sabor diferente. Pela primeira vez na história, a prova feminina entra oficialmente no calendário do UCI Women’s WorldTour. Isso muda tudo.
Quem acompanha as clássicas belgas sabe que a Dwars door Vlaanderen não é uma corrida qualquer. Ela acontece bem no coração daquela semana sagrada do ciclismo flamengo — a famosa Flemish Holy Week — servindo como o último grande teste antes do lendário Tour de Flanders. E convenhamos: poucas coisas no esporte são tão emocionantes quanto ver o pelotão feminino atacando nos paralelepípedos da Bélgica.
Uma promoção merecida ao Women’s WorldTour
Vamos ao que importa de verdade. Até 2025, a Dwars door Vlaanderen Feminino fazia parte da UCI ProSeries — um patamar abaixo do topo. Já a versão masculina era WorldTour desde 2017. Essa diferença sempre incomodou muita gente, e com razão. Mas a Flanders Classics conseguiu a renovação das licenças junto à UCI para o período de 2026 a 2028, e agora a prova feminina finalmente chegou ao mesmo nível que a masculina.
Isso quer dizer que, a partir desta edição, a Dwars door Vlaanderen 2026 Feminino entra na elite das corridas de um dia do ciclismo mundial feminino, ao lado de clássicas como a Omloop Het Nieuwsblad, a Gent-Wevelgem In Flanders Fields e o próprio Tour de Flanders. É um passo enorme para a visibilidade e a competitividade do pelotão feminino.
O percurso de 2026: 128,8 km de pura Flandres
A 14ª edição da Dwars door Vlaanderen 2026 Feminino vai levar as ciclistas por 128,8 quilômetros de estradas que misturam asfalto, paralelepípedos e subidas curtas — mas que doem na alma. A largada acontece no Hipódromo de Waregem, às 14h10, e a chegada está prevista para aproximadamente 17h26, na Verbindingsweg, também em Waregem.
No cardápio deste ano, as corredoras vão enfrentar 6 setores de paralelepípedos e 8 subidas. Entre as novidades do percurso, destaque para a inclusão da Hellestraat, uma escalada que promete fazer a seleção natural do pelotão. Já os trechos clássicos continuam firmes: Berg Ten Houte, Côte de Trieu, Hotond e Mariaborrestraat aparecem uma vez cada no traçado.
A parte final da prova é praticamente idêntica à dos homens — e é aí que a corrida se decide. As ciclistas terão que encarar duas passagens pelo Nokereberg e duas vezes os paralelepípedos da Herlegemstraat. Quem já assistiu essa corrida sabe: nos últimos 30 quilômetros, ou você aguenta o tranco, ou desaparece do grupo da frente. Simples assim.
A marca de Elisa Longo Borghini em 2025
Impossível falar da Dwars door Vlaanderen 2026 Feminino sem lembrar do que aconteceu na edição anterior. Em 2025, Elisa Longo Borghini (UAE Team ADQ) simplesmente destruiu a concorrência. A italiana atacou nos paralelepípedos do Huisepontweg, a cerca de 25 quilômetros da chegada, ultrapassou a dupla que liderava — Marlen Reusser e Kraak — e seguiu sozinha até a linha de chegada em Waregem.
Foi uma demonstração de força bruta e inteligência tática. Com aquela vitória, Longo Borghini não só levou o tradicional prêmio do burro — troféu simbólico da corrida — como também alcançou a marca impressionante de 50 vitórias profissionais na carreira. No sprint do grupo perseguidor, Lotte Kopecky (SD Worx-Protime) ficou com o segundo lugar, e Elisa Balsamo (Lidl-Trek) completou o pódio. Atrás delas, nomes como Puck Pieterse, Mischa Bredewold e Liane Lippert mostraram que a profundidade do pelotão feminino está cada vez maior.
Histórico e grandes nomes da Dwars door Vlaanderen Feminino
A versão feminina da Dwars door Vlaanderen nasceu em 2012, organizada pela Flanders Classics, e desde então vem crescendo em prestígio e nível técnico. A corrida sempre acontece no mesmo dia que a prova masculina, na quarta-feira que antecede o Tour de Flanders — uma tradição que reforça a importância do evento no calendário das clássicas de paralelepípedos.
Quando se olha para a lista de vencedoras, chama atenção o domínio de Amy Pieters, que venceu três edições consecutivas entre 2014 e 2016. Ellen van Dijk também deixou sua marca com dois triunfos, em 2018 e 2019. Em 2024, foi a vez de Marianne Vos (Visma-Lease a Bike) brilhar, superando Shirin van Anrooij (Lidl-Trek) com um ataque de longa distância que lembrou seus melhores dias.
Cada uma dessas vencedoras trouxe um estilo diferente para a corrida. Amy Pieters dominava no sprint reduzido, Ellen van Dijk impunha seu poder no contrarrelógio individual aplicado à estrada, e Marianne Vos — bom, Vos é Vos. A holandesa simplesmente faz o que quer quando decide que aquele dia é dela.
O que esperar da edição de 2026
Com a promoção ao Women’s WorldTour, a Dwars door Vlaanderen 2026 Feminino vai atrair equipes e ciclistas de ponta. A expectativa é que o nível da corrida suba ainda mais, com as principais equipes WorldTour enviando seus melhores elencos. Afinal, agora há pontos valiosos em disputa para o ranking mundial.
Entre as principais favoritas, é impossível não citar Lotte Kopecky, que chega como uma das maiores referências do pelotão nas clássicas de paralelepípedos. A belga da SD Worx-Protime vai correr em casa e sabe como poucas interpretar as estradas da Flandres. Elisa Longo Borghini, atual campeã, certamente vai querer defender o título — e quem a viu em 2025 sabe que nunca se pode descartá-la.
Outros nomes que merecem atenção são Demi Vollering, que trocou a SD Worx pela FDJ United-SUEZ e já declarou publicamente que quer vencer tudo em 2026; Puck Pieterse, que continua evoluindo nas clássicas; e a sempre perigosa Marianne Vos, que aos 39 anos segue competitiva e imprevisível.
Por que a Dwars door Vlaanderen é tão especial
Existe algo único na Dwars door Vlaanderen que a diferencia de outras clássicas. Não é a mais longa. Não é a mais famosa. Mas é, talvez, a que melhor captura o espírito da semana sagrada flamenga. Ela funciona como uma espécie de ensaio geral — onde as ciclistas testam suas pernas, suas equipes ajustam as táticas e todo mundo tenta adivinhar quem vai chegar forte no domingo seguinte, no Tour de Flanders.
É uma corrida onde a coragem conta tanto quanto a força. Os setores de paralelepípedos da Flandres não perdoam hesitação. Quem não se posiciona bem antes dos trechos de pedra, paga caro. E as subidas, embora curtas, têm rampas que pegam de surpresa até as mais experientes. O resultado é sempre uma corrida imprevisível, cheia de ataques e contra-ataques que fazem qualquer amante do ciclismo prender a respiração.
Informações práticas da Dwars door Vlaanderen 2026 Feminino
Para quem quer acompanhar de perto ou simplesmente não perder nenhum detalhe, seguem os dados principais desta edição:
Data: 1º de abril de 2026
Largada: Hipódromo de Waregem — 14h10 (horário local)
Chegada: Verbindingsweg, Waregem — aproximadamente 17h26
Distância: 128,8 km
Categoria: UCI Women’s WorldTour
Setores de paralelepípedos: 6
Subidas: 8
Organizadora: Flanders Classics
Site oficial: ddvl.eu
FAQ — Perguntas frequentes sobre a Dwars door Vlaanderen 2026 Feminino
Quando acontece a Dwars door Vlaanderen 2026 Feminino?
A corrida está marcada para o dia 1º de abril de 2026, com largada às 14h10 (horário local) no Hipódromo de Waregem, na Bélgica. A chegada é esperada para por volta das 17h26, na Verbindingsweg, também em Waregem.
A Dwars door Vlaanderen 2026 Feminino faz parte do Women’s WorldTour?
Sim, e essa é a grande novidade desta edição. Pela primeira vez na história, a prova feminina foi promovida ao UCI Women’s WorldTour, alcançando o mesmo status que a corrida masculina já possuía desde 2017. A licença vale para o período de 2026 a 2028.
Qual é o percurso da Dwars door Vlaanderen 2026 Feminino?
O percurso tem 128,8 km, partindo e chegando em Waregem. As ciclistas enfrentarão 6 setores de paralelepípedos e 8 subidas, incluindo a nova escalada da Hellestraat. A parte final, com duas passagens pelo Nokereberg e pela Herlegemstraat, é idêntica à da prova masculina.
Quem venceu a Dwars door Vlaanderen Feminino em 2025?
Elisa Longo Borghini (UAE Team ADQ) venceu a edição de 2025 com um impressionante ataque solo de cerca de 25 km. Lotte Kopecky (SD Worx-Protime) ficou em segundo e Elisa Balsamo (Lidl-Trek) em terceiro.
Quem são as favoritas para a Dwars door Vlaanderen 2026 Feminino?
Entre as principais favoritas estão Lotte Kopecky, que corre em casa e domina as clássicas; Elisa Longo Borghini, atual campeã; Demi Vollering, agora na FDJ United-SUEZ; e Puck Pieterse, que segue evoluindo como uma das jovens mais promissoras do pelotão.





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